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ALGUMAS REGRAS PARA UMA VIDA FELIZ



					    
RUBEMAR ALVES Lera em algum lugar, há menos de uma hora, mas no meio de tanta jornalhada antiga, um sábado e dois domingos, procurando recortes para os trabalhos escolares, ELA perdeu de vista a fonte. Em todo caso, bipolar extrema entre ora intelectual ora caótica, memorizara embaralhadamente as dicas mais importantes: 1 - CHEGUE PERTO DO SEU GALÃ E EXPRESSE OS SENTIMENTOS MAIS ARDENTES - Estava escrito assim mesmo no jornal ou ELA, sempre criativa e às vezes mal intencionada, torceu convenientemente as frases??? ELE não lia jornais (nisto, algum vago desencontro): notícias sérias pela tevê ou ao computador. “Tecnologia, minha caríssima, tecnologia!!!” ELA - Sim, era um amor especial, de muito carinho. Jamais escondeu, só o lobo bobo, ingênuo Gigante, não percebia, mas sem fazer alarde público ou drama de lágrimas fingidas. Não se declarou. Manteve-se discreta. Digitavam- se banalidades, muitas vezes ELE a tratando como criança: “Não é assim, aprenda.” E ‘ensinava’ algo, na sua masculina versão dos fatos. ELE - Tinha por vezes crise de meia idade, lúcido e louco ao mesmo tempo. “Taí, EU bem devia ser um destes mulherengos safados, uma por dia (ou noite?), tipo marinheiro, uma (ou três?) em cada porto! Sério, um tanto recluso, vidinha de estar em casa, pacato, monótono, sem atacar ou transgredir, não me olham. UMA ‘derretida’ ainda me chama de Gigante, mas para muitas devo ser o mero anãozinho invisível. Ou um vírus inócuo, um átomo insignificante...” 2 - ENFRENTE OS PROBLEMAS COM OBJETIVIDADE. ELA - Cara ‘durão’, quase insensível, desiludido com amores antigos, e ELA se sentia repelida como um mosquito magro. Leu em algum lugar: “uma ratinha esmagada e seca na calçada”. Anotou. ELE - “Sou auto-suficiente, não um Ariano casual.” 3 - NATUREZA É PAZ. ELA - Morava no litoral e muitas vezes conversara com o mar, sentada como uma idiota na areia, sujando toda a calça comprida antes lavadinha e passadinha; também ouvia os pássaros e plantava roseiras. ELE - Morava fora do litoral, não conversava com o mar, ouvia apenas ruído industrial de máquinas jamais caladas e plantara uma tal de lichia, “morango-metido-à-besta”, foi o que ELA disse quando ELE adquiriu o que pensava ser uma raridade e ELA comprava à vontade na feira-livre e em lotes de esquinas. 4 - FÉ, MUITA FÉ. ELA - “O mundo superior, da espiritualidade, alivia as angústias, o medo e a solidão.” Nunca insegura, tensa ou angustiada. Já nasceu ‘madura’ e consciente. ELE - “Tenho deuses particulares. Cada ser humano é o Deus de si próprio.” 5 - RESPIRE, RELAXE, DESCUBRA A RAIZ PARA A SUA CALMA. ELA - Como fundo “musical”, escolheu a voz de Vinícius de Moraes em que lhe pareceu recitar para ELA, somente para ELA, o SONETO DA FIDELIDADE. “De tudo ao meu amor serei atento (..) Mas que seja infinito enquanto dure.” ELE - Vira na véspera um filme bastante antigo, ORFEU DO CARNAVAL, premiado em Cannes e Hollywood, e amanheceu cantarolando FELICIDADE, do Vinícius. 6 - CONHEÇA NOVOS LUGARES - “... e novas pessoas?” - ELA pensou sozinha. ELA - Fez as malas, malas, não, uma só, passagem comprada ao acaso, nem olhou em que guichê estava, eram muitas as cidades, qualquer uma serviria, “Não, moço, não estou fugindo, quero descansar longe da humanidade...” (há uma frase clássica de MACHADO DE ASSIS com a palavra *‘humanitas’, preferiu não pensar - aparentemente do nada, súbita vontade de comer batatas fritas!), alguma roupa, máximo de dez dias, deram o número da plataforma de embarque. ELE - Fez as malas, malas não, uma só, nada ao acaso, pensou numa cidade onde ELA estivera com os pais ainda bem garota e contava estórias incríveis em que ELA já aprendera a roubar a cena, olhou rapidamente o guichê para não errar, eram muitas as cidades, qualquer uma não serviria, “Pois é, moço, estou fugindo da vida, apenas...” - bagagem mínima, homem não troca de roupa toda hora, máximo de dez dias para descansar; e estaria sozinho, como sempre. 7 - ENCONTRO OU ETERNO DESENCONTRO? ELA - “Que cidade é esta? O atendente não errou.” Nenhum movimento, nada da anterior estação de águas tão famosa. Hospedou-se, hotel chinfrim para o momento cruel dela, “Pobrinho...” - mas servia. ELE - “A cidade não é esta. O atendente errou.” Nenhum aspecto de existir ali um parque de águas minerais. Hotel muito chinfrim para o gosto dele, “Pobrinho!” - mas servia, hospedou-se. Duas opções para a leitora romântica, femininamente subjetiva, ou o leitor prático, masculinamente objetivo... Assinale a melhor resposta: ( a) Cidades diferentes: moradia (litoral X não litoral) e depois nestas absurdas e solitárias férias. Acabou a brincadeira de e-mails, mensagens, cartõezinhos virtuais, flores... (ELA imprimia tudo: farta coleção de papel arquivado.) Jamais se encontraram. Descansaram, nada curtiram, conta do hotel paga no terceiro dia e cada UM voltou para sua casa. (b) AMBOS num lugarejozinho bem do interiorzão do Estado: ( ) dela. ( ) dele. ELA abriu a porta do quarto número 6 (na *Cabala - necessidade de enfrentar provas, sentimento profundo, jovialidade em confronto com a maturidade) , ELE abriu a porta do quarto 8 (...imparcialidade, integridade, disciplina, decisão, boa intenção), deram-se de cara, felizes. Estavam em lua de mel e só se viram e descobriram isto na terceira e fatalista manhã (...3 - sabedoria, bom senso, conhecimento), longe de tudo e de todos. Carinho, sempre. Mudaram-se imediatamente, juntos, para o quarto número 7 (sucesso nos projetos, viagens rápidas e bem sucedidas, merecido triunfo sobre os obstáculos). “Por trás de um grande homem (ou homem grande?), uma grande mulher (pode ser mulher pequena?)”, ditado popularíssimo que o Planeta conhece. A partir daí, residência única para os DOIS: ( ) no litoral. ( )no não-litoral. ( ) independentes, casas separadas? ----------------------------------------------------------------------------- NOTA DO AUTOR: HUMANITAS - Filosofia fictícia criada por QUINCAS BORBA, personagem famoso do mais famoso ainda MAHADO DE ASSIS, exposta fundamentalmente no romance homônimo e de forma secundária em MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS - “O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas. (...) Ao vencido, ódio e compaixão; ao vencedor, as batatas.” Pesquisem mais além disso, senhores leitores. ----------------------------------------------------------------------------- CABALA - Ciência ou filosofia esotérica que visa conhecer Deus e o Universo. Forma antiga de misticismo judaico, origem no patriarca Abraão, mais tarde com caráter especulativo sob a influência da filosofia neoplatônica e neopitagórica, sempre os notáveis gregos! Para a Cabala, cada letra, palavra, número e acento contém um sentido ou significado oculto, a ser interpretado. Pesquisem... (Detesto repetir.) F I M
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Comentários dos leitores

Conto lindo e otimista para manhã de domingo, céu azul, calmaria, vontade mesmo de pegar estrada e procurar a felicidade. Há quantas encarnações nós nos conhecemos?

Postado por lucia maria em 06-01-2013

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