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DESCOLANDO UMAS NO 0800 - Causo de Pingunço

por Reinaldo Barreto


					    
Segunda-feira é o dia da feira. É quando todos das fazendas, roças, sítios etc. aproveitam o dia prá fazer uma visita na cidade. Uns vem comprar os produtos comestíveis, roupas mais barata, sandálias, sapatos entre outros produtos necessários. Entretanto muitos, principalmente os mais jovens, vêm prá namorar, paquerar...e como não podia faltar, vêm aqueles prá tomar suas pinguinhas. É comum no fim da feira encontrar as bodegas lotadas. Ah! Quase ia esquecendo dos que vêm prá alviar o óleo, na rua da palha. A maioria destes só vão até lá bem à tardezinha, quando já tão bem melados e dão um trabalho danado para a polícia. È uma briga amuada.Ao anoitecer é comum ver voltando para suas casas nas roças, gente empurrando as bicicletas, puxado os animais, sem poder monta de tão bêbados. É o divertimento deles, seguindo o ditado “Quem não tem cachorro caça com gato” Estes adendos é só para aqueles que moram em cidade grande e não conhecem a vida no interior. Afinal a vida tem de ser vivida. De um jeito ou de outro. O nosso personagem está entre os da pinguinha. É o Zezito. Logo pela manhã ele chega da Queimada(um povoado), já doidinho prá tomar o quebra jejum. Bate a mão no bolso da calça, na gibeira, só prá confirmar. Naaada. Olha prum lado e pro outro prá ver um conhecido que lhe paga uma. Ninguém. Pensa: tô ferrado! Dá uma voltinha na feira prá ver se arruma um empréstimo, mas nenhum amigo confia nele. O tempo passa, já chegando às 10 horas e a boca tá mais seca do que lagoa no nordeste, no mês de setembro. Já tá quase desesperado, a cabeça funcionando a quase mil por hora para encasquetar um truque e derrubar uma de um desprivinido, quando ele olha e no pé do balcão tá Olavo Pontes, um bem-de-vida do lugar e que gosta de tomar umas, assim já meio grogue, mas sem perder a sabedoria. Neste vai-e-vem do Zezito ele tá sempre com uma sacola, com um saco de pano dentro, nas costas que é prá botar o mantimento e levar prá família. Isto se vier uma ajuda divina. Se tomar uma já é uma dificuldade! Imagina comprar feijão, arroz, farinha, rapadura, óleo e uma carninha... Ele matuta, sem ao menos a pinguinha ele não volta prá casa. Pega a sacola, faz uma bolinha na ponta, joga nas costas e parte em direção ao Olavo. - Paga uma prá mim ai ô Olavo! - Sai de baixo Zezito! Tô quebrado! Não tenho dinheiro. Tremenda mentira. Dinheiro tá aos montes nos bolsos. - Olavo, eu acho que uma cadorninha com pinga cai bem! Sugere ele, segurando na sacola do modo que parecer ter uma coisa o fundo. Olavo pensa: vou pagar uma pinguinha e derrubar o Zezito nesta cadorninha que ele tem na sacola!. - Tá bem! Dá uma prá ele ai! Netinho.(o bodegueiro) Você não imagina, como esta pinguinha desceu macia. Chegou clareou os olhos do Zezito. Um sorriso de satisfação brotou do seus lábios. Até parece que ele renasceu. Passado mais um tempinho ele nem pede mais. Olavo de olho na cadorna do Zezito oferece mais uma, outra, mais outra. Lá pela sexta ele oferece mais uma e tasca a sugestão: -Ô Zeeeziito, toma mais esta e vê se descola logo esta cadorninha, porque eu já to morrendo de fome. E o Zezito na maior cara de pau. - Pode deixar Olavo que na semana que vem eu trago a Cadorna! E saiu na maior tranqüilidade, sorrindo de satisfação. E pensando: a 1ª parte da feira eu já completei. Agora só falta a comida dos meninos... e partiu pro duelo.... reinaldo.s.barreto@hotmail.com
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Comentários dos leitores

Muito boa! ^^ só não entendi o titulo "descolando umas no 0800".

Postado por Thamires em 25-03-2009

Alô, Reinaldo! Achei a história interessante. Bons textos!

Postado por Silvino em 07-07-2007

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