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A MARIA ALONGA



					    
Maria Alonga, era uma mulher de rosto sombrio e comprido, dentes desalinhados e pontiagudos que sobressaíam por entre os lábios grossos. De olhos e cabelos como azeviche tinha uma farta cabeleira que escondia sobre o lenço, pois nunca se penteava. Era magricela, muito alta, tão alta que parecia mais um “gigante” daqueles que os meninos temiam. De andar muito deselegante, descia lá das serranias, montada numa mula, toda vestida de negro, chapéu de abas largas e lenço da mesma cor. Sobre os ombros, trazia uma “capucha” meio esfarrapada. O seu traje de feiticeira da montanha, era um pouco semelhante ao do “bioco” . Era muito temida pelas crianças daquelas redondezas. Quando ela descia aos povoados as crianças tremiam “como varas verdes” e corriam a esconder-se em casa, sem sair à rua, para ela não as levar. Durante a noite, ouvia-se muitas vezes os seus passos na calçada, o bater das suas “galochas” de sola de madeira, de tacão muito alto. Ouvia-se à distância e os meninos deitavam-se cedo para ela se ausentar, pois só regressava às serranias, depois da última badalada da meia-noite. Maria Alonga era a bruxa que levava consigo os Meninos que não comiam, que mentiam, que era teimosos e malcriados, que não bebiam o “óleo de fígado de bacalhau” ou que faziam quaisquer outras maldades. As mães bem avisavam: - Olha que vem aí a Maria Alonga! - Olha que ela leva os Meninos maus e nunca mais vêm de volta! - Olha que a quem não estuda ela faz crescer as orelhas. Sem esquecer o Papão para adormecer os meninos as mães cantavam: Ó papão vai-te embora. Lá de cima do telhado Deixa dormir o menino, Um soninho descansado Sai daqui Maria Alonga Vai ter com o papão E numa noite mais longa Os dois fiquem na prisão! Tanto a Maria Alonga como o Papão, ficaram presos que nunca mais apareceram aos meninos.
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Comentários dos leitores

Muito bom o seu conto, Marizé. Que pena que não fazem músiquinhas singelas, para as crianças dormirem em paz!

Postado por Annacelia em 03-04-2008

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