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MULHER NUA NA PASSAGEM DE ANO (OUTRA VEZ?)



					    
RUBEMAR ALVES Leitor não se assanhe, leitora não se acanhe; não é um conto erotiquinho nem pornográfico - todos os seres, humanos ou bichos, nascem nus, sem a censura da faixa preta como na tevê. O conto (ou crônica?) O HOMEM NU, 4 páginas, de Fernando Sabino, publicado em 1960, virou até filme oito anos depois. Uma vez minha AMIGA carioca disse uma bobagem sem pensar e alguém advertiu: “Cuidado, um ANJO invisível pode estar passando, ouvir, e isso que você falou não querer, não acontecerá mesmo...” De fato, embora com todas as probabilidades a favor, um fato que para ELA seria até muito bom, não aconteceu, mas não foi assim o maior prejuízo do mundo. Nem se abalou - é versátil, sublima sofrimento (ELA sofre?), deu outra solução. Acontece que ELA é um tanto dupla, não chegando à patologia de duas personalidades (ou nunca percebi?), mas o que acontece com ELA, geralmente acontece em duplicata. Não gosta de traje inteiro na cor branca e é o que a maioria das pessoas veste napassagem de ano, cariocas nas praias, paulistas-paulistanos na avenida São João... EU não sei a extensão do assunto, detalhes da conversa. ELA é um tanto braba, sei apenas que ao final de um bate-papo com um primo, usuário contínuo de trajes brancos por questão religiosa, minha AMIGA voluntariosa declarou em bom tom que se vestiria de EVA sem a folha de parreira: “Ah, que se dane o mundo, pois EU romperei o ano totalmente pelada!” Da boca para fora, consciente e a pública jamais faria isto. O ANJO invisível passou novamente. Faltava ainda muuuuuito para dezembro. Manhã de uma segunda-feira, 7 de fevereiro ainda. Natal de 2011, ELA passou em casa de uma família amiga. Estas pessoas se mostraram indecisas se viajariam para a passagem do ano, resolveriam depois-depois-depois, minha AMIGA programa tudo com antecedência, não aceitou aviso para a estrada em cima da hora, o desacerto foi apenas esse... Último dia do ano. Mora sozinha e não se perturba fácil. Jantou comida japonesa - yakisoba com carne e vegetais, depois sushi de salmão, tomou saquê. Enviei às 18:39 mensagem de ‘juramento de amizade’ e a absurda-inútil recomendação de “champanhe sem álcool”. Champanhe não dispensa nunca e mais tarde arrumou ceia pequena com doces e salgados. Peguei estrada. Calor infernal, segunda ou terceira ch uveirada, faltavam minutos para a meia- noite, contagem regressiva na televisão, saiu precipitada para a sala, corpo molhado, tentou vestir como única peça em emergência um desses trajes compridos de sedinha, super colorido, parte de cima elástica, sem alça nenhuma, colou no corpo, entalou-se no vestido que nem era apertado, puxou com força para ajeitar e... o rasgou de cima até embaixo. Ou descosturou, não sei. O ‘tomara-que-caia’... caiu. Chorar, ELA não chora fácil, não fez cena de pudor. Gargalhada moderada. Enfim, cumpriu-se o primeiro ‘veredictum’ - rompeu o ano sem roupa alguma, camisola de dormir só muitos minutos depois. Cetim azul, símbolo de boa sorte. Ninguém saberia, se ELA não me pedisse para escrever um conto. Assumo que sou meio desmemoriado e só lembrei já em 2013, pode? Natal de 2012, mesmos amigos, mesmo bairro, tudo igualzinho. Último dia do ano. Acontece que ELA teve um probleminha de saúde, pés incharam, recomendação médica de desintoxicação e relativa dieta com muita água mineral e suco de melão e melancia. Saindo de casa, acabaria não fazendo o tratamento correto. Explicou-se, ficou sozinha novamente. Jantou comida italiana - espaguete com presunto, cogumelo, creme de leite e parmesão, tomou vinho tinto. Enviei às 20:06 mensagem de ‘juramento de amizade’ e a absurda-inútil recomendação de “copo seco”. Neste exato horário também me digitou algumas linhas. Reforçamos a idéia de reencontro na atual encarnação... (Já não sei onde foi parar o meu ceticismo..............) Peguei estrada. Situação pa-re-ci-da...... Calor absurdo, outra vez chuveiro. Ainda a uns trinta minutos de meia-noite, possivelmente. Colocara a toalha de banho na água da lavadora, tentou pegar outra toalha, a chave emperrou dentro da fechadura do armário. Berrou de raiva, sem saber como proceder. Nem toalha nem roupa limpa nenhuma. Tentou muitas vezes, nada! Vizinhança é um pouco distante e não poderia chegar à rua enrolada em jornal. (O Globo ou Estado de São Paulo?) De-sis-tiu. Champanhe. Taça de pé. Brindou a si própria, depois bolo de chocolate da confeitaria, suco natural com água engarrafada, frutas secas, cama... assim mesmo. (Horrorizou-se quando certa vez confidenciei que desde garoto “me visto” de ADÃO para dormir.) Deitou, inquieta sempre, levantou-se em minutos. Conferiu ao computador mensagens recebidas, retribuiu com uma lista de opções: RESOLUÇÕES PARA O PRÓXIMO ANO. Aí, conscientizou que rompera a meia-noite... nua. Dirigiu-se ao armário, a chave cedeu suavemente no carinho de abrir a porta e............... a mesma camisola de cetim azul! F I M
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Comentários dos leitores

Parabéns! Inspiração é isso. Confidência vira conto. "Mil" amigas cariocas, tenho "mil" xarás e conterrâneas - tá bom, não sou ciumenta porque sou a décima musa, nem um tiquinho vaidosa.

Postado por lucia maria em 06-01-2013

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