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LÚCIA É LUZ Parte XI



					    
Eu estava um tanto incrédulo. Muito cinismo. Essa não era a “minha” LÚCIA! “Não fugi de você, CIGANO, apenas evitei para nós dois uma situação equivoca – e diferente. Se é “teatro”, não é tragédia grega – é texto leve, alegre, opereta. No momento, aliás, então apresentando Cyrano de Bergerac aqui num teatro carioca. Teatro me fazia você, brincando que era também um herói legendário nórdico, pirata honrado, Ragnar, filho de rei sueco que governou a Dinamarca, mas não sabia – como não sabia? – em que país era sua casa... Exibido até no nome! Um dia mandei escolher: vicking ou cigano, porque não sou nem deusa Valquíria nem Sandra Rosa Madalena... Enjoei só isso, definitivamente enjoei...” É – definitivamente, eu perdera. “Muito bem, ratinha, vou abrir mão de você. Desejo que realmente encontre o que tanto procura. Foi uma experiência formidável conhecê-la, mas... sei admitir quando perco. Enfim, ratinha, aproveite a vida – é jovem, inteligente, geniosa e ao mesmo tempo encantadora. Merece ser feliz e, acredite, torço pela sua felicidade. LÚCIA para mim será uma eterna LUZ. Boa sorte!Ragnar.” Dois meses se passaram. A cada dia 6 eu sofria calado. Nada mais a comemorar nessa contagem rítmica de um tempo sofrido. Luz fraquinha que eu não deixava apagar de todo... De repente, uma surpresa. LÚCIA em recaída? “Quantas brigas! Lá no comecinho do nosso namoro, não explicou direito (eu louca – furiosa) que escrever em horários aleatórios era porque acabaram as férias e voltava a lecionar à noite. Na manhã de 30 de maio, escreveu e-mail exagerado, mas não mandou cartão pelo meu niver... Sou sensível. Tive em você o melhor sonho da minha vida. Chorando? Não, estou sorrindo feliz há dois meses, tempo suficiente para instalar outra na sua casa, na sua cama e principalmente no seu coração. Eu não sou geniosa, tenho per-so-na-li-da-de, é diferente.” Eu não sabia se estava nocauteado ou pronto para um novo round. “Você vai bem? Está feliz? Hoje, após algum tempo, tenho uma visão diferente de tudo que passamos, de todas as nossas dores e vitórias, e talvez por conta de alguns exageros a vida nos afastou um do outro. Olho de um ângulo totalmente diferente e não tenho nenhum pudor em reconhecer que sua rígida postura muito ajuizada, você se conduzindo de forma séria, honesta e sincera. Por mim, teríamos talvez ligado nossas vidas; para ambos, quem sabe, a pior desgraça. Se isto viesse a acontecer, bendita a sua sabedoria, teríamos perdido o nobre sentimento do amor. Sou impulsivo e invisto depressa, ao mesmo tempo me orgulho de certos hábitos inabaláveis. Eu teria dezenas de argumentos para deixá-la insegura, mas... Aproveito estes últimos momentos (considerando que você deve estar agora namorando a sério, com as duas famílias unidas ao redor), para implorar que pelo menos nunca me esqueça.” “Amigo Ragnar: Nem insegura nem tensa nem angustiada. Comecei um namoro dentro da minha casa e contei, não escondi. Você abriu mão de mim – e que não abrisse, perderia ainda mais tempo da sua vida na ilusão. Sou jovem, não perdi nada – você perdeu quase cinco meses... Achou aqui uma família padrão, bem formada, o que é raro hoje em dia, e uma bonequinha virgem, o que é mais raro ainda. Achou e logo perdeu. RAGNAR continua na mesma vidinha de estar em casa, pacato, monótono, um bilharzinho com amigos de vez em quando, sem gozar a vida. Reveja todos os seus erros e aprenda, nunca é tarde, a conquistar, cativar e principalmente prender uma mulher.” E repetiu nos mínimos e odiosos detalhes a estória da menina-anja em camisola azul que dera frutas de quintal a “dois meninos grandes”, e como estes mais de dez anos depois retribuíam com flores do mesmo quintal e cartõezinhos de gente adulta. Falou de mãe e sogra comprando peças para o enxoval, que casariam breve e ficariam residindo na casa de LÚCIA: “Quarto finalmente com uma porta... Antes que pergunte: ainda não transamos. Ele não tem ímpetos – sabe esperar!” “Você não percebia que me tratava como criança o tempo todo: “Não é assim, LÚCIA...” E ensinava na sua versão dos fatos. Ele é moço – aprende em paralelo comigo... Você merece amor, alguém que o perturbe, num prazeroso e aparente desespero, desorganize toda sua vida, e principalmente sua casa e sua rotina.” “Minha amada ratinha: As emoções de um homem não se comparam a um frio programa de computador. Li, reli, treli atentamente sua estória, procurei minuciosamente uma falha, uma contradição, nada encontrei. Parece um fato verdadeiro, todavia eu me recuso a acreditar. Estou lúcido e louco ao mesmo tempo.” “Nenhuma contradição, CIGANO. Desiluda-se. Conheci o “menino grande” no passado e agora encontrei o homem, apenas isto. Dar um intervalo no amor só porque tem ‘provinhas’ a corrigir, vinte e cinco? Cento e oitenta? Quinhentas? É entregar a namorada a outro e foi isto o que aconteceu. Amor é conviver, um sentimento a ausência do outro, até por poucas horas. Até dezembro, serão seis meses de namoro (nem tão pouco tempo assim para casarmos) e convivência sadia.” Obs: A última parte de LÚCIA É LUZ será publicada na noite de natal, um presente aos leitores.
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Comentários dos leitores

Esta Lúcia Maria merece umas boas palmadas!!!

Postado por lucia maria em 18-12-2012

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