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XEROX HUMANO: TRAIÇÃO?



					    
RUBEMAR ALVES GÊMEOS. GÊMEAS. Iguaizinhos. Iguaizinhas. Mas entre ELES não sabiam. A estória foi assim. Residência nova, as mocinhas resolveram explorar o bairro. Marília bem devagar em sua bicicleta rosa. Marisa caminhando ao lado. Os rapazinhos a fim, talvez, de uma paquera qualquer naquela tarde de domingo. Pracinha arborizada, bancos de ferro, quadra esportiva. Pablo em sua camisa vermelha, Paulo peito nu para o futebol. Três deles não podiam ver um sorveteiro que logo corriam. Marisa pediu de chocolate, duas ‘bolas’, Marília não quis. A mãe chamou ao longe e só Marília atendeu. Pablo veio depois, disse “Olá!”, pediu também chocolate, três ‘bolas’, e levou de creme para o irmão, que correra para pegar a bola distante. Marisa viu Pablo, mas não viu Paulo. “Que menino guloso!” - pensou. Marília não viu nem Pablo nem Paulo. As ruas não eram as mesmas nem as escolas. Num outro dia, na biblioteca pública, Marília lia qualquer coisa quando Pablo chegou e improvisou assunto, metido a galã. “Aceita um sorvete, senhorita?” “Não gosto de sorvete, cavalheiro!” - e sacudiu os cabelos, toda esnobe. “Metida a besta” - pensou. Num outro dia, Marília viu Paulo e pediu desculpas. “De quê, garota?” Num outro dia, Marisa tagarelou bastante com o jornaleiro e comprou na banca o último exemplar de certa HQ - Pablo ficou olhando, indignado. Tentou pedir para desfolhar a publicação. Desaforada também - “Sai pra lá, garoto!” ELE saiu furioso. Marília veio do mercadinho com uma caixa de ovos, mas o jornaleiro não as viu juntas. Num outro dia, Marisa pedalando toda atrapalhada quando Paulo ficou na frente, braços abertos, mas a garota desviou para outro lado. Lembrou vagamente - “O garoto guloso!” Num outro dia... Ambos juntos, UM contando para o OUTRO: “Garota nova no bairro. Estou de olho.” “Ih, cara, EU também.” “Cabelo comprido, vejo sempre de fita rosa.” “A minha também, mas é uma flor azul.” A fita e a flor eram uma brincadeira quando a avó visitava e não conseguia distinguir UMA da OUTRA, só que às vezes ELAS trocavam de propósito. Durante longo tempo, mocinhas e rapazinhos a inda não souberam que formavam DUAS duplas “xerocadas”. Houve uma festa no clube, UMA das mocinhas gostava de dançar, a OUTRA não; com os rapazinhos a mesma coisa. Marília dançou com Pablo, calados. Marisa conversou assuntos descompromissados com Paulo na varanda- não falaram de sorvete nem de história em quadrinhos. Os QUATRO não se cruzaram. O pai das GÊMEAS veio buscar e os GÊMEOS só viram DUAS cabeleiras escuras no banco traseiro do carro, cabelos amarrados para trás - UMA delas sem fita. Em outra ocasião, quando chegaram para a missa, a sandália de Marisa arrebentou, ELA voltou descalça para casa, Pablo- sacristãozinho, super resfriado, ficara em casa - padre com um ajudante a menos. Marília comungou, em pensamento reviu-se no baile... E assim, por meses, o QUARTETO Marília / Pablo / Marisa / Paulo, em DUPLAS complicadas, encontravam-se ‘pela metade’, tornaram-se um tanto amigos, porém jamais completavam assuntos conversados na pracinha dois ou três dias antes. Pareciam loucos ou distraídos. Às vezes se conheciam, às vezes se desconheciam. E a confusão era geral. Só desfeito o equívoco (quiproquó?) numa festa de rua, com cartazes procurando GÊMEOS para uma corrida de bicicleta dupla. Depois, fundiram-se e confundiram-se. Aconteceu que Marília passou a gostar de sorvete, agora menos dançarina e mais tagarela, Marisa aprendeu a andar de bicicleta e também dança de salão, mas se cansava facilmente. Pablo foi para a escolinha de futebol, Paulo ficou mais estudioso. Cresceram - DUAS moças iguaizinhas e DOIS rapazes iguaizinhos. Acabaram TODOS namorando TODOS porque às vezes ELAS trocavam de nomes para os namorados e ELES faziam a mesma brincadeira. Casaram e ainda hoje os QUATRO vivem sob terrível dúvida: QUEM casou e dormiu com QUEM? F I M
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Comentários dos leitores

Nunca pensei em ser duplicada, mas que deve ser engraçado, deve. Conto embaralhante, de ter que ler com papelzinho do lado, anotando. Adorei esta surpresa antes das 7 horas, o amanhecer intelectual. Parabéns, meu anjo!

Postado por lucia maria em 20-04-2013

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