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A LENDA DA FLORIPES



					    
Conta-se que uma formosa mulher vestida de branco, aparecia altas horas da noite aos homens, fazendo-lhes meiguices. Nem todos por isso se atreviam a passar no Sítio Moinho do Sobrado, que diziam que essa mulher encantava quem por ali passasse. Frequentemente ela aparecia, naquele sítio, à janela, duma casa antiga. Havia sempre um mais corajoso que contava a história, sem receio de ser encantado, com os seus carinhos. Conta-se que um certo individuo, que se armava em valentão, tinha um amigo mais jovem que se ia casar e, prometeu se ele não tivesse medo da mulher de branco, lhe daria como prenda de casamento um seu terreno. Apesar de não convencer ninguém com a história do fantasma, convenceu o seu amigo a ir com ele, até ao Moinho do Sobrado. Este cheio de medo, mas desejoso daquela oferta tão boa, encheu- se de coragem e lá foi. Sentou-se numa pedra e esperou que batessem as doze badaladas da meia-noite. Nesse mesmo aparece à porta do moinho, uma mulher muito formosa, vestida de branco, descalça, com o rosto envolvido num véu transparente e uma flor nos cabelos dourados como espiga dourada. Ao ver a linda moura, perguntou-lhe: - Quem és tu, alguma deusa? Donde vens? O que fazes por aqui? Esta respondeu-lhe: - Sou a Floripes – uma moura encantada. Quando expulsaram a minha raça da província, o meu pai foi obrigado a partir sem me avisar. O meu namorado igualmente fugiu e eu fiquei desolada e triste por ver-me abandonada, sempre esperando que o meu pai me viesse buscar. Numa noite de vendaval, em que junto ao cais esperava, todos os dias e noites, viu ao longe a luz de uma embarcação que se batia perante a fúria das ondas, contra os rochedos. O barco afundou-se e engolido pelas ondas alterosas. Mas quem vinha a bordo não era o pai, mas sim o seu namorado. Depois desse trágico acontecimento, o pai encantou-a, pois não lhe era possível vir buscá-la. Ao ouvir a triste história da moura, o rapaz, tentando ajudar, perguntou-lhe: - Não existirá uma maneira de poder salvar-te? A moura respondeu afirmativamente: — Há sim ! É necessário que um homem, à beira de um rio, me dê um abraço, e me fira no braço contíguo ao coração. Assim que tal aconteça, irei de imediato para junto dos meus familiares. Mas existe uma dificuldade… O homem que me abraçar e me ferir terá de me acompanhar até África, atravessar o oceano com duas velas acesas e casar comigo à chegada… Dada a impossibilidade de poder cumprir, por ter casamento marcado, a moura ficou eternamente encantada, pois deste modo, ninguém se atrevia a fazê-lo. Alguns olhanenses mais antigos, diziam que a Floripes era vista também durante o dia a fazer compras em lojas, onde pagava com uma moeda de ouro e desaparecia rapidamente sem receber o troco. Ainda hoje, quando alguém por qualquer razão não recebe o troco, se diz "és como a Floripes, não queres a torna!". A Floripes foi também personificava o medo. Quando se quer acautelar alguém, ainda se diz "vê lá se te aparece a Floripes!". A moura ficou encantada eternamente. Durante muito tempo ainda, diziam ver a moura, durante a noite, sentada no cais, com os pés na água, esperando o seu pai voltar de África. Actualmente já ninguém teme a Floripes, pois que há muito tempo que a moura deixou de aparecer. Será que finalmente regressou ao continente africano?
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