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ERAM ASSIM OS MEUS SONHOS



					    
Do imenso promontório – segundo reza a história, o Infante D. Henrique sonhava ao ver diante de si o imenso oceano – era o sonho do Infante. Tal como ele, acalentava o grande sonho e viu transformar-se numa feliz realidade. É assim que eu penso, olhando o mar que me rodeia, pois vivia numa aldeia à beira-mar que me transporta ao infinito, alargando os horizontes até onde o mar tocava o céu! E sonhava ao ver os barcos na partida… Tal como diz um poeta consagrado “o sonho comanda a Vida e sempre que o Homem sonha o mundo pula e avança, como bola colorida entre as mãos duma criança”. Baseio o meu modo de pensar e agir nesta filosofia de vida. Já minha avó me dizia, no seu jeito de rimar as palavras, em quadras de “pé quebrado”: “Como esta vida é um sonho temos de sonhar para viver Quem já na vida não sonha O que lhe resta é morrer! Deste modo, aprendi desde criança a sonhar! Primeiro sonhava com as bonecas mais lindas que havia de ter – as lindas bonecas de loiça, e eu só com as bonecas de trapos que fazia... as minhas “matrafonas” mas... havia de ter outras pensava eu... a última coisa a morrer é a esperança, e a esperança conduz ao sonho que torna a vida mais amena, na procura dum ideal! Foi naquele Natal de ilusões, em que eu sonhava os mais belos brinquedos, que com certo sacrifício o meu avô conseguiu amealhar uns “pataquinhos” e fez-me a surpresa de pôr no sapatinho – um boneco de papelão que era o mais bonito e melhor brinquedo, que havia naquela época ao alcance das famílias mais modestas. Todavia, se pensarmos nos lindos brinquedos que hoje se vêem por toda a parte e nem mesmo assim as nossas crianças se sentem mais felizes! A minha alegria foi tanta que pela manhã seguinte à oferta, convidei as minhas amigas para o baptizado do boneco. Só que o boneco estava condenado a uma tragédia – o sacristão da aldeia, introduziu o boneco na pia baptismal no momento do baptizo – uma brincadeira a sério – que danificou o boneco e quase desfeito nas mãos da madrinha, provocou o choro total da pequenada. Só que o sacristão brincalhão teve o compromisso de comprar um novo boneco. Mas este incidente, não me levou a deixar de sonhar e tanto sonhei pela vida fora, que um dia fui mãe duma linda boneca – a minha filha! Depois, continuei a sonhar que ela havia de ter uma vida melhor que a minha no seio duma família que eu não tive. Perdi o meu pai ainda jovem... Sonhava com ele, mas eram outros sonhos que eu queria ter! Não podia deixar morrer os meus sonhos mais dilatados! Também sonhei ter uma dia a profissão de professora. Ensaiava os bonecos, brincava com eles, como se fizessem parte do meu sonho de ser alguém! E mercê da minha tenacidade, da força de vontade, desta força constante que o sonho nos embala, atingi os meus objectivos. Sempre sonhando uma vida melhor todavia, as tempestades da vida por vezes causam algum desânimo, mas esta ânsia de lutar, de sonhar... fazia-me prosseguir a caminhada, olhando em frente! Se não fora a vontade férrea de vencer jamais o sonho poderia comandar os meus passos. Se fosse viver os sonhos, aqueles que a gente sonha enquanto dorme, e, entregar-me ao significado que alguns sonhos têm na “crendice popular” e ao sonho real, que um dia aconteceu na minha vida, que me recordo mas que consegui vencer essa barreira tão difícil e foi assim: Era ainda muito criança, com 4 anos de idade, costumava dormir a sesta com o meu pai, que não tinha jeito para contar histórias, e, enquanto eu lhe pedia, para adormecer, que me contasse uma, ele começou a dizer que tinha duas meninas e que um dia foi fazer uma viagem e quando adormeceu, enquanto guiava o carro onde seguia, teve um grande desastre e as meninas ficaram sem pai. Se foi sonho dele não sei, sei apenas que isto sucedeu, logo nessa mesma noite, em que ele partiu para a viagem e nunca mais regressou a casa. Exactamente como ele havia contado, havia sucedido! Mas eu tinha em casa gente que me ensinou, que aqueles sonhos nada tinham de verdade... que devia sonhar sempre coisas boas, porque o mal atrai o mal! E assim o sonho passou a comandar toda a minha vida! E foi realmente uma bola colorida entre as mãos da criança que eu era.
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Comentários dos leitores

Triste se não sonharmos, até que seja um farelo, mas sempre um pedacinho do sonho sadio acontece na vida da gente.

Postado por lucia maria em 10-10-2012

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