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ERA UMA VEZ UM VALENTÃO...

por Reinaldo Barreto


					    
Segunda-feira pela manhã bem cedo quase às 06 horas da manha. Todos levantavam para molhar canteiro. Era o corriqueiro lá para a década de sessenta quando a plantação mais comum aqui no sertão da Bahia era fumo. Um dos trabalhadores chamava-se Chicão. Forte para bebeu. Pegava duas latas dágua numa facilidade danada. Neste dia. Foi um dia diferente para todos. E ainda mais para Chicão. Motivo: ele tava muitto machucado. A cara roxa. Quando alguém leva um soco no rosto, fica um ematoma enorme. Imagine agora quem levou mais de 20 pancadas. Um detalhe; ele não era um boa prosa. Chegava molhava seus canteiros e ia embora, sem dar uma palavra para ninguém. Um desavisado passa e faz o seguinte comentário: -Êta Chicão, foi uma briga boa! E ele: - Vá cuidar de sua vida, que da minha cuido eu. Na cidade ele tinha fama de valente. Quando tomava umas era um Deus nos acuda. Ninguém tinha coragem de lhe dirigir qualquer palavra. O tamanho dele bem uns 100 kg, desanimava qualquer um. Nunca tinha brigado com ninguém. Tinha a fama de valente sem tocar o dedo nem em uma criança. E aquilo fazia com que ele se sentisse o maioral. Na cidade foi um comentário geral - Deram uma surra o Chicão! –O Chicão tá com a cara toda machucada! – Pegou tantos pontos na cara! Mas quem perguntava o que tinha acontecido para ele! A história estava ficando muito interessante. O Chicão apanhou. Mas, de quem! Alguém tinha de saber. Como eu tava lhe contando. Essa fuxicaiada danada estava acontecendo segunda- feira pela manhã. Como era o dia de feira na cidade, todos dos povoados vinham comprar os mantimentos. Esta história seria esclarecida mais tarde. Como de verdade foi. A história se passou da seguinte maneira: No dia anterior, domingo, houve uma festa num povoado do município, chamado Melancia e o Chicão que tinha passado o dia de domingo tomando umas na cidade resolveu terminar de encher o tanque e se dirigiu para a festa, no dito povoado.Nestas festas pode faltar tudo, às vezes faltam até mulheres, mas a barraquinha vendendo pinga, jurubeba, catuaba, cinzano, etc. não falta. Olhe que naquele tempo cerveja ainda não era uma bebida popular. Não tinha geladeira. Só uns poucos se atreviam a beber a danada quente. O que rolava era bebida quente. Desce pinga, desce pinga, mais pinga, mais pinga e toda a rapaziada, isto é, toda a homaiada ficando pra lá de Bagdá. Cheio da meropéia (pinga). O Chicão que já veio da cidade já bem apingaiado, lá para as 10 da noite imagine como ele estava!. Varado... bebão, bebão. Sanfona pé-de-bode, zabumba, pandeiro, triângulo e muita poeira das danças comendo o birro.(muito). Pra todo lado que se olhava tinha um casal nos amassos. Nos fundos do salão, no pé da cerca, embaixo do pé de umbu. Dali há nove meses deve ter nascido algum pimpolho. E tem um detalhe. O salão, como de costume, não comporta o povo. É um entra-e-sai. Uns pros namoros, outros pra aliviar a bexiga e muitos pra tomar mais umas. Até hoje eu não entendi como se faz o controle de quem pagou ou não pagou o ingresso. Mas isso não vem ao causo. E onde entra o nosso amigo Chicão, bêbado quem nem um porco, suado quem em um peru assado, olhos vesgos de tanta cana! Não é que o Chicão resolveu inovar! Chegou na porta da festa, empurrou o porteiro pra dentro do salão e tascou a frase mais infeliz de sua vida: -NESTA FESTA NINGUÉM ENTRA OU SAI! Um detalhe importante; só tinha uma porta que servia de entrada e saía. Por alguns momentos ninguém importou com aquilo. Mas depois de meia hora o calor aumentou para os que estavam dentro e a vontade de dançar para os que estavam de fora. E o que fazer! O homem era enorme e até aquele dia ninguém tinha se atrevido a enfrentá-lo. Mas a questão tinha de ser resolvida. A festa não podia acabar. Tava boa pra danar. Coragem de enfrentar estava em falta. Quem já tomou umas ou quem ainda toma vai concordar comigo. A danada da pinga modifica a personalidade de todos os bebentes: Uns ficam ricos, outros lembram de uma velha paixão, outros choram, outros ficam gaiatos, uns não agüentam e caem. E também tem aqueles que ficam valentes. E foram estes que resolveram a questão... Até o ano passado quand morreu o Chicão não acreditou que pudesse viver depois de apanhar tanto. E nesta mesma segunda-feira seguinte pegou sua mala e foi morar no Mato Grosso.
Copyright Reinaldo Barreto © 2007
Todos os direitos reservados.
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Comentários dos leitores

Para valente, valente e meio. O dobro é três, e depois seis.............

Postado por lucia maria em 12-11-2012

Gostei do seu trabalho. Continue e esteja atento à clareza de ideias que deve apresentar.

Postado por Marizé em 17-12-2008

Alô, Reinaldo! Sua história é muito boa. Contudo, sugiro um maior cuidado na revisão do texto, para torná-la mais agradável à leitura. Parabéns!

Postado por Silvino em 07-07-2007

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