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A LENDA DA PROCISSÃO DOS ANJOS



					    
Conta-se que certa mãe teve um filho que morreu ainda criança de tenra idade A mãe nunca se conformava com a morte do filho e chorava sem consolação. Quando alguém falecia quer fosse criança ou adulto , era costume dar uma muda de roupa do falecido. Esta mãe com pena de dar um dos bibes que a criança usava que tinha uns lindos botões, tirou-os e deu o bibe a uma criança pobre. Deste modo, não podia abotoar o bibe. Todos os dias pedia ao Anjo da Guarda que a levasse para junto do seu menino, porque não podia viver sem ele. Rezava sem cessar, levava todo o santo dia a chorar e a lamentar-se e não fazia nada em casa. O marido tentava apaziguar dizendo que poderiam ter mais filhos e ela respondia: - Se Deus me levou aquele, eu não quero mais nenhum filho e ninguém acalmava a sua dor. Certa noite, quando estava a rezar no seu quarto, ouviu uma música celestial sem saber de onde ela vinha. - Estarei sonhando? - dizia a mãe atónita e entre lágrimas. No repente, vê um enorme clarão através da janela e ao assomar-se, viu uma linda Procissão de Anjos, com velas acesas na mão, que se deslocava ao som de uma música suave. A mãe ficou presa aquele encanto!...A procissão parecia não mais acabar... Ao fim de alguns minutos, no final da procissão, ela reconhece o seu filho que havia morrido, vestido com o bibe sem botões (que ela havia dado) e que ia chorando atrás da imensa legião de anjos. Enquanto os outros cantavam, parecendo mais felizes, ela viu o filho num mar de lágrimas. Então a mãe, na sua aflição, no desejo de agarrar o seu filho, e compreendendo o seu erro da falta de botões agarra os botões e segue a procissão, com uma vela acesa na mão. Andou, andou... sem conseguir alcançar o filho e atraída pela maravilhosa corte de anjinhos. a certa altura, começa a escurecer lentamente... As luzes da procissão começaram a apagar-se, e os anjos pareciam voar sob asas em direcção ao céu.. A mãe, atónita, olha em seu redor e verifica que a vela que levava em sua mão, igualmente se apaga e transforma-se num ossinho de criança. Assustada, deita o osso para o chão e quando este caí , aparece uma luz sob uma sepultura, e verificou com espanto que estava na sepultura do seu filho e sobre a sepultura estava o bibe sem botões que ela dera à criança. Depois aparece um anjo vestido de branco, que lhe diz: - Vai para casa mãe e não chores mais a perda de um anjinho. Todos os anjos vão para o céu. O teu filho, anda chorando por tua causa. As mães não devem chorar pelos anjinhos! Eles são criaturas celestes que Deus escolhe para a sua corte! Prega os botões no bibe, que o teu filho não mais chorará… Daí em diante, na Fuzeta era voz corrente que “não era bom as mães chorarem a morte dos “anjinhos” era sim motivo para festejar com as crianças, a sua ida para o céu. Por isso, quando morria alguma criança de tenra idade, as meninas e meninos, iam todos acompanhar o “anjinho”. Os meninos seguravam o caixão ao ombro e as meninas levavam as borlas. Era uma procissão apenas de crianças. quando acabava a cerimónia, regressavam à casa da mãe que havia perdido o “filho” para confraternizar, ou receber o seu pacotinho de bolachas, alguma “tabeletezinha” ou “linguas de gato”. e as crianças ficavam todas felizes. A partir daí a Procissão dos Anjos, era realmente um acontecimento terrestre em que participei em criança.
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