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O PESCADOR AVENTUREIRO



					    
A história que vou contar passou-se numa pequena vila de pescadores, quando mar que passava à rés da porta do “Joaquim” pescador, o convidava a aventurar-se por esse oceano imenso que o seduzia. Tivera bem cedo que fazer-se ao mar. Os ganhos mal davam para uma côdea de pão. Muitos barcos clandestinos rumavam a Marrocos e ao Brasil, na ânsia de melhorar a vida. No firme propósito que norteia o espírito aventureiro do homem habituado às tempestades do mar, um homem que nada teme, partiu um dia num caíque de duas velas, rumo ao Brasil. Ouvia contar que outros tinham partido procurando a sua sorte, não era o primeiro, e, cheio de coragem partiu à aventura. Foi uma travessia de um longo mês, até que finalmente, avistaram Porto Seguro, no estado da Baía. Encontrou uma pequena cidade, que lhe falava de Portugal. O casario de S. Salvador, tinha o tipicismo da região algarvia. As casas térreas, com lindas platibandas, faziam lembrar-lhe a sua vila algarvia. O povo também bastante alegre e comunicativo, acolhia os estrangeiros da melhor maneira. Falavam a mesma língua e isso era um passo em frente, para ser entendido. Facilmente arranjou trabalho na vida de pescador. A região era fértil. O peixe em abundância. O Jaquim era trabalhador e poupado. Casou com uma brasileira, filha de um pescador como ele e fez fortuna. Escrevia longas cartas para os pais. Quando o correio chegava era grande alegria com as notícias sempre tão ansiadas. No principio foi difícil teve de aprender a escrever. Mas tinha sempre uma alma caridosa que lhe lia e escrevia e ele lá anotava: - “Minha Santa Mãe! Aqui estou muito bem! Não há mau tempo como aí! Vamos todos os dias ao mar! Ganho uns cruzeiros... bem bons!” Um dia recebeu a resposta da mãe: “ Meu filho atão aí não há vento? Já que tens tantos cruzeiros manda um barco p’ró tê pai, que nem um bote tem.” Tal é isto, dizia o Jaquim: - “Mas onde não haverá vento, minha mãe. Ò Senhora, os cruzeiros são moedas, são reais?” - Meu Filho antes serem reais que de mentiras. Eram assim as notícias da família, traduziam uma certa graça pois naquele tempo as pessoas mal sabiam ler e escrever. O acesso à escola era difícil, tinham de trabalhar mesmo crianças. O Joaquim, conseguiu subir na vida mercê de muito trabalho e sorte. Possuía a maior frota de barcos de pesca. Do seu casamento tiveram uma filha que se notabilizou como cantora. Convidada a vir um dia a Portugal – terra Natal de seu pai, sentiu-se muito feliz porque a língua – grande elo de união e o sangue português corria-lhe nas veias. Afinal seu pai, era um brasileiro de Portugal, como tantos outros que procuram noutra Pátria, o pão nosso de cada dia. Acompanhando a filha com a mulher, viveu dias de grande alegria junto da família. É que o Joaquim embora vivendo no Brasil, jamais esqueceu que era português.
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