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LÚCIA É LUZ PARTE XII



					    
Quando comprei esta casa, ainda não conhecia LÚCIA-LUZ que só muitos meses depois viria alegrar e iluminar minha vida. Rua calma. Pessoas que vão e que vêm, um vago “bom dia” porque, voltando para casa perto de meia-noite, não vejo mais ninguém, fechadas todas as casas ao redor. Nas manhãs de domingo, senhoras idosas passam para a missa e muito curiosas me olham, sorriem, educadamente aceno com a mão, sem falar. Flores? Na pracinha algumas árvores e acácias amarelas inundam de alegria o ambiente. Tenho um gramado, misto de jardim e pomar, com rosas, margaridinhas-do-campo, trevos, um coqueiro onde por despeito (masoquismo?) recentemente fixei orquídeas... Sala sempre limpa e arrumadinha, estante com livros, caixa de som ao lado, sofá, mesinha de centro, quarto com armário de roupas e inútil cama de casal que nunca aninhou mulher alguma, geladeira, fogão, possuo mais do que poucas panelas que LÚCIA questionou um dia...enfim, o necessário para abrigar um homem solteiro. Certa noite, depois de momentos agradáveis LÚCIA perguntou como eu mantinha minha casa organizada. Contei-lhe que pagava uma diarista para limpar tudo semanalmente e que deixava sempre uma chave num vasinho de xaxim em meio às samambaias na porta da frente. Muitas vezes a imaginei aos gritos porque viu uma lagartixa ou uma pererequinha miúda na parede da sala. Era constante o cheiro de arroz queimado ou copos de vidro caíam ao chão em som de desastre. De repente, eu despertava da emoção e caía numa realidade cruel. Cheguei cedo e estranhei uma vizinha encostada no meu pequeno portão. “Moço, moço, ainda bem que o senhor chegou agora. Sua casa está sendo assaltada! Da minha janela, vi um vulto...” Claro que me assustei. Posso ser alto e forte, mas desarmado, como enfrentar sozinho uma possível quadrilha? Agradeci e a informante retirou-se assustada. Realmente, de fora percebi a claridade fraca do abajur da sala. Sem maior alarme, dei a volta na casa toda, meu chaveiro pendurado na porta dos fundos, entrei pela cozinha, tirei os tênis e me dirigi cautelosamente para o interior da casa. Aparentemente não havia ninguém estranho, apenas o abajur aceso denunciava uma presença humana. Quem o teria acendido? Iluminei a sala de repente. No sofá, pequeno e frágil corpo feminino, todo delicadinho, cabelos escuros lisos na altura dos ombros, rosto jovem, uma quase menina, boca delineada em batom discreto, ao lado uma prancheta com uma caneta e poucas folhas de papel azul. Levantou-se calmamente, abriu um sorriso e encostou a cabeça no meu peito. “Vim para ficar, CIGANO.” FIM
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Comentários dos leitores

Quase choro a cada capítulo. Finalmente LÚCIA MARIA tomou consciência do valor de Ragnar - malcriado, egoísta, machista, impulsivo, Ariano............. mas o homem da vida dela!!!

Postado por lucia maria em 26-12-2012

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