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FILME, TRAMÓIA, FILME...



					    
RUBEMAR ALVES ELA teve uma grande licença do serviço público chamada licença-prêmio cuja nomenclatura passou a licença especial, mas era a mesma coisa - a cada 5 anos, direito a 3 meses de descanso. Se estivesse lecionando, talvez adiassem a concessão, mas tinha há muitos anos carteirinha de Secretário Escolar. Na Prefeitura, cargo de Professor I (licenciatura universitária) e função de Encarregado de Secretaria - fêmea realiza, macho leva a fama: tudo no masculino! Nove meses em casa. Acordava quase na hora do almoço, “corujinha” vendo filmes até perto do amanhecer, depois um café preto rapidinho, suco de laranja e cama! Acordava quase na hora do almoço, livros que ELA adora, cama de novo, em seguida filmes. A cinemateca da tevê “ressuscitou” um filme antiqüíssimo, tempo da II Guerra Mundial... Detetive com aquela roupa tradicional dos anos 40 - um casaco enorme, que era ao mesmo tempo capa de chuva, abotoado na frente, gola inteiriça, chapéu de aba larga. Houve o misterioso assassinato de um galã Gigante de 1.80, e as DUAS mulheres acusadas tinham os apelidos de “ratinha” porque era baixa, corpo miúdo, horror a gatos, e “coelhinha” porque fazia inconscientes caretas, mexendo com o nariz, paixão por cenoura crua. O detetive-advogado se dizia muito esperto, admirador das mulheres em geral, fossem mandonas ou fadas, e tinha certeza (?!) de que a “ratinha”... ou a “coelhinha”? Não importa - uma delas era a culpada. O galã morto tinha estas DUAS namoradas e mulheres às vezes se unem contra o macho enganador. Talvez uma nova Lucrécia Bórgia que guardar ia veneno mortal dentro do anel. Mas em que dedo? Não havia marca alguma nos dedos de AMBAS, como pele mais clara denunciando uso contínuo da jóia ou bijuteria. Num determinado dia, convidou-as para virem à delegacia somente para “conversar”, não era ainda um depoimento definitivo, não tivessem medo. Veio a PRIMEIRA e ele tentou seduzir, hipnotizar. Recebeu-a de pé, ele também altão, cara máscula entre debochado, cínico e amoroso, beijou a mão da moça que logo se encantou com o “tira” educado e culto. Ela tremeu e se arrepiou. “Ai, se não é um deus grego, é cigano!” E a enganadazinha lá ficou recebendo elogios improvisados, ele se dizendo platonicamente apaixonado por professoras (errou: ela era engenheira). Garantiu ter certeza da inocência dela, carinha de anjo barroco, cabelo claro enroladinho, a outra tinha rosto desagradável, cabelo comprido de bruxa fingida e má. Pediu segredo, deu-lhe uma rosa branca e dispensou-a. Em seguida, cena em reprise perfeita. Ataque do policial e reação iguais. Veio a SEGUNDA e ele tentou seduzir, hipnotizar. Recebeu-a de pé, ele também altão, beijou a mão da moça que logo se encantou com o “tira” educado e culto. E a enganadazinha já ficou recebendo elogios improvisados, ele se dizendo platonicamente apaixonado por médicas (errou, ela era professora). Garantiu ter certeza da inocência dela, carinha de madona renascentista, cabelo escuro comprido, a outra tinha rosto desagradável, cabelo enroladinho de bruxa fingida e má. Pediu segredo, deu-lhe uma rosa vermelha e dispensou-a. Neste dia a PROFESSORA de verdade cochilou e o filme continuou sozinho. Acabou o filme, a emissora emendou com Tom & Jerry - gato e ratinho. Pausa para um cafezinho. Ora, havia na vizinhança DUAS mulheres trapaceiras que freqüentavam a casa da frente, no mesmo grande gramado, onde residia o primo desta professora, aquele tipo gordo, bonachão, momesco, eterno feliz, que nunca observa a canalhice pesada e a má intenção das pessoas. Ou observa e só reage se for contra si próprio: a prima que se auto-defenda. A SENHORA morava sozinha na casa dos fundos, precisava às vezes de uma faxineira e o primo apresentou-as. Vieram e endoideceram com certa louça bonita, antigona de outros séculos, lindas xícaras em louça fina pintada, licoreiros, cálices, compoteiras, por aí afora. (Ninguém se interessa intelectualmente pela farta coleção de livros, mas sempre há quem diga: “Bom dinheiro vender para reciclagem de papel!”) Fora isto, casa comum completa, embora em quantidade não exagerada de panelas, louça em geral, outros objetos de uso, roupa de cama e mesa... Ora UMA ora OUTRA, por mais de um ano apareciam para trabalhar e ambicionar, pedindo eternamente tudo o que viam, roupa, calçado etc. “Quando não quiser mais, dá pra mim?” ELA ora dava o desnecessário, ora negava terminantemente. Houve um problema tolo com a geladeira comprada há apenas três meses, começaram a dizer que não prestava, sugerindo que ELA doasse a tal enguiçada (ainda nove meses de garantia pela frente!) e comprasse outra. Era erro de uso - nem precisou chamar o técnico. D eu um forazinho de leve para não humilhar as atrevidas. Porque UMA disse, OUTRA disse igualmente. ELA fora educada desde pequena com a frase ‘não-tem-fica-sem’, muitos anos de carências silenciosas e se horrorizava com o cinismo das DUAS. Veio UMA sozinha, jurou inocência e contou o que a OUTRA dissera. Veio a OUTRA sozinha, jurou inocência e contou o que “a UMA” dissera. Absoluto complô!!! Em verdade, seria assim: “Já que você não pediu, então eu faço o documento para você, que está denunciando, e não em nome dela..................” Plano simples. A ‘proprietária’ iria ao cartório do bairro e registraria uma espécie de testamento de doação da casa “com tudo dentro”, ou seja, em caso de morte a vigarista apresentaria o tal papel e ficaria dona de tudo, desbancando o primo, parente próximo, logicamente ‘herdeiro legítimo’, que por acaso é um chefe religioso e a quem as DUAS juram amar fidelissimamente. ELA já nasceu astuciosa, criativa, honesta acima de tudo, pode ter pena do carente, fazer doações de excessos, sempre há roupas em bom estado ou utensílios que não se quer mais, porém sa-fa-de-za e baixo nível, não!!! Lembrou-se do filme, jogando com a sorte de AMBAS não o terem visto. Chamou a PRIMEIRA somente para “conversar”. Elogiou-a pela inteligência, tão esperta como uma raposa (a idiota entendeu como elogio, sorriu feliz), sabia que esta era inocente e não ambicionava a casa “com tudo dentro”, assim............ “Guarde segredo porque a casa será sua!...” E a cretina ambiciosa acrescentou “...com tudo dentro!” Ficaram de fixar a data para ida ao cartório. Chamou a SEGUNDA e a cena quase cinematográfica foi idêntica. Chamou as DUAS juntas e................... cada uma delas recebeu um “venenoso” papelzinho com o nome de filme, talvez existisse em locadora clássica. Não entenderam nada. A bronca pesada veio três minutos depois, sem o menor argumento de defesa de nenhumas delas. F I M
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Comentários dos leitores

Infelizmente, não só as palavras, mas dentro de muitos seres humanos existem os crimes de inveja e olho grande. Também fui educada com a frase materna: "Não tem, fica sem, e não peça a ninguém." Bela interpretação da vida!

Postado por lucia maria em 17-01-2013

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