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ATÉ QUE A LOUÇA SUJA OS SEPARE...



					    
RUBEMAR ALVES Memória dela, pois não os conheci nesta época um tanto remota. Casaram. ELE, quartel - longe de casa, mas um ônibus só e voltava cedo para casa. ELA em licenciatura de Letras e me explicou que era um ano de Pedagogia dividido entre dois prédios da Universidade, não muito distantes, e estágio em outro lugar. Trabalhar era longe mesmo, quase outro município, largando às 19 horas. Optaram pelo bem simples - um quartão na Lapa, quase centro da cidade. Espontaneamente ELE fazia compras, varria, cozinhava o básico (feijão preto / arroz), ELA fritava bife ou ovo, temperava alface... ou compravam tudo pronto no botequim do andar térreo. Quase todas as noites, ELA não dormia, “desmaiava” no sofá-cama... e ELE lavava a louça sem contestação. O ano seguinte foi mais calmo - só o emprego, embora muito longe, porém ônibus direto do centro ao subúrbio distante. No terceiro, mudaram para uma casa fora do centro, espaçosa, porém quarto e sala, ELE mesmo construiu a cama de casal, sofá passou para a sala. O homem, morando no Sudeste há muitos anos, considerava-se “cari...uco”. ELE esqueceu o atraso mental do sertão nordestino, década de 70, e caíram na asneira de aceitar hospedar um sobrinho dele, com estudo, mas muito rude. Havia desde o namoro uma brincadeira: “Você telefonou para mim?” “Não, meu amor, não fui EU...” (Ainda não era tempo de celular fácil.) ELA alegava uma voz masculina, ligação muito ruim, ainda mandou um beijinho, desligou; ELE alegava voz feminina, bobeira igual. O sobrinho escutava horrorizado. Escreveu uma carta para os familiares, que comentasse entre eles, dizendo que no Sudeste a mulher trai e manda no marido e ELE iria “salvar o tio”. Só que amassou o rascunho e jogou n o lixo da cozinha - minha futura AMIGA desamassou, leu, o marido leu, caíram na risada e ficaram de sobreaviso... Uma noite ELES brigaram (ou simularam brigar: ELA hoje ri e não fala a verdade) por causa da louça suja. Mais ou menos assim: marido lavou um prato e disse que era tarefa de mulher, ‘não-sou-seu-taifeiro-obedeça!” - largou - ELA apenas lavou dois talheres, ‘não-sou-sua-empregada-estou-muito-cansada- hoje!” - largou - e ficaram assim neste jogo de empurra até a última peça. Teve uma noite de “briga” muito mais grave, sobrou a leiteira e (hoje diz- se ‘entre-tapas-e-beijos’, mas os tapas não aconteceram) perderam a noção de quem estava na vez de lavar. ELA mandou que ELE dormisse no sofá: quarto nunca mais! Será que a louça suja os separou? Sobrinho achou que, sendo hóspede, deveria ceder o sofá e ficar com cama metálica, dobrável. Vitória para o sertão! Cartas imbecis de ‘vou-levar-o-tio-para-morar-perto-da-praia- e pagar-o-aluguel-para-nós-dois’ - sobrinho arrumara em emprego, mas colaborar, que é bom, era no ‘de-va-gar-de-va-ga-ri-nho-bem-pou-qui-nho’... Exageraram porque a tal da leiteira ficou exatos 21 dias dentro da pia. Lavavam outra louça por cima, e leiteira paradinha. Nestes dias, às vezes marido visitava o quarto, a pretexto de verificar se um larápio qualquer (quem?) não forçara a janela ou se a lâmpada no teto estavam bem atarrachada - distraiu-se numa certa noite e amanheceu consertando na horizontal a “fechadura” (?) do quarto. A duras penas o idiota compreendeu que em briga de marido e mulher ninguém deve meter a colher (limpa ou suja) e foi embora para sempre. F I M
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Comentários dos leitores

Viu? Homem sozinho lava sua própria louça, desinfeta o banheiro, arruma o quarto, ferve café... Não tem com quem brigar. A propósito: "Você telefonou pra mim???" Parabéns.

Postado por lucia maria em 04-05-2013

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