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LÚCIA É LUZ -PARTE X



					    
Passamos a discutir pesado. Noites de insônia, para mim e para ela. Saudade e dor pelo que ainda nem acabou. “Você, LÚCIA, é a incógnita da minha vida, a minha indecifrável esfinge.” “Reflita o que pediu: foto para local de trabalho. Exibir a bonequinha vestida de cetim como caixinhas de música: “Esta é a minha mulher. “Dou corda só de vez em quando...” Não pediu para carteira ou porta-retrato de casa. Bom, por favor, me esqueça.” Enviei e-mail desculposo com mais de vinte linhas. “É próprio do homem de bem pedir perdão quando conhece o mal que fez, porque a honra do ofensor e da ofendida assim o pedem. Eu conheço o mal que nesses quatro meses tenho feito a você, amada LÚCIA, se é que o mau hábito de dizer sempre a verdade possa ser chamado de mal. Esta linguagem é fruto do meu coração devotado. Bla´, blá, blá...” Posso ter até plagiado inconscientemente algum clássico, não sei, mas que escrevi bonito, lá isso escrevi. “Escreveu muito, ao exagero – não é o momento para discurso pedindo meu voto. Igualzinha a uma brincadeira antiga que aprendi na escola, muita escrita e significado nenhum. Abrir o dicionário ao acaso numa página qualquer, estudar, por exemplo, as definições de antagônico, café, despolarizante, justiceiro, revérbero... Montar tudo e escrever um texto único. Serve para tribuna de júri, púlpito, discurso político, inclusive ‘parabéns-pra-você’. Mil e uma utilidades.” Passou a rever os amigos de quem se afastara por causa de... Não sei. Saltitante. Num sábado, anfitriã e convidada de honra para secretariar uma reunião universitária de crítica cinematográfica. Sorteada três vezes – “Eu tive muita sorte!” – para recepcionar o grupo, resumir os comentários e distribuir o lanche. Descobriu depois que só havia o nome dela nos trinta papéis da caixinha. “Ah, o CIGANO jamais faria isto comigo!” Sentiu-se assim meio traída, mas feliz como centro da reunião de gente moça. “Ah, CIGANO, vimos dois filmes já conhecidos – não teve latim, grego, alemão, inglês, filosofia, teologia, as suas detestáveis questões de ironia religiosa. Embora eu resfriadíssima, foi tudo muito divertido. Ótimo estar em meio a gente doida que só fala besteira. Sem censura. Muito riso fácil, muita fofoca feminina e muitos gracejos de rapazes que cursam faculdade, sim, mas na intimidade são tão populachos quanto um semi-analfabeto. A propósito, não me deram cartõezinhos!!!” Não compareceu ao casamento de uma prima. “Odeio pompa. Jamais casarei em igreja e não compareço a festas de exibição. "Muita pose, “to fora” – e se eu chegasse lá de bermudinha? LÚCIA, sua amiga rebelde.” Minhas antenas me alertando – “Atenção! Perigo à vista! Satélite fora de órbita.” “Não espero por oportunidades extraordinárias, agarro ocasiões comuns e as faço grandiosas. Homens fracos esperam por oportunidades, homens fortes as criam. Sou forte, LÚCIA. A simplicidade leva ao conformismo – este é o grande inimigo do crescimento humano. Guardarei todas as pedras que em atiram e um dia construirei um castelo...” “De novo discurso? Quem escreveu isto? Mulher em geral não gosta de grandeza inútil. Você quer me impressionar, escreve bonito, copia não sei onde, aí se enrola todo no plano pessoal. Já sei toda sua cultura, menino que lutou e venceu na vida, aplaudo, mas que você está ficando cada vez mais exibido e chato, lá isso está.” Esquecera totalmente Ricardo e Luana. Faltou coragem para que LÚCIA fosse à igreja barroca no dia de Santo Antônio. E se ele a atendesse de fato e me arrumasse a tal namorada? Francisco por Francisco, lembrou-se de Frei Fabiano, início do século XVIII, altar lateral, de quem ouvira ser enfermeiro de santo Antônio e curava com canequinha da água. Amor é doença? Sim, porque ele curava por antecedência, chegava, a pessoa bebia por beber depois não tinha mais nada – “... desculpe, chamei o senhor à toa.” – e o Frei ‘sorria’. Dez dias de paz até perto do final de junho, eu ocupado com provas semestrais de alunos. Escreveu para mim antes do prazo. “Por favor, não me leve a mal, RAGNARZINHO, ainda não é o fim do mês!” “A partir de hoje, serei como a águia, cujas as presas favoritas são a ratinha, a corujinha e a coelhinha que vive correndo e parece estar em vários lugares ao mesmo tempo.” “Ih, só testei a minha tentação – não me resistiria jamais há quarenta dias. Sempre estive nas suas garras como presa fácil. Não estou infeliz com o que imagina ser um castigo. Águia presunçosa e arrogante pode cair e quebrar o bico, muitas penas caírem das asas e perder bichinhos miúdos e inocentes...iguaizinhos a mim.” Quem procura, acha... até chifre em cabeça de cavalo. LÚCIA descobriu! Ou seria rebate falso? Num domingo, visitou sites onde eu publicava trabalhos literários e jurídicos. Viu algo datado exatamente da véspera, um Nick em alemão e, em cartinha crônica, esta pessoa respondia para “Minha querida M”, de quem recebera um bilhete em mãos pouco antes, em pleno local de trabalho. Cliente do escritório? Secretária? Pedia licença para chamá-la assim, ‘querida’, como a principio eu fizera com LÚCIA. “Fingimento de formalidade, bancando o tímido e respeitoso”, logo concluiu. Ah, e havia também uma exata expressão que eu costumava usar com ela: ‘senha para sinal verde’. Descobriu professora M na faculdade. “Ah, Santo Antônio malvado!!!” Imprimiu tudo como prova do “meu” crime. Desesperou-se, me mandou recados por Faceboock e jurou vingança! Ela se baseava sempre em Joana D’Arc, sua protetora, condenada injustamente, e com isso LÚCIA condenava todo mundo, sem a menor tese de defesa. “Eu, coitada, ai de mim, nunca tive sua cartinha de amor explícita em Blog. Não sei qual é a estratégia de homem que trai. Se M é verdade, está feliz; se M é mentira, parabéns por ser um bom escritor. Deve ir me espiar ao notebook às gargalhadas, já de olho em outra há longuíssimo tempo... Mandona, eu?! Coragem de contestar, cadê? Em todo caso, somos amigos e você é livre.” Repetiu minha frase de tempos anteriores. “Garoto, vá lamber sabão!” “Nunca aceitei que você viesse. Meus pais teriam adorado você, genro ideal, ‘homem- de – pulso – para – dominar –a – selvagem – Lúcia’, a partir daí comprometida, proibida de ter amigos ou amigas, segura e sacudida pelo braço, mais tarde Ricardo pequenininho, trêmulo, engolindo o choro aos gritos de ‘papa’ enfurecido. Sempre avisei que um dia eu iria enjoar de você. Guardo muitas mágoas.” “Mui amada LUCINHA: tentei conversar, mas o conteúdo de seus e-mails era repleto de ironia e rancor, então decidi manter o silencio até você se acalmar. Difícil no momento uma conversa tranqüila. Não aconteceu nada do que está pensando, apenas uma breve estória que explicarei ninguém está mexendo no que é seu, garanto. Sou paciente e acho que tenho todo o tempo do mundo para nos avaliarmos e eu esperar você. Reservei um abraço e o mesmo beijo ardente da nossa primeira noite, lembra? Se quiser fingir que não aceita, tudo bem, mas eu sei que você quer, como quer!...” Objetiva e até grosseira. “Iríamos a Niterói, mas trocamos... A turma de Niterói é que veio para churrascada – casal e os filhos rapazes. Estamos jogando dama, dominó e pega-vareta, nós dois ainda tímidos. Conversamos animadamente muitos pontos comuns, rimos bastante... Acertamos outros contatos para esta semana – esperar na saída do escritório etc. Santo Antônio agiu a meu favor sem que eu pedisse. Acho que da noite para o dia ganhei o que você me escondeu sempre – marido, sogro, sogra, cunhado, filhos...faculdade de. Posso não ser a filha ideal (rebelde, astuciosa, malcriada), mas sou a namorada ideal, a nora ideal... Sempre avisei que em breve me perderia. Paixão é atração – estou me acalmando – amor é convívio e afinidades. Rei morto ou de férias, faz-se a república libertária! Saiba perder com dignidade e cabeça erguida – escolheu o caminho da solidão, permaneça como estava... Apesar de tudo, você foi a coisa mais bonita que aconteceu na minha curta vida. Seja feliz. Ratinha.” “Bastante frio aqui neste início de madrugada. Estou com muita dor de cabeça. Pare com esse teatrinho de que reviu ou conheceu este ou aquele e não sei mais o quê... Nada disso é verdade. Carinhosamente. ATHINGANOI – CIGANO.” “Lembra de meu passeio em Niterói, há tempos? As florezinhas murcharam, é claro, mas guardei os cartões. De lá, o pai deles, que simpatizou muito com o meu pai – churrasqueiro (havendo braseiro, ele toma conta!), telefonou convidando para este domingo, depois o plano foi alterado e eles vieram. Não é num primeiro dia de namoro que se vai planejar motel. Dar tempo ao tempo... Lembre-se: nunca falei de você com ninguém. Você foi um sonho bom, repito que acabaria se transformando em pesadelo por ciúme e incompatibilidades gerais em menos de um ano.” CONTINUA.
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Comentários dos leitores

Lúcia é abilolada, burrinha, cega, doida, efêmera.............. tudo, menos zelosa.

Postado por lucia maria em 15-12-2012

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