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A LENDA DA LAVADEIRA OLHANENSE



					    
Era hábito naquele tempo em que nas povoações (vilas, aldeias, povoados, etc.) não existia ainda água canalizada. As lavadeiras iam de madrugada lavar a roupa às ribeiras, aos rios, poços, mais tarde aos lavadouros públicos, onde se contavam as mais belas histórias e lendas de mouras encantadas. Ao romper da alva e, até mesmo, em noites de lua, pelas quatro, cinco horas da madrugada, iam algumas mulheres para aqueles locais com o fim de apanhar as melhores pedras ou lugares, para lavar a roupa. Seguiam pela estrada fora, meio deserta, ou por caminhos e ruas mal pavimentadas, com os baldes à cabeça, de avental, descalças “como Lianor pela verdura”… Eram os rios e poços – locais famosos pelas suas lendas e encantamentos. Algumas mulheres, contavam que viam quase sempre, em noites de Luar, uma formosa mulher que penteava os seus cabelos, com pente de oiro fino e mal alguém se aproximava, metia-se debaixo de água e desaparecia. Conta uma das lendas que no famoso lugar de Olham, onde mais tarde existiu um poço famoso, a água jorrava por todo o sítio, como um ribeiro a correr… e as mulheres desse lugar, aproveitavam, para ir lavar a roupa. Diz-se que uma destas mulheres que ali ia lavar roupa, viu uma linda mulher, vestida de moura com lindos véus e que ao ver aquela formosa aparição, encheu-se de coragem e perguntou-lhe: - Você é deste sítio? Porque vem lavar aqui essas roupas de princesa? - A moura, respondeu-lhe: - Venho lavar a alma! - Cruzes diabo! A alma também se lava, porventura? Ou és uma alma do outro mundo? - Eu sou uma moura encantada, terei de lavar a roupa toda a vida, porque o meu pai encantou-me debaixo de água e o meu corpo é metade mulher e outra metade é peixe. Eu ando a lavar a alma dele! - Então tu és uma sereia? Ou és uma alma penada? - Sou uma moura encantada de sereia. O meu pai encantou-me… deste modo… até que alguém me desencante… Quando acabou de contar, as águas numa enorme agitação por toda a parte, fizeram um grande redemoinho e a cara da moura - sereia, apareceu a chorar, dizendo: - Redobraram-me o encanto e por isso serei eternamente Olham, a rainha do mar. E as roupas perdidas jamais alguém as encontrará, serão arrastadas para o mar em ondas de espuma. O meu véu de rainha será sempre a branca espuma que se desfaz na areia da praia e, neste lugar, surgirá para sempre a Rua das Lavadeiras e o Poço será erguido em minha honra, porque eu serei sempre Olhão – terra mourisca.
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