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O MUNDO É PEQUENO IV: HOMENAGEM



					    
RUBEMAR ALVES A AVÓ acompanha todas as minhas narrativas. Foi até engraçado. Leu: “Meados de 1958. Conheceram-se por cartas...” Até aí, nada absurdo pois há os que não se conhecem no clube, no campo esportivo, no supermercado ou no local de trabalho (o meu, por exemplo, é predominantemente masculino). Pois bem, num tempo mais antigo era ao vivo e também através de clubes de correspondência; modernamente se conhecem pelo computador e é a mesma coisa, sem tirar nem por: depois, ao vivo, é que namoram - casam - fazem filhos. ELA já começou a desconfiar quando a personagem escreveu para dois canadenses e “por intuição e extrema delicadeza” (diplomata ELA é, sim) para um... nissei. Foi aquele grito de indignado protesto feminino: “Mas esta foi a minha vida!!! Por nove meses, fui namorada e agora virei figurinha de papel. Quem me delatou essas intimidades para o escritor paulista?” Mas riu. Premiaria com bombons de cereja a delatora simpática. Lembrou-se da infância quando recortava de revistas e vestia bonequinhas de papel. Continuou a leitura, agora calma e sorrindo quase divertida. “Emocionante! Homenageadíssima!!!” A bênção papal não ficou amarela, porque está dobrada e guardada junto com o certificado da Primeira Comunhão (ah, e também um santinho de “afilhadinho” de distante missão católica... no Japão, pode?) dentro de uma Bíblia, para ELA Internet de papel sem muita religiosidade, comprada apenas com a intenção sem pecado para entender melhor mitos e lendas, e personagens citados nas Literaturas Brasileira e Portuguesa: CLARICE, DRUMMOND, ROSA, SOPHIA e muitos outros. Nossa! Que sufoco ridículo ser a geisha, sem ser geisha, na ainda então Capital Federal. Cinco passos. Patriarcalismo. E não é que viu isto no cinema recentemente? Hábito em várias culturas tradicionais, tanto silvícolas como tecnológicas bem contemporâneas - primeiro o homem, depois a mulher. Juntos quando e como? Ah, na noite horizontal, só pode ser. A teoria “este é meu homem” durou o tempo da ‘gestação da consciência’: nove exatos meses. Sim, comparação interessante, porque dois meses antes o feto já está quase pronto para a expulsão e ELA agora estava mais mulher, menos submissa. E mesmo, ELE nem era japonês, apenas descendente, e viviam no Rio de Janeiro. “Bolas, aparecer como meu dono e meu senhor às minhas custas, às custas da minha personalidade no altar de sacrifício, da minha não rebeldia?!” Olhos pequenos e até agora as pessoas perguntam a origem dela. Quase rotina que durante décadas se incline na rua em resposta a cumprimento nipônico de pessoa desconhecida. Dificuldade em fazer exame de olhos (não ria, caro leitor!) - a médica solucionou fazendo com que ELA abrisse os olhos ao máximo e colou um ínfimo pedaço de esparadrapo de cada lado superior do rosto. Sou AMIGO indireto e me diverte bastante com estória incríveis, muitas vezes parecendo ficção antecipada à minha criativa ficção. ELA não colabora, ELA impõe colaboração. Criou um jeito pessoal de conversar com as mais variadas pessoas e em geral suas palavras seduzem e hipnotizam. ELA retribui minhas palavras - diz que EU sou sedutor e hipnotizador. É, talvez, e um pouquinho vaidoso... DUAS múltiplas e perfeitas. Fusão e confusão com a figura da NETA, minha AMIGA inicial colaboradora no mesmo tom. UMA já viveu e conta fatos antigos; OUTRA está vivendo e conta do mesmo jeito estórias da atualidade. DUAS numa só - dois doces numa única embalagem. Ou cravo e canela? Impossível saber quem iniciou o projeto da esquematização dos diálogos e quem seguiu os (cinco?) passos. Impossível desvendar onde UMA pesquisa e OUTRA me reproduz tópicos para que EU amplie sob a forma narrada de CONTOS ou CRÔNICAS. Não, ELA não reencontrou o “ex” coisa nenhuma. Há alguns anos clicara o nome dele - apareceu uma cidade do Paraná, fundada em 1953, hoje cognominada “Capital Nacional do Vestuário” pela grande quantidade de indústrias têxteis: o nome do antigo militar como quadra esportiva na vila operária, vereador possivelmente não mais existindo na Terra. Recordar é viver? Criei um ridículo (assumo!) recomeçar, muito embora EU pessoalmente opine também que a hora do encantamento é somente no tempo da mocidade. F I M
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Comentários dos leitores

De fato, às vezes fusão de pessoas gera confusão. Passo a você "uma letra", você cria uma estória. Onde a realidade, onde o conto e a crônica? Só sei ONDE o escritor: no meu, no nosso coração. Parabéns!

Postado por lucia maria em 17-03-2013

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