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RONDA EM NOVA VERSÃO



					    
RUBEMAR ALVES “EU não sou ciumento!” - isso era o que ELE dizia, mas......... “EU não ciumenta!” - isso era o que ELA dizia, porém......... Às vezes aconteciam cenas vexatoríssimas: ......... ai dela, quando, em festa ou reunião de amigos, ELA ria e conversava muito, aquela desagradável e irritante rodinha de ouvintes alegres em volta da mulher - nada discretamente, ELE a segurava pelo braço: “VOCÊ está cansada de tanto conversar, meu amor, (e no tom de quem dá uma ordem) está querendo ir a-go-ra-mes-mo (!!!) para casa, não é, que-ri- da?” Palavras silabadas têm significados nada ocultos. ......... se ELE demorasse muito a chegar em casa após a faculdade noturna, sempre a encontrava com o clássico e fantasioso rolo de esticar massa de pastéis (herdado da avó braba)... esticando massa de... pastéis, que já vinha esticada no pacote do supermercado. Simbólica! Certa noite, passando de 23 horas, o anjinho não chegava. O que fazer? O vestido de que ELE menos gostava (tomara-que-caia, alça nenhuma, elasticidade na pala, mistura de lilás e roxo: “Vestido indecente! Mulher casada deveria ser proibida por lei de usar estas roupas sem alça nenhuma.”) estava pendurado no banheiro, direto do ferro de passar. Vestiu. Escovou o cabelo em todas as direções: sensual ou porco-espinho? Perfumou-se toda com sândalo (na hora do amor, usava jasmim), trancou a porta do quarto, a bolsa estava na sala, fácil pegar um táxi. Rua dos bares. Para casa não voltaria abatida nem desenganada, absolutamente. Correu vários locais, paciência (normalmente já curta) quase reduzida a zero. Muitas mulheres, muitos homens. Onde ELE se escondera? Não bebia e o guaraná era sempre ridicularizado pelos amigos boêmios. Bilhar? Gostava, sim, e muito. Aí, ELA vacilou: “Bilhar ou sinuca?” Para ELA, bolinhas coloridas em cima de um pano verde e um ‘cabo de vassoura’ envernizado... Pensamentos tumultuados. Com um ano de idade, ELA acariciou de mau jeito um pinto do quintal e o esganou. Mas como chegar, de sandália rasteira (dourada!), ao pescoço de um Gigante, 1.80 de altura? Não tinha revólver nem punhal... Dizia-se que boemia pesada usava navalha, seria verdade? Ah, serviria mesmo o canivetinho de abrir envelopes de cartas. Mas cena de sangue.? Sujaria o vestido e a camisa dele, branca naquele dia. Bom, colocaria num cloro fraquinho logo de manhã... Ou água oxigenada. Dizem que Lucrécia Bórgia usava pozinho de veneno dentro do anel. Como afogá-lo numa poça de chuva? Balbuciou bem devagarinho “a-ve-ni-da-são-joão”, sem pensar especificamente em rua alguma. Conscientizou que estava pensando numa canção do PAULO VANZOLINI. Desistiu. De novo táxi. Poderia voltar para a casa dos pais em outra cidade ou se refugiar num convento ou viajar para o Japão. Também idéia interessante arrumar um emprego, um novo marido e morar pertinho dele, por desafio. Em todo caso, lar doce lar. Hora de fazer as malas. Desde a calçada escutou gritos em voz conhecida. “Socorro, socorro, tire-me daqui!” Voz do marido! Entrou, coração batendo forte. A voz vinha do quarto. Destrancou a porta e o “libertou”. Bronca pesada (ELA adorava as broncas do seu Super Macho)! Forte chuva, trânsito confuso, pneu estourou, entrara no quarto e em segundos ELA saiu do banheiro toda perfumada. ELE percebeu a volta da chave na porta do quarto, mas o tom de voz não saiu muito alto e a mulher logo foi para a rua. Ainda escutou o grito dela: “Táxi, táxi!” “E se ELA foi para o aeroporto?” O que o sogro, todo certinho, iria pensar dele, a partir dela um regenerado certinho? “Quase vinte e sete anos de casamento, rapaz!” Pois é. Nada acontecera de ruim e o fazer as pazes é ótimo após um tolo desentendimento. Pensar no sogro e na sogra, se achando ainda ‘novos’ para serem vovô e vovó. Pois sim! F I M
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Comentários dos leitores

Fiquei muito emocionada com este conto que me sugere emoções raras. Um casal ajustado. Grande inspiração. Parabéns!

Postado por lucia maria em 08-01-2013

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