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A LENDA DA SENHORA DO MAR



					    
Certo dia em que pescavam na Beirinha foram as embarcações violentamente sacudidas por um violento temporal . As ondas batiam enraivecidas contra o barco, frágil casca de noz, quase a afundar-se. O vento ciclónico havia desfraldado as velas e o leme sem direcção, devido à grande força do mar . Nem os braços possantes dos pescadores conseguiam deter a força brutal das ondas. Nas remadas vigorosas, uns pescadores rendiam-se aos outros exaustos, perante a fúria das águas. Qual espada de combate, oferecia maior duelo do que a dança dos remos contra aquela infernal tempestade marítima? Tentaram debalde, entrar na barra sem conseguir perante a força das correntes que se agitavam entre ondas gigantescas que engoliam as embarcações. Deixaram-se entregues ao sabor da ventania e do mar agreste, vencendo as ondas do destino, foram ladeando a costa, no sentido Sul. Temerosos a Deus e confiantes nele e na Virgem Mãe, rogavam preces e promessas aos santos da sua devoção. A certa altura começam a avistar um castelo! E um pescador murmura: - Ai Senhora dos Pescadores! Senhora da Boa Viagem! Minha Senhora das Ondas! Nos livre desta tragédia! - S. Pedro dos Pescadores! Vinde em nosso auxílio! - rogava outro pescador que tirava água do barco com uma escoteira. - Nossa Senhora do Mar! Senhora que nos livras das tempestades! Livra-nos! Livra-nos! - repete um com mais força e animado de mais fé! Num repente, as águas do mar acalmam, os ventos amainam...e a embarcação deslizou suavemente, pela Ria Formosa. Finalmente, conseguiram entrar na barra de Tavira e perto do Livramento, surge a Imagem duma senhora cheia de luz e sol, com um lindo manto azul da cor do mar e de olhos brilhantes como o Luar. - Quem és tu formosa Senhora? Pergunta o pescador mais crente. - Eu sou a Senhora da Ria e do Mar! A Senhora dos Pescadores que os livra das ondas do mar. Também me chamam “ Senhora do Livramento” ... - Então foste tu que nos livraste das ondas e de todo o mal? - Sim! Eu livro todos os pescadores humildes das águas do mar! Eles chamam sempre pela Senhora do Livramento! - Então gostas que te chamem Virgem do Livramento? E a Senhora do Mar, diz-lhes suavemente: ... Sim, assim me chamarás pôr todo o sempre e para perpetuar o meu nome farão uma capelinha, onde o teu povo, me há-de prestar o culto, não partirão para mares longínquos. sem se despedir... e no regresso das longas viagens, irão sempre visitar- me! Mais tarde, após a construção da capelinha da Senhora do Livramento, os pescadores fusetenses, iam prestar-lhe sempre a homenagem na partida e na chegada. Como eu me lembro dessas longas caminhadas a pé, ao Livramento, nos passeios de carro de mula e nos belos “piqueniques” que eram feitos, em que assumia com especial destaque a célebre “ vila de ameijoas” , o belo pão caseiro com manteiga enlatada, que vinha dos Açores. As saborosas “bolachas bebadas” e os “bolos amarelos”... E nunca esqueciam a sua protectora - a Virgem do Livramento. O que na verdade é um facto, é de que actualmente a tradição, ainda tem lugar nas Festas de Nossa Senhora do Carmo, em que Nossa Senhora do Livramento ocupa um lugar preponderante. Curiosamente, o meu avô que me contava estas histórias, dizia sempre esta frase: - A Senhora do Carmo é montanheira! E a Senhora do Livramento é “fuseteira”! Tem uma certa graça, porque mais tarde ao pesquisar as histórias locais da minha terra, verifiquei nos arquivos, que a imagem de Nossa Senhora do Carmo, foi oferecida, em 1805, à paróquia da Fuseta, por Francisco José Maya, proprietário da Quinta da Maragota. Como os fusetenses, chamavam às pessoas que residiam no campo “montanheiros” , daí o facto, da oferta da santa, ter sido feita por uma pessoa residente no sítio indicado, e o de dizer-se: “que a Senhora do Carmo era “montanheira” e a Senhora do Livramento “ Livramento” “fuseteira” porque ele afirmava que a Senhora do Livramento, aparecia aos pescadores da Fuseta. A acrescentar-se ao facto, o da Fuseta, pertencer na altura a Tavira, o pescador da Branca Noiva do Mar, tinha raízes profundas naquelas zonas que justificam o seu modo de ser, de agir e a sua história antiga procura assim abranger os seus antepassados históricos. Estas são histórias ou lendas contadas e recontadas pelos velhos pescadores, geração em geração
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Comentários dos leitores

Tradição implica em respeito. Minha avó passou da infância e da juventude assim (Rio de Janeiro) - em agosto, reverenciar N. S. das Neves, em setembro, N. S. da Salete, e em dezembro, N. S. da Conceição.

Postado por lucia maria em 07-10-2012

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