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SACERDOTE EGÍPCIO REENCARNADO EM GATO BRASILEIRO



					    
RUBEMAR ALVES Desde que ELA nasceu, a mãe já a fantasiara ao primeiro carnaval - foi uma agitada gatinha aos nove ou dez meses de idade. Não muito maiorzinha, em semelhante festejo na rua, viu uma fantasia de CLEÓPATRA e falou: “Olha lá EU!!!” Impossível, ELA era ainda ELAZINHA, numa acetinada e rendada princesa rósea de contos de fada, a OUTRA era uma ‘moça enorme’ (12 anos!!!), comparando-se idades e tamanhos da guriazinha e da egípcia. Cada idade com o traje adequado e que a menina saiba o que significa a sua vestimenta. Cresceu. Aos estranhos, passou a se apresentar como CLEÓPATRA, CLÉO para os íntimos quando não precisava mostrar documentos oficiais. E foi assim durante vários anos. Pesquisou sobre o Egito Antigo e descobriu que a Deusa do Sol, Bast, era retratada como tendo a cabeça de um gato, animal que ao morrer era mumificado, os donos raspando as sobrancelhas em sinal de luto.. Proibida a saída do país, mesmo assim os fenícios, nas embarcações comerciais, levaram estes pequenos felinos para a Europa por volta do ano 900 a.C., chegando à Itália antes da Era Cristã. Ao invadirem e dominarem o Egito, os romanos adotaram e perpetuaram a Deusa Bast e gatos em estátuas, murais e mosaicos, como símbolo de liberdade. ELA queria porque queria um gato. A tevê mostrou o filme famoso de 1963, norte-americano, com Elizabeth Taylor - CLEÓPATRA, Rex Harrison - Júlio César e Richard Burton - Marco Antônio. Continuou pesquisando e descobriu que mais tarde, com as invasões romanas, os gatos chegaram à Inglaterra, passando de quase selvagens a domésticos, protegidos por leis no século X, com valores de venda e garantia de compra, pesada multa para quem matasse um gato. “Viu? Estou certíssima... Tenho razão até quando não tenho razão.” (Narrador quer saber quem criou esta frase: EVA ou a feminina serpente que séculos depois foi solicitada a picar o seio de CLEÓPATRA?) Adotou um gato cinzento que ora é chamado de MING (sem explicação) ora de PTOLOMEU BURTON - engraçado é que ELE sempre atende... Sim, e lá vem “salada miscelânica”. Por uma feliz coincidência, gato escorpiano que é do mesmo dia do ator britânico... e também (ah, ELA agora louca-furiosa querendo des-coincidência) de um amigo/inimigo recentíssimo, Antônio, muito mais velho que as duas, ou seja, CLEÓPATRA e ELA, idade aproximada de César no tempo do amor egípcio (leitor faça as contas): brasileiro, bastante venenoso, mandão como um perfeito ditador romano. Assim, ELA acabou namorando um ‘rábula’, um ‘causídico’, rival simultâneo deste professor Antônio que apenas a encantara num tempo curto. Mais uma vez, venceu o mais moço. Ué, nenhuma novidade. Triângulos amorosos um dia se desfazem e o “terceiro” elemento é modernamente deletado ou desaparece por conta própria. Voltemos ao gato. Século XXI, bem longe do século XI e da Peste Bubônica, a mãe dela achou utilíssima a vinda de um gato, porém do nada surgiu uma ratinha, que se tornou sócia em pedacinhos de bolo, biscoitos e no vasilhame do leite, agora sua companheira inseparável. Um sorri para o outro e até se dão ‘boa noite’, cada qual no seu tapete........ O gato é muito silencioso, quase não mia, ELA acende incenso de lótus egípcio, que significa pureza espiritual, e nestes momentos o bichano entra em êxtase contemplativo, corpo algumas vezes em arco, uma das posições de tarikat (“caminhos” em árabe), que é o yoga egípcio, olhinhos semi-cerrados. Ora, os antigos sacerdotes egípcios eram os donos do conhecimento - artes, leitura, escrita, astronomia, ciências, astronomia, matemática, engenharia, responsáveis inclusive pela medição de espaço para a construção das milenares pirâmides. O gato adora espalhar no chão os lápis dela, brinca com algarismos plásticos que ELA guardou desde o jardim de infância e gira um brinquedo redondo com desenhos de vários astros e estrelas. De repente, dá um suspiro profundo e cai duro, como desmaiado, a amiga ratinha toda aflita e chorosa pula no peito do Gigante e faz suave massagem cardíaca... Beijinho na ponta da orelha esquerda (lado do coração) e o cínico “ressuscita” em segundos. Carentinho sem-vergonha, isto sim. Mulher pequena a-cre-di-ta sempre. Um casal estranho... Assumo que, numa conversação cerrada, às vezes falo muito alto e num tom de voz categórico. Ausente alguns meses, não marco o tempo do meu retorno. Voltei de surpresa para trocar idéias futebolísticas com o dono da casa. Mal cumprimentei, coincidentemente (soubemos depois) o gato, sobre o tapete rosa e lilás no quarto, abriu a boca em enorme bocejo, calmo e silencioso, e ELA escutou em som um tanto longínquo - acreditou piamente sair do cérebro do felino “telepático”: “EU não disse que EU voltaria um dia?! Só não marquei data e horário. Mas estou aqui, voltei, sim.” ELA reconheceu a voz como íntima (sim: a minha), talvez de reencarnação muitíssima antiga, apenas estranhou o sacerdote falar em língua portuguesa. Será que fui o médium falante? Ou ELA é uma Geminiana muito imaginativa? Não tive coragem de desiludi-la. “Para tudo na vida há uma explicação: pode ter aprendido com as tropas internacionais da ONU, soldados brasileiros que chegaram ao Egito em 1956, tempo do coronel e presidente Gama Abdel Nasser quando houve a nacionalização do Canal do Suez e em conseqüência...........................” (Quando quero, também sou bom pesquisador porque estudioso sou sempre.) A partir daí, o gato ganhou lugar ainda de muito mais honra. Uma mistura de trono-berço nas cores vermelho (energia, poder, sexualidade), verde (eternidade) e verde (regeneração e vida). A ratinha virgem ganhou uma cama com teto branco (pureza e verdade). Ao pescoço do gato, uma sineta prateada, som baixinho; ao pescoço da ratinha, uma mini mini mini esfinge dourada. (Sacerdote egípcio podia casar com virgem vestal?) Um estranho casal... Reencarnações? Quem sabe? NOTAS DO AUTOR: CAIO JÚLIO CÉSAR, nascimento em 100 a.C. / advogado, patrício (aristocrata, nobre), líder militar e político. MARCO ANTÒNIO, em 83 a.C. / militar e político da fase final da República romana. CLEÓPATRA, em 69 a.C. / última rainha da dinastia de Ptolomeu. F I M
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Comentários dos leitores

Que engraçado! Eu conheço um gato Ariano endeusado por uma ratinha Geminiana, casal incrivelmente compatível. Ela sempre cheia de cuidados, nem sempre merecidos. Mas de parte a parte carinho sempre!

Postado por lucia maria em 26-12-2012

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