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JORNAL DO POSTE: "A QUEM POSSA INTERESSAR...



					    
RUBEMAR ALVES Homenagem ao escritor e cronista NELSON RODRIGUES em 2012, ano de seu centenário. ELA era jovem, inexperiente sexual, pouca prática com namoradinhos, só uns tolos amassos, beijos, esfregações geralmente entre duas calças jeans, ELA de calcinha úmida, algo no fulano endurecia, mas ver, jamais viu, fazer, nunca fez, e não entendia lá muito bem estas coisas de prazer máximo, orgasmo, “pequena morte”, como dizem os franceses. Prima bem mais velha explicou que era um quase desmaio, porém ELA nunca desmaiara na vida. Nem mesmo quando se hospitalizou com pneumonia. O pai sempre dissera que o cavalo garanhão apenas excita a égua para o verdadeiro reprodutor “cobrir”, copular... “Mas fêmea deve ser tudo igual (ELA pensava)– bicho ou gente. O mesmo que transar, imagino.” Falava-se que o jovem LEON era um garanhão que não livrava a cara (ou a bu...?) de nenhuma; quem era virgem, deixava de ser com ELE, era o que contava para os irmãos, primos e amigos. Pediam a receita. Nada de catuaba, ostra, comprimidinho de cialis. Sem mistério. Bastava ser um sedutor, um hipnotizador, pilates constante sempre ajuda, e muita lábia. Altão, uma boa estampa. E não repetia mulher. Um jantar, um baile, cama só uma vez, pedia segredo à fêmea, não ficava bem todo mundo saber que a fulana tinha sido... dispensada, digamos assim. ELE comia e não descrevia para os outros o sabor exato do cardápio, se com muita ou pouca pimenta... Marketing exagerado, mas teria transado com a rua toda, o quarteirão, o bairro, a cidade. Atleta sexual? Talvez? 365 x 3 – manhã, tarde, noite?! Apaixonou-se por ELA. Pai farda verde, vigilante, “...só casando, garoto. Se acontecer antes, capo e depois mato VOCÊ.” E mostrava uma faca serrilhada de cortar congelados. Namoraram sadiamente no sofá da sala com papai e mamãe olhando ou estes na cozinha para o café das 22 horas, e o aparentemente afrescalhado cachorro poodle pintado de cor-de-rosa (intoxicado nunca?!) latindo para ELE. Um passeio de carro, parava na rua escura, major conhecia â distância o som do carro e tocava o apito metálico três vezes: 1 – estou acordado; 2 – só um beijinho de despedida; 3 – para casa, já!!! Instruída pelas mais experientes, saia bem curta. No que ELE começava a alisar as coxas... lá vinha a “apitaria”! Passou a parar o carro mais longe, o apito censor já se tornara obsessivo, um som inconsciente até nas noites do pai em plantão no quartel. ELA não interessada em casamento religioso. Civil pela manhã, com discreta aliança prateada. Lua de mel, nada doce, em Campos do Jordão. ELE apressado para transarem, chuveiro bem quente, um de cada vez, ELA em camisola de cetim azul, logo tirou, ELE não vestira nada, ELA viu o “tudo” dele, sem medo. Preliminares boas, beijos, sugar seios, tudo bem, mas... marido encolheu... fracasso masculino. Atribuiu a excesso de champanhe (duas tacinhas de nada?!) e a moça perdoou. ELE dormiu nu (explicou que era hábito desde garoto), ELA com a famosa “camisola do dia”, melhor dizendo, da noite. Passaram o dia seguinte em passeios, à noite o segundo fracasso foi atribuído a excesso de fondue. Na terceira noite, ELA se banhou toda em sândalo (colônia, sabonete, até incenso perto da cama), inventou para ELE uma reza ao deus grego HIMENEU e não é que deu certo? ELA sangrou, riram felizes. Mas longe da idéia de prazer, muito prazer, orgasmo, a tal da “pequena morte”. E a sem gracice mecânica durou mais de um ano. A mãe em risadas escandalosas com o pai, ELA escutava desde garota e na sua vez nem vontade de sorrir. Tentação do diabo ou não, veio um amigo do interior de São Paulo. Ariano. Somente se olharam, não deram uma palavra e ELA descobriu o que era estar na cama com um macho de verdade! Agora sim. Foi à lua, cumprimentou o dragão foguento, voltou. Maravilha transcendental de um rei DAVI. Ou SALOMÃO? Adorou as obscenidades na hora do prazer. Desconhecia até então. Pouco a pouco, foi descobrindo devagar que as outras é que o dispensavam em segredo, não agradara a nenhuma, eis porque era só uma vez sem repetição. Amigo veio novamente. Depois um primo Taurino (benditos primos e primas da vida da gente!) que a tentava desde garota: macho toda vida! Revezamento. Cinco anos já de um ridículo casamento e todo mundo a imaginando traída todo dia, toda hora – ah, ELE inventava! Atacou o chefe, ardente Escorpiano, bem na hora do almoço, hora de comer. Ofereceu-se, um tanto espantado, mas foi outra apoteose com o juramento mútuo de nunca mais – desculpa porque ambos eram casados, mal casados, mas eram. Os amigos dizendo que ELE era o garanhão de muitas, riam dela que não satisfazia o “LEÃOZINHO” (apelido desde o jardim de infância) - esposa jurou vingança. Letra impressa não tem dono, não tem autor. “A QUEM INTERESSAR POSSA...” Depois, em letras um pouco menores, bolou uma fábula de bom tamanho em que... “...o leão ruge para os outros, em casa boceja e logo dorme. Leoa sem orgasmo, tadinha”. Digitou, imprimiu, plastificou. Fixou em sete postes nas proximidades de casa. Só isto? Não. Tem muito mais. Fez várias cópias, envelopou para amigos, amigas e parentes, embaralhou todos os mesmíssimos nomes dos destinatários no local de remetente (certo! – correio exige), embaralhou, rocambolizou, maquiavelizou todo mundo junto, fossem admiradores e defensores dele ou não, correu muitas agências de c orreio em diferentes bairros, um único envelope em cada (ELA, meticulosa e detalhista, anotou tudo) e despachou a fábula fabulosa. A recebeu de B, B recebeu de J, C recebeu de S... Impossível adivinhar a autoria do escândalo. Quem a inaugurou no prazer é advogado. Pois ELE viajou e fez uma consulta – como processá-la e pedir indenização por danos morais? Vade-mécum nenhum jamais previu tal coisa. Fábula ou conto erótico sem o nome exato dele, que por sua vez também recebera uma carta, a esposa aos gritos, envelope ainda fechado, querendo saber “Qual a vagabunda que escreveu uma carta para você? Abra imediatamente o envelope, desgraçado, ou chamo meu pai para capar VOCÊ!” - impossível acusá-la! Toda mulher é uma grande atriz que o marido-platéia aplaude, mesmo sem entender nada de um texto geralmente surrealista. A autora não teria sido ELA, portanto. Nunca seria possível descobrir nada através dos versáteis remetentes e bairros. ELA sem carro (mas o chefe tem um Picasso importadão e super potente!) nunca poderia ter corrido a cidade inteira para despachar os tais envelopes na mesma data, de acordo com o carimbo. Melhor que ELE estudasse mais sobre sexo. Aí, o advogado se ofereceu para dar lições, ELE de amores agora com uma mulher casada que tinha dificuldades de cama com o marido, encontros semanais – ora casa dela ora motel. Pseudo-garanhão arregalou os olhos: “Me ensina, vai, me ensina. Passe um mês lá em casa, hospedagem gratuita com mil mordomias, sairemos para um guaraná (advogado não toma bebida alcoólica) e VOCÊ me dará as dicas. O leão da fábula não sou EU, garanto. Só preciso melhorar um pouco mais.” F I M
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Comentários dos leitores

Gostei da frase: "Toda mulher é uma grande atriz..." Há uma versão de que EVA disse ao ADÃO que era maçã com sabor de pudim de leit condensado. Ainda não existia o PROCON... Coitada da moça do conto! Parabéns!

Postado por lucia maria em 07-04-2013

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