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INSPIRAÇÕES: ONDE ENCONTRÁ-LAS?



					    
RUBEMAR ALVES Comum que se diga ou escute: “Estou hoje sem inspiração nenhuma...” Amadoristicamente, NÓS todos podemos usar a rotina, o dia a dia quando e/ou porque especificamente não estamos criativos em determinada ocasião. Mas e quando é exigido de um profissional que “se vire”? “Vá buscar inspiração e produza!” O jornalista da crônica diária, o vitrinista, o advogado, o produtor cultural em cenários rigorosamente históricos da telenovela........... A criatividade muitas vezes está dentro de NÓS mesmos e não a percebemos. As memórias, por exemplo. Reviver acontecimentos é uma opção: a Itabira da infância de DRUMMOND, o cajueiro de RUBEM BRAGA, o Recife de BANDEIRA, as viagens de GARRETT, *Amarcord de FELLINI... Tenho uma incrível AMIGA que nunca se perde e tem um poder de inspiração e improvisação fantástico. ELA cria algo na hora, impressionante... Estava certa vez diante de um juiz, numa situação muito delicada. Junto a ela, baixinho, alguém falou uma bobagem qualquer e disse que “faz tanto tempo... não lembro mais...” - cabia a ELA dizer que a tal pessoa ainda era bastante moça, não era tempo de ter lapsos de esquecimento. Minha AMIGA foi chamada de súbito, olhou para a frente e desviou de rumo a incrível pergunta: “Quantos anos VOCÊ tem?” (Duas opções: pedir desculpas ou desmaiar? Se EU fosse o tal juiz, talvez desse martelada na cabeça da abusadinha.) O juiz levou um susto tão grande, mas tão grande, que não reclamou do ‘você’ e respondeu sorrindo (a mim pareceu um tanto pálido): “64, querida.” “Tudo isso? Pensei assim uns 50.” (Tinha aspecto de acordo com 64.) E improvisou tanta bobagem, tanta doideira, “explicou” o porquê da pergunta indiscreta, que o juiz limitou-se a dizer apenas isto depois de algum tempo, em voz tranquila: “Continuemos agora, sim?” Ainda preciso esclarecer aos leitores que ELA ganhou a questão em voga? Tenho um PRIMO que por questões religiosas só usa roupa branca. Ia entrando pelo estacionamento de um hospital público ao encontro da amiga enfermeira com quem iria almoçar na churrascaria, nisto saía uma ambulância, chegava outra, bateram de frente, pequeno tumulto, ELE não pode entrar, dirigiu-se ao portão da emergência. Nisto, foi agarrado pelo braço por uma mulher extremamente idosa: “Doutor, doutor, meu velhinho está morrendo...” ELE tomou um susto, não teve como dizer que não era médico, o homem sentado numa cadeira de rodas da recepção do hospital, cabeça virada para o lado, sem sentidos. Conhecia vagamente alguns funcionários, solicitou um “colega” (?!) com urgência e, para acalmar a esposa desesperada, botou a mão na testa do homem, juntou umas sete pessoas ao redor do casal, fez com que se dessem as mãos, súbito desmemorizou toda e qualquer oração rotineira da igreja católica, mandou que todos olhassem para cima, que mentalizassem um céu azul e repetissem com o coração, sem falar, a reza que ELE improvisou na hora. “ELE não vai morrer agora, não, vovozinha.” E beijou as duas mãos dela. O verdadeiro médico chegou, examinou, providenciou medicação, soro, estas coisas. Os dois “colegas” se cumprimentaram, o segundo agradeceu a colaboração do primeiro, no mínimo acalmara a velhinha d o velhinho etc. etc. etc. Sei de outro caso. A pessoa em grave crise existencial (modernamente depressão). Trabalhava quatro horas diárias numa biblioteca e tinha aulas na faculdade a partir das duas da tarde. Atrasada, quase correndo, ouviu um grito masculino e aos berros o convite para “uma” cerveja no botequim pé-de- sujo da esquina. Relutou para recusar, acabou indo... Dois solitários tristes, um não confessando intimidades para o outro, só monossílabos de angústia, citações ilustrativas a SARTRE, a CAMUS e a... JAMES DEAN, que conheciam de film es antigos alugados. Às quatro da tarde, um bêbado qualquer apareceu segurando um galo e queria porque queria fazer o galo trepar no poste e anunciar “quatro horas!” O casal contabilizou às pressas doze garrafas vazias de cerveja, consumidas entre dez e dezesseis horas, pagaram rapidinho e saíram correndo para a faculdade ali perto. ELA simplesmente levou um susto - esquecera tudo! Tudo? Quem disse?! Não deu tempo que revisse os tópicos do seminário que deveria expor à turma, porém reuniu na memória os livros estudados (ao longo da vida?), as teorias literárias, as andanças a passeio pelos bairros e ruas citados nos romances, visitas a museus, antiquários e confeitaria tradicional (na empolgação, ditou até r eceita de doce português!), a especifica terminologia de um e outro autor, nossa benfazeja miscigenação racial, juntou MACEDO, MACHADO, LIMA BARRETO e culminou em NELSON RODRIGUES. Não falou em linha cronológica nem geográfica - o que fez, foi magnífica e aplaudida “salada” super merecedora de nota dez (10). Percebeu depois que muito mais improvisara que repetira das anotações o que deveria ter sido a sua verdadeira aula. EU amanheci SEM nenhuma INSPIRAÇÃO esta manhã................ e consegui contar três estórias. ----------------------------------------------------------------------------- NOTAS DO AUTOR: AMARCORD - Tradução fonética da expressão “io me ricordo”, usada na região Emília-Romagna, onde nasceu o diretor italIano FEDERICO FELLINI, mas não necessariamente autobiografia - comédia dramática de produção franco- italiana de 1973. F I M
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Comentários dos leitores

Você juntou sua amiga com seu primo, porém percebi três estórias lindas, especiais, maravilhosas. Posso olhar a foto de um rapaz com troféu e me inspirar também?

Postado por lucia maria em 25-01-2013

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