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A LENDA DA FOGUEIRA



					    
Desde os tempos mais remotos, na crença religiosa do meu povo, Fuzeta tem mantido o seu culto a esta lenda no decorrer da Festa, em honra da sua padroeira – Nossa Senhora do Carmo. Porquê esta devoção? Enraizada na na Fé em Deus e nos santos, que sempre acompanharam o homem do mar nas suas rotas mais longínquas, quando o mar bramia mais forte, numa tempestade infernal. Dizia o povo “ Só te lembras de Santa Bárbara quando faz trovões”, assim é na verdade, o apelo aos santos, é mais veemente quando surge uma catástrofe. Segundo me contaram os populares mais antigos, foi precisamente no dia 16 de Julho, cujo ano se desconhece, quando as frágeis embarcações se encontravam no alto mar, foram surpreendidos por um enorme temporal. Os nossos humildes e corajosos pescadores, sofreram horas de angústia, de desespero, de dor. As ondas pareciam engolir as embarcações, batendo ferozmente com uma força brutal, tão fortes, quanto o bater dos seus corações. Em terra, pelo velho areal, as mulheres e homens, olhos vidrados na barra que furiosamente rangia… temiam o pior… em grupo, umas de negro vestidas – os biocos – torciam e retorciam o avental, num gesto febril e ardente. As crianças ao colo das mães, choravam… como se adivinhassem a tragédia… os latidos e uivos dos velhos cães de água eram de arrepiar. Em enormes correrias da terra para os lados do mar, do mar para a terra, as mulheres pareciam bandos de gaivotas voando… Do alto do cerro, onde o horizonte visual era mais dilatado, o mulherio apinhava sacudido pela ventania e agitação constante das ondas que se ouviam à distância. Num desvario sem limites, eis chegada a noite infernal… entardecia… e o receio duma desgraça era evidente, em cada rosto crispado pela incerteza e desânimo. Receando um céu sem estrelas… surge a dúvida - Mas como poderão os nossos homens avistar a terra? - Ai Jesus! O meu querido marido! Rainha dos Anjos! - Senhora das Ondas! Salvai os pescadores! - Ai o meu filho! Nossa Senhora! Nisto uma das mulheres, exclama: sim Nossa Senhora do Carmo que hoje é o seu dia: - Roguemos que nos traga os nossos pescadores ao porto de salvamento! - acrescenta: - Rezai todos comigo! Avé Maria…. E um velho lobo do mar, olhando o céu sem estrelas: - Vamos fazer uma fogueira! Hoje é dia de Nossa Senhora do Carmo!! Então os moços de canoa e toda aquela pequenada – um imenso mar de gente, foram imediatamente buscar restos de lenha, cadeiras de tabua já sem fundo, pedaços de remos, destroços de madeira velhos, barricas velhas do vinho da Fuseta, e fizeram a maior fogueira de que há memória no Burguel. lembrado daquele dia santo especial… Enquanto preparavam a fogueira, a multidão ajoelhada rezava, obedecendo a uma mulher cristã mais convicta que na sua fé havia lembrado daquele dia santo especial… O local tornou-se sagrado, onde se ergueu uma capelinha que viria a ser destruída com o terramoto de 1775. No elevar das preces ao céu, o mar como por encanto ou milagre, quedou-se em silêncio, as águas ficaram calmas, a barra deixou de cantar, o vento amainou suavemente; apenas se ouvia o crepitar da lenha na fogueira – que foi farol sagrado que perante as enormes labaredas, serviu de guia aos barcos que puder regressar ao seu cais com alegria, sãos e salvos, dando vivas a Nossa Senhora do Carmo. E os Pescadores, homens de fé, diziam que sob aquela imensa luz, viram a imagem de Nossa Senhora do Carmo. Durante muitos anos, quando as adegas ainda fabricavam o famoso vinho da Fuzeta, era sempre uma queimada barrica, que no dia 16 de Julho, no adro da igreja. Actualmente a tradição mantém-se fazendo a tradicional fogueia nesse dia. A LENDA DA FOGUEIRA Desde os tempos mais remotos, na crença religiosa do meu povo, Fuzeta tem mantido o seu culto a esta lenda no decorrer da Festa, em honra da sua padroeira – Nossa Senhora do Carmo. Porquê esta devoção? Enraizada na na Fé em Deus e nos santos, que sempre acompanharam o homem do mar nas suas rotas mais longínquas, quando o mar bramia mais forte, numa tempestade infernal. Dizia o povo “ Só te lembras de Santa Bárbara quando faz trovões”, assim é na verdade, o apelo aos santos, é mais veemente quando surge uma catástrofe. Segundo me contaram os populares mais antigos, foi precisamente no dia 16 de Julho, cujo ano se desconhece, quando as frágeis embarcações se encontravam no alto mar, foram surpreendidos por um enorme temporal. Os nossos humildes e corajosos pescadores, sofreram horas de angústia, de desespero, de dor. As ondas pareciam engolir as embarcações, batendo ferozmente com uma força brutal, tão fortes, quanto o bater dos seus corações. Em terra, pelo velho areal, as mulheres e homens, olhos vidrados na barra que furiosamente rangia… temiam o pior… em grupo, umas de negro vestidas – os biocos – torciam e retorciam o avental, num gesto febril e ardente. As crianças ao colo das mães, choravam… como se adivinhassem a tragédia… os latidos e uivos dos velhos cães de água eram de arrepiar. Em enormes correrias da terra para os lados do mar, do mar para a terra, as mulheres pareciam bandos de gaivotas voando… Do alto do cerro, onde o horizonte visual era mais dilatado, o mulherio apinhava sacudido pela ventania e agitação constante das ondas que se ouviam à distância. Num desvario sem limites, eis chegada a noite infernal… entardecia… e o receio duma desgraça era evidente, em cada rosto crispado pela incerteza e desânimo. Receando um céu sem estrelas… surge a dúvida - Mas como poderão os nossos homens avistar a terra? - Ai Jesus! O meu querido marido! Rainha dos Anjos! - Senhora das Ondas! Salvai os pescadores! - Ai o meu filho! Nossa Senhora! Nisto uma das mulheres, exclama: sim Nossa Senhora do Carmo que hoje é o seu dia: - Roguemos que nos traga os nossos pescadores ao porto de salvamento! - acrescenta: - Rezai todos comigo! Avé Maria…. E um velho lobo do mar, olhando o céu sem estrelas: - Vamos fazer uma fogueira! Hoje é dia de Nossa Senhora do Carmo!! Então os moços de canoa e toda aquela pequenada – um imenso mar de gente, foram imediatamente buscar restos de lenha, cadeiras de tabua já sem fundo, pedaços de remos, destroços de madeira velhos, barricas velhas do vinho da Fuseta, e fizeram a maior fogueira de que há memória no Burguel. lembrado daquele dia santo especial… Enquanto preparavam a fogueira, a multidão ajoelhada rezava, obedecendo a uma mulher cristã mais convicta que na sua fé havia lembrado daquele dia santo especial… O local tornou-se sagrado, onde se ergueu uma capelinha que viria a ser destruída com o terramoto de 1775. No elevar das preces ao céu, o mar como por encanto ou milagre, quedou-se em silêncio, as águas ficaram calmas, a barra deixou de cantar, o vento amainou suavemente; apenas se ouvia o crepitar da lenha na fogueira – que foi farol sagrado que perante as enormes labaredas, serviu de guia aos barcos que puder regressar ao seu cais com alegria, sãos e salvos, dando vivas a Nossa Senhora do Carmo. E os Pescadores, homens de fé, diziam que sob aquela imensa luz, viram a imagem de Nossa Senhora do Carmo. Durante muitos anos, quando as adegas ainda fabricavam o famoso vinho da Fuzeta, era sempre uma queimada barrica, que no dia 16 de Julho, no adro da igreja. Actualmente a tradição mantém-se fazendo a tradicional fogueia nesse dia.
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