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BRANCA DE NEVE E OS SETE "ANÕEZINHOS



					    
RUBEMAR ALVES Era uma vez... numa típica cidade brasileira, sem rei-rainha, sem neve, sem chaminé, sem ninho de ave pernalta no alto do telhado, uma FAMÍLIA comum. Como em toda casa de PAPAI machista, “seu” RICARDO, a cegonha trouxe logo dois meninos de uma vez e evidentemente repetiram a letra do pai. Como em toda casa de MAMÃE feminista, “dona” LUANA, a cegonha trouxe logo duas meninas de uma vez e evidentemente repetiram a letra da mãe. Depois foram chegando mais três, isoladamente... E a FAMÍLIA ficou assim constituída de uma MAMÃE Branca muito cansada, tadinha, morrendo de sono, e que raramente tomava sol (praia nunca mais! cadê tempo? e com aquela garotada toda?) e um PAPAI Gigante, que parecia subir um novo centímetro de tempos em tempos, mais cansado ainda. Ah, EU ia esquecendo - e sete irmãos “ANÕEZINHOS” muito barulhentos. Diante do espelho nada mágico, LUANA se via espantosamente tão branca como sua dindinha lua de quem indiretamente herdara o nome. “Existirá alguém no mundo com rosto mais branco que o meu?” Sempre muito atarefada - tomar conta da casa, tirar poeira, cozinhar, preparar mamadeira, lavar, passar, trocar fralda, arrumar as camas (não eram sete, felizmente), sete pratos, sete canequinhas........ ufa! Ainda bem que havia uma ajudante ou Dona MAMÃE enlouqueceria - uma mocinha exótica, praticamente uniformizada por conta própria com calça jeans e uma CAPA VERMELHA COM CAPUZ, usada mesmo em dia sem chuva, e que morria de medo de um lobo imaginário... Festas de aniversário nunca em datas específicas, porque eram... RAFAEL e RENATO (primogênitos evoluídos Aquarianos); Dom PAPAI Primeiro e Único e RICARD... INHO (sedutores hipnotizadores Arianos); ROBERTO (caçula teimoso Taurino); Dona MAMÃE Boa Doceira, LAURA e LEONORA (três genialíssimas e criativas Geminianas); LÍGIA (equilibrada artista Libriana). Divididos em áreas, signos de Ar, de Terra e de Fogo, eram só três festas anuais, casa cheia, ainda sobrava um bom dinheirinho para o Natal e o Ano Novo. A-E-I-O-U incompletos, vieram a gatinha LOLITA, adquirida num pet shop, marrom, meigos olhos azuis, e o cachorrinho RUI (a meu favor, o “outro” nome sugerido em RU- perdeu numa apertadíssima votação de 3 x 4), achado na porta de uma biblioteca em Salvador, espalhafatoso latidor que se derretia por um cafuné e nunca mordeu ninguém. Pois é... Ao que se saiba, ninhada “mista” (leitor entendeu) não existe... Ainda bem! Aí, um dia, todo mundo levou um grande susto! A cena era comovente. Dona MAMÃE deitada no sofá, numa longa camisola de cetim branco, dormindo serena, um leve e enigmático sorriso nos lábios com batom bem clarinho. Ao redor, sete “ANÕEZINHOS” atrapalhados. Davam-se as mãos, choravam, um acusava o outro de ser malcriado, respondão etc. etc. etc. Dom PAPAI chegou de São Paulo carregado de presentes e se sentiu como que transportado para Hollywood, terra do cinema, mundo de ilusões nem todas maravilhosas, mas que incluía WALT DISNEY, ou para dentro de um livro infantil com as narrativas dos IRMÃOS GRIMM. Esfregou os olhos, em grande confusão ocular e mental. No chão, maçã de casca bem vermelha, marca de recém mordida. Maçã, símbolo do amor e do sexo. Foi também uma maçã, dada a Afrodite, deusa do amor, premiada como a favorita entre as deusas, que originou a Guerra de Tróia. Ah, e a maçã bíblica... Bom, na verdade Branca de Neve se engasgara com a maçã que ganhou da Madrasta-Bruxa e três dias antes, ELE, MARIDO-PAPAI, comprara na feira-livre maçãs para todo mundo. Ou tinha sido no mercado municipal? Já não sabia, só lembrava que comprara: sua única certeza. Assustou-se. Mas ELE não era um Bruxo Mau. Nem a maçã estaria envenenada. “Mas afinal de contas o que aconteceu?” Encontraram um bilhete daquela manhã em que MAMÃE pedia licença para tomar com leite morno um comprimidinho bem suave e dormir, não se assustassem, ELA sabia o que estava fazendo. Espetara o dedo consertando bainha de um vestidinho e pregando botões, muita dor, aí resolveu descansar algumas horas. PAPAI leu, releu o recado, interrogou todos os sete “ANÕEZINHOS” e não chegou a uma conclusão exata. Respostas variadas para a pergunta ‘MAMÃE-está- dormindo-assim-há-quanto-tempo?’ - cinco minutos, meia hora, três horas, sete horas... até três dias um deles falou. O senhor RICARDO tentou agir cauteloso e não assustar mais ainda a garotada. ELE a amava muito, MÃE de seus sete FILHOS, e não poderia perdê-la. Pela primeira vez na sua fase de vida adulta não se disse agnóstico (“Minha religião é a Ciência!”), olhou na direção de um pequeno altar onde, teimosa, ELA a contragosto do MARIDO colocara, lado a lado, uma imagem de NOSSA SENHORA DE FÁTIMA e outra imagem, rara e quase desconhecida, de uma VIRGEM MARIA barriguda.. Olhou... e rezou. Num súbito sinal de humildade, beijou os pés nus da NOSSA SENHORA DO Ó, grávida. Estória por estória, lembrou-se de mais uma. Voltou à sala, debruçou-se sobre a MULHER e colocou seus lábios de encontro aos dela. LUANA já levantou exaltada falando aquelas frases ‘chatas’ que toda MÃE repete o dia inteiro: “Já fizeram as tarefas escolares? Olharam o caçulinha no berço? E estes brinquedos miúdos espalhados na casa inteira... Levem o guarda-chuva. Quem deixou a televisão ligada à toa sem ninguém assistindo? Quem misturou a roupa suja com a lavada? Levaram o lixo para fora de casa? Meu Deus, o bolo queimou! Pente é para ser usado. Ué, MARIDO, chegou de viagem um dia mais cedo por quê? EU amo vocês todos, mas às vezes... hummm...” Eterna MAMÃE! ----------------------------------------------------------------------------- NOTAS DO AUTOR: Os IRMÃOS GRIMM, Jacob e Wilhelm, filólogos e grandes folcloristas, recolheram da memória popular antigas narrativas maravilhosas, sagas e lendas germânicas, inicialmente publicadas entre 1812 e 1822 com o título de “Contos de fadas para crianças e adultos”, e as deixaram para nós - um mundo de fantasias e mitos, numa linguagem de alegria, ludismo e leveza. BRANCA DE NEVE - Um dos contos de fada mais conhecidos, sua narrativa remonta a séculos sob muitas variações. Contudo, a base principal ainda é a estória de uma moça branca como a neve, expulsa de casa pela madrasta má, e que encontra refúgio na floresta, em casa de sete anõezinhos trabalhadores que a recebem e protegem com todo desvelo. A BELA ADORMECIDA - A princesa, sob a maldição de uma fada má, é condenada a dormir após espetar o dedo num trabalho de costura e só despertará deste sono, aparentemente mortal, quando beijada com amor pelo príncipe viajante. F I M
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Comentários dos leitores

Não me perdôo se não comentei na hora! Lindo, lindo, lindo... Coitada de Luana aguentar um Gigante e sete Anõezinhos!!! Mas Mamãe Branca Adormecida é uma mulher feliz.

Postado por lucia maria em 10-01-2013

Uma grande adaptação de contos de fadas para o nosso dia-a-dia. Parabéns, Athinganoi!

Postado por Silvino em 09-01-2013

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