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A CHEGADA DO NOVO ANO



					    
Era enorme a algazarra. As crianças em rodopio andava pelo bairro numa alegria pouco vulgar. - Que se passa aqui? – perguntei eu. - Qual quê? Ninguém me dava atenção! De repente uma voz de mulher ecoa pela rua fora: - Vizinha Joana, não vai pôr a colcha na janela? - Querem lá ver que vão passar com o Menino Jesus na “charola”? - Pode lá ser? Isso já passou de moda!... Resolvi entrar e casa. Há muito que não ia à aldeia passar as férias de Natal. Na velha salinha de estar lá estavam os retratos de família nas grandes molduras douradas. Lá estava o avô Raul de barbas branquinhas que fazia lembrar o Pai Natal. Com ele olhar bondoso de sempre parecia sorrir. Olhei a velha chaminé onde ia pôr o sapatinho. Sentei-me extenuada no velho cadeirão e folheei o velho album de recordações. De repente, batem à porta. - A menina já chegou? Era a vizinha Anica sempre atenta a todo o movimento. - Entre, faça favor! Anica entrava sempre muito desembaraçada activa, faladora por “sete cotovelos”. Abraça-me efusivamente sentindo a alegria da minha chegada. - Já viu a menina o desassossego desta gente! Anda tudo doido! Noutro tempo não era nada disto, ai o descansado do seu avô era uma pessoa que nesta altura me faz lembrar quando íamos à espera do Santo Reis. Levava-nos até à Ponte Grande e percorríamos a estrada fora cantando: - Ainda se lembra da cantiga? - Oh! Se me lembro, ainda não perdi a memória e começou por dizê-la: À espera do Santo Reis À Pedra Furada Enganei-me no caminho Fui à casa da amada! - Da amada? Mas quem era a amada? A amada era avó certamente...O desfile de recordações estavam bem presentes na mente da vizinha Anica que ainda havia acompanhado parte daquele tempo e recordava: Os Santos Reis, vinham montados em cavalos, vestidos a rigor e traziam os presentes para as crianças. Era uma enorme alegria! Um mundo de fantasias... mas tão belo! Agora as realidades são outras! As fantasias também... - Então quais são as fantasias de agora – perguntei-lhe. - A menina não vê aquele burburinho todo dos “moços pequenos”? A vizinha Ana tenta explicar: Aquele barulho todo que a Menina ouviu na rua, é que esta noite, toda a gente vai esperar a chegada de D. Milénio II. Quando der a última badalada da meia-noite, encontra-se no Parque do Ano Velho, onde D. Milénio I, vai ser sepultado e as pessoas enfeita as janelas com as colchas para ver passar o cortejo. D. Milénio II desembarca no cais, nua embarcação toda embandeirada. Como ele é o rei sucessor vem acompanhado por uma dama da corte – a Primavera, vestida de flores e uma linda tiara de amendoeira branca e os três pagens – o Outono, vestido de folhas douradas – o Inverno vem vestido de smoking preto e o Verão vestido de branco pérola. Atrás deles da a banda da corte, passarinhos a chilrear e gaivotas a grasnar... ao som da melodia das ondas do mar e do canto dos rios... Depois, o cortejo com a urna do D. Milénio I segue ao seu encontro até à ponta do cais, perto do farol, onde as cinzas irão ser deitadas ao mar e reza a seguinte oração: “Parte Irmão em paz para as ondas do mar salgado para a terra de ninguém, onde não ouças cantar nem galo, nem galinha, nem filhos por pais bradar. Em louvor de Deus e da Virgem Maria – Padre Nosso e Avé-Maria” - E depois da chegada do Milénio II, que fazem? – pergunto eu pasmada com esta história incrível. Ela continuava com a sua fértil imaginação... Este rei é recebido com pompa e circunstância. As damas vestidas com os seus belos vestidos brilhantes, vão para o baile, dançam até vir o dia. Entre taças de champanhe, saúdam D. Milénio II, cantam e bailam na esperança de melhor futuro. Aos gritos da multidão dei um salto... e esbocei um sorriso, creio que cansada da viagem, havia adormecido no velho cadeirão.
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Comentários dos leitores

Tá certo, foi um sonho, mas que foi lindo, foi!

Postado por lucia maria em 09-10-2012

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