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A LENDA DO POÇO DA ARTE NOVA



					    
Da velha torre de mouros quando rompia a primavera saia a passear uma princesa moura muito bondosa que gostava muito de repartir pelos pobres roupas e comida. O seu pai que não era cristão, não via com bons olhos as atitudes generosas de sua filha, nem a prática de actos religiosos que eram praticados por esta. Embora contrariado não impedia a menina de dar os seus passeios pela Atalaia. Durante o Verão também vinha passear até à "Rigueirinha Bonita" para banhar- se nas belas águas da Ria Formosa, sob vigilância da sua dama de companhia. Também era hábito da menina vir até ao poço da Arte Nova buscar uma cantarinha de água por ser uma das melhores águas da região. Numa destas suas idas ao poço apareceu um dia, um moço jovem que se enamorou da donzela. O rapaz era um pobre pescador. Igualmente a formosa mourinha se apaixonou pelo humilde mancebo. Quando o pai soube dos seus encontros com o pescador, proibiu a filha de sair, fechando-a na torre a sete cadeados. Deste modo a donzela foi impedida de praticar as boas acções e de ver o seu apaixonado. Deixou estas crescer as suas tranças tanto, tanto que mais tarde serviram de corda ao seu namorado para trepar até ao alto da torre e daí entrar nos aposentos da sua princesa moura. Um dia o pai descobriu o segredo e que a filha tinha os seus encontros secretos com o rapaz e muito irado, encantou a filha no poço da Arte Nova. Diziam as mulheres mais velhas da Fuseta que quando iam ao poço enquanto a água dormia, o olho do poço fechava que o dia dito rapaz sabendo que a moura estava encantada naquele poço, ia chorar as suas mágoas, e cantava com a sua viola lindas canções de amor. Um dia que já não conseguia cantar, tirou água do poço para matar a sede e a corda do balde, parte-se imediatamente. Ele arranja uma azagaia para apanhar o balde. Á medida que puxa o balde, parece-lhe que cada vez este pesa mais. Tanto puxou que preso ao balde vê duas lindas tranças que reconhece ser as da sua amada, e em seguida, aparece a princesa que murmura: - Por estas tranças fui condenada! - Por estas tranças fui entrançada! - Por estas tranças fui encantada! - Por estas tranças serei desencantada! - Quem as encontrar levar-me-à para o mar alto! - Depressa, depressa, meu meu amado! - Leva-me na tua barca... O pescador desaparece com a moura pelo mar adentro!
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