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INSÔNIA FATAL



					    
RUBEMAR ALVES ELA “não é” ciumenta: imagine-se caso fosse. Tragédia grega. Chamou-o para dormir - sim, dormirem mesmo: fecharem os olhinhos (grandes os dele, pequenos os dela) e irem juntos ao encontro de MORFEU. ELE dormira um pouco nessa tarde de domingo antes do futebol na tevê, estava descansadíssimo naquele momento de “generala” apitar e soldado raso obedecer. Alegou que, apesar da hora muito avançada, estava com: “In...sô...nia!” (Falou bem pausado e apontou na direção do computador e depois da própria cabeça.) ELE não estava exatamente com insônia, apenas descansado, mesmo passando de 23 horas num domingo com vitória gloriosa do São Paulo contra o Flamengo. Repetiu enfático: “In-sô-nia!” A sério! Considerada um distúrbio, a insônia é doença e atinge 15% da população brasileira, conforme estudos do Instituto do Sono, em São Paulo - não o caso dele, neste dia. Em noite alguma o sem vergonha jamais contaria carneirinhos pulando a cerca e sim ovelhas “pulando” com ELE ou em cima dele, metaforicamente. Sensação de cansaço ao acordar? ELA é que costumava “cansá-lo” e ELE acordava feliz. Mudança de humor, irritabilidade, ansiedade? “Noite curta”, ELE reclamava às vezes. Ardência nos olhos? ELA adorava beijá-lo nos olhos fechados. Dificuldade de concentração, mal-estar? Nunca! Diminuição da atenção e da memória? Não: porque esquecia do resto do mundo ao se lembrar dela. Fadiga e alteração de produtividade durante o dia? Não: cama é uma coisa, máquina é outra - nunca se distraía no trabalho. “The book is on the table”. “We live in Sorocaba.” - On, in: uma das primeiras aulas em inglês. A mulher chegara à sala com duas xícaras de chá de camomila, estremeceu com a bandeja na mão e felizmente caíram distantes uma da outra apenas duas torradas no feitio de coração (índice de divórcio próximo?). Em súbito impulso, qualidade ou defeito que aprendera com ELE, machista Ariano, a diplomática-versátil-intelectual Geminiana traduziu o “in-“ como “dentro” e apenas vacilou entre a faca serrilhada de cortar embutidos diretos do freezer e uma espada de bambu cortante, tradicional dos xoguns... Berrou: “Quem é esta fulana? Meu homem a conhece de onde?” O coitado emudecido......... sem entender coisa alguma. ELA tentou fazer levantamento das amigas com nome em S, não achou esta Sôn... “In??? ELE vai ver (pensamento ameaçador) o que EU faço com este ‘in’ abaixo da cintura dele... e ainda descaradamente me confessa.” Seriam agora DOIS sem conseguir conciliar o sono. ELA agitada na cama e ELE assustado sem saber o que estava acontecendo. O não dormir às vezes vira... “pesadelo”. Casar com galã atraente é isto! Tudo a favor de um sono de paz, se ELA não fosse imaginativa (orgulha-se de ser) e ciumenta (afirma que não é). O quarto estava escuro e o relógio da cabeceira era silencioso. Jantar levíssimo; mais tarde ritual noturno de banho morno, massagens mútuas com óleo ajasminado, porém ELE voltara ao computador. O chá ingerido tinha sido relaxante. Nessa noite, certamente não haveria “exercício físico” (estimulante?); apenas resmungou “EU te amo, CIGANO!” e virou de costas para tentar dormir. ELE retribuiu o juramento (?) de amor, pensamentos de AMBOS nada positivos, embora sem graves problemas na vida do CASAL. Mais meia hora de “pré-divórcio” (consta isso de algum vade mécum?) e acabaram “ginasticando” e dormindo abraçadinhos. Como se diz em linguagem popular, “à noite todos os gatos são pardos”, cessara a hora da insegurança, amanhecera, agora “sol posto, boi solto”, ELA esqueceu temporariamente a expressão “in-sô-nia” (sempre bom esclarecer, cuidaria desta ‘zinha’ outro dia!), preparou um delicioso café da manhã, teve até geléia de cereja no pão de aveia, beijou-o nos olhos escuros com açúcar e com afeto (o CHICO tem olhos verdes!)......... e ELE pegou estrada a caminho do trabalho, rindo sozinho. “Mulher ciumenta não trai. Ou usa máscara como no teatro grego?” Pensou no BENTINHO, personagem de MACHADO DE ASSIS. Pneu estourou neste minuto exato....................... F I M
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Comentários dos leitores

Este nome feminino é de origem russa. Grrrrr... (som de urso polar branco, geminiano perigoso, avançando na provável loura). Li em algum lugar: "não ter ciúme, porém cuidar do que nos pertence". Texto bonito!

Postado por lucia maria em 03-03-2013

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