Página inicial do portal Autores & Leitores
Quem  |  Autores  |  Leitores  |  Associados  |  Mural  |  Dúvidas  |  Contato  |     PUBLICAR    |
Entrar | Registrar
 Esqueci minha senha
Anúncio KD Inovações Tecnológicas

Área dos LEITORES

Colunistas

Autores Consagrados

Quadrinhos

Bibiotecas Virtuais

Livros

Novos autores

Downloads

Lançamentos

Ofertas

Informações

Autores & Leitores  >  Leitores >  Novos

Apresentação de trabalho publicado

Caro leitor,

Sinta-se à vontade para ler este trabalho e deixar seus comentários.

Bons Textos!




< Visite a Página Pessoal de ATHINGANOI >


DIVÓRCIO



					    
RUBEMAR ALVES Não sei o que leva um homem impulsivo a pedir o divórcio numa noite intempestiva. “Dentro de dois dias (duas noites) acertaremos tudo...” E ainda dois longuíssimos dias de espera dolorosa, 48 intermináveis horas de febril angústia? Ou é a oportunidade para AMBOS refletirem, isolados? ELA assumir erros, ELE, acertos. (Minha linguagem está sendo de avaliação e peso machistas?) Não percebe (percebo) o quanto ELA, assustada, está sofrendo com a surpresa? E depois? Dividir objetos é uma coisa, dividir emoções é completamente diferente. Emoção não se coloca numa caixinha embrulhada para presente e depois Salomão surge do mito e corta ao meio: quem ficará com a parte mais enfeitada do laço de fita vermelha (ou azul?) da embalagem agora triste? As pessoas não são iguais. Nunca se pode desejar que o outro, a outra nos complete integralmente. Há de ter diferenças ou a vida seria pura monotonia, sem gracice, um adivinhando o menoríssimo pensamento, a menoríssima ação do outro. É preciso muitas vezes aparar as arestas, acalmar imperfeições e instabilidades, ter calma, refletir, não fazer tempestade em copo... de guaraná. Quem gosta, não pode querer desunião - é necessário pensar, refletir muito, há arrependimentos sem perdão e sem volta. A expressão “Vara de família”, certa vez li num conto (de te rror?) à moda antiga, foi interpretada como o homem castigando a mulher submissa com uma surra de vara de marmelo e depois ELE próprio, em lágrimas, cuidou-lhe dos ferimentos. EU jamais teria esta violência, esta coragem covarde. O ser humano quer muitas vezes o outro pacífico, de cabeça baixa. Para alguns, quase monstros, mulher tem que ser passiva, não ter opinião própria e dizer a todo instante “meu amo e senhor” (agradecerei aos céus se no mínimo ELA pensar emudecida nesta expressão amorosa). Há homens que não entendem quando ELA brinca e diz: “Não pensei em você hoje, nem lembrei que você existe...” Ao contrário, foi como no anúncio de certo banco que esticava o dia para 30 horas. ELA teria er rado em esconder tal “fraqueza”? Por que não confessar assumida que gosta muito dele (de mim)? Mulher é um eterno enigma e sempre merece carinho. Seja namorado, marido, simplesmente um amigo, que muitas vezes ELA defende contra tudo e contra todos, prejudicando a si própria se a defesa for um tanto exagerada. “Por que ELA deu esse palpite na minha vida?” Mete-se nos assuntos individuais dele, dá a opinião que ELE não pediu, não gostou, rejeitou, repeliu drástico. ELA se diz solidária? Então, é bom ouvi-la, compreendê-la, não a transformar depois numa solitária infeliz. Mulher é um enigma para o homem e este odeia não ser um enigma para a mulher. Há ações transparentes no homem que a mulher desvenda e ELE não gosta. Por exemplo. EU tenho um amigo autor que escreve muito bem, mas coloca matéria paga em jornais literários elogiando a si próprio - é uma forma que ELE encontrou para se lançar. A mulher adora tudo o que ELE escreve, mas não acha uma atitude decente, ao mesmo tempo que - confusa - ELA o aprova. “Sim, é o meu homem e tem muito valor.” E EU sei que ELE tem mesmo. Não é desonestidade contra outra pessoa, absolutamente, e AMBOS ficam alegres com isto. ELA, num oitavo sentido, descobriu e até o aplaude, sem censura alguma. Passou a elogiá-lo também, nos mesmos moldes, um comentário como “excelente” aos textos dele, mesmo quando o assunto é Direito, linguagem formalíssima, da qual não entende quase nada. Mas se ELE escreveu, merece nota máxima em dobro... vinte! Não concordo com o radicalismo do súbito divórcio que a pegou desprevenida. Não destruir por um capricho um relacionamento que nasceu bonito e cresceu mais bonito ainda, sob muitas luzes lúcidas. Ao mesmo tempo, sou impulsivo, do tipo espírito apaixonado pela vida, destemido e aventureiro, cavalheiro medieval, herói tradicional, mocinho “old school”. Ou salvo a mocinha ou a deixo à mercê dos dragões?! O que mais me convém? Em primeiro lugar, EU; depois é depois... se alguém conseguir chegar perto, porém ganhei o trofé u por minha conta e risco. HÁ TANTO QUE CONVERSAR ANTES DO DIVÓRCIO... Acertar as falhas, os desajustes, ver onde um errou e o outro também. Porque não há erro em um só. Perdoar é um ato sadio, não de fraqueza moral, nunca. Quando um CASAL se separa (muito triste que tal aconteça), houve falhas de ambos os lados: um não soube prender sadiamente o outro. Nenhum dos DOIS soube esticar a mão para a paz. Um perguntava qualquer coisa, outro silenciava - diálogo falho. A sério, tenho um AMIGO que graceja em torno de seu signo astral e, como EU, ELE é Ariano. “Sou macho!” Marca uma reta e vai em frente, não aceita carinho ou interferências, não gosta de opiniões nem conselhos, reserva-se calado, não faz confidência alguma, é facilmente irritadiço, capaz de provocar um incêndio (calma, leitor!) numa gaveta se houver ali algo que não lhe agrade. Na vida dele caiu do céu uma dádiva divina, Geminiana (também tenho uma AMIGA deste signo). Mais do que a mulher comum, esta fêmea é versátil, multipolar e o deixa enlouquecido, ultimamente raivoso. ELE, caminho reto, machista, ELA, veredas labirínticas, femininas. ELA “acha” que ELE está numa qualquer fase difícil (não sei de onde tirou tal hipótese patética), preocupa-se fraternalmente com ELE e tenta consolar sobre um problema talvez inexistente. Na minha fraca opinião, deveriam COM-VER-SAR, acertar ponteiros... e muito. O Ariano é independente, líder, não aceita que ‘uma mulherzinha insignificante’ (coitada!) grude nele como um carrapato. Não, ELA não lhe revista os bolsos, mas imagina poder lhe desvendar a alma, apenas isto. Quer (e tenta) “ajudar”, mais nada - não chegada a religiosidades, até prometeu rezar (e precisa?) por ELE? A um Deus grego? Marte, Deus da Guerra, ou Mercúrio, sempre diplomata esvoaçante ? Mulher é sensível. E curiosa. A AMIGA do meu AMIGO, assim como a minha AMIGA, é instável e fidelíssima ao mesmo tempo; quando gosta, adora seu “pequeno deus”. Não estou dentro do coração ou do cérebro dele, não tenho certeza de nada, mas ELE a provoca o tempo todo. Certa vez, não entendi o motivo, inventou que duas mulheres - ambas Geminianas - se degladiavam por ELE: uma professora e uma colega de faculdade, pode? Vaidade, bobagem. É o galã bem apanhado, pintoso, vaidoso, o dis putado, o troféu das fêmeas... Cutucar onça na jaula com vara curta é covardia. ELA por sua vez criou a figura de um jovem italiano que lhe dava uma rosa e um bombom - aí, raivoso, ELE insinuou para ELA a “consequência” de um único bombom. Divertido! Este meu AMIGO contou planos apenas iniciais sobre uma provável troca de emprego e de cidade, também sobre uma loja granfina que montaria, nunca mais tocou no assunto. Irrita-se quando a fulana pergunta ou sugere alguma coisa. Mas se foi ELE quem começou o assunto?! ELA se chateia com a indiferença, ELE se irrita com a insistente intromissão. Acabar uma amizade por causa disso?! Se não eram fatos reais, não inventasse; e se foram projetos interrompidos, sem ter sido um fracasso absoluto e vergonhoso, não antecipasse fazê-la vibra r junto e sonhar pela metade. Grosseiramente falando, nada elegante dar um fora numa mulher sem lhe permitir defesa. Ao mesmo tempo, como acreditar na palavra de uma mulher... Geminiana? Minha AMIGA Geminiana e EU Ariano temos uma parceria intelectual. ELA, tempo livre, dedicação quase totalmente exclusiva, se necessário emenda dia, noite, madrugada a dentro, vem o sol e sorri feliz com o trabalho feito inicialmente por mim (macho é quem faz o caminho, segura as rédeas ou o volante), relido-revisado-revisto mil vezes por ELA, encerrado, num dia pessoal que nela e para ELA deve ter milagrosas 36 horas. Sem ironia, não sei como consegue. Diz que a vida dela está ali, naquelas letras na telinha do computador e depois no papel impresso - pode ser. Que sem es te trabalho, ELA........ - não sei se acredito, ao mesmo tempo receio a tradução da incógnita. Vidinha medíocre antes de mim? Pode ser. ELA é cerebral - afirma que não poderá nunca mais viver longe do nosso duplo intelecto. EU tenho outras atividades, ocupadíssimo o dia inteiro com um trabalho bruto, masculino, com décadas de rotina. Não posso errar, lidando com máquinas perigosas, não posso errar em meu curso universitário de frias leis (campo oposto a uma empresa insensível que me exige produção perfeita diária), não posso errar na parceria cerebral com minha amiga. A cada pequeno erro com ELA, surge uma grande censura e, distraidamente, os meus erros aí é que vã o se amontoando mesmo. ELA tem tese de acusação, EU não tenho tese de justificativa. “Como é que você trocou as letras? as palavras? as frases? principalmente os títulos?!” De fato, se EU criei, EU escrevi, ELA somente corrige e revisa, como errei? Em impulsos anteriores, já a mandei lamber sabão, não foi, preferiu sempre doce de leite ou jasmim com mel. Chegamos a um ponto crucial de relacionamento em que são duas vidas e uma felicidade, a dela, em jogo. ELA que se vire sozinha, depois! Não me achou um dia? Haverá outro, outros? Faço-me um cara insensível, macho, durão de sentimentos. ELA se entrega toda derretidinha, fêmea, sensível. EU, o adorador de mulheres (sem ser mulherengo: o significado é outro), num impasse diante de uma única mulher. Por vezes me sinto de verdade o centro do universo de uma Geminiana louca... Nunca mediu esforços em me defender (?) do mundo. Brigou pesado com quem (criou o plural “quens”) ousou pensar em me substituir na vida dela... Minha advogada contra o mundo. Fidelíssima de atitudes e segredos. Sei que posso confiar. Não defini ainda se isto é bom ou mau. Ganhei nestes poucos anos apelidos carinhosos - Gigante, Cigano, Sedutor e Hipnotizador (não sei de fato se sou), Carentinho (assumo parte - todo homem sozinho é um carente potencial). Porque ambos jogamos muitíssimo pesado a partir do primeiro minuto na conquista desta amizade. E a preservação?! Extraviou-se, desperdiçou-se por caminhos vagos e múltiplos, escorreu pelos nossos dedos como areia fina de praias paulista e carioca, ELA querendo ajudar e se metendo nos meus caminhos particulares que sempre tentei conservar fechados, lacrados, exclusivos. Ora, esmagar uma Ratinha de 1.55 é muito fácil - com dois berros e a ausência do esperado “boa noite” EU já a deixo muito assustada... Não tenho a certeza de que ELA sofre e chora na antecedência de 48 horas... Acreditar à distância na autodescrição das lágrimas de uma mulher que nunca foi exatamente a minha mulher? Não é uma relação carnal - é uma união de cérebros e, como num laboratório experimental (o nosso já era palpável, concreto), tratand o-se de amizade, sem ou com emoções? É muito complicado. Pior. Se tal existe, a um mês do aniversário ELA está em pleno inferno astral (pesquisei), onde as coisas ruins se aproximam e podem acontecer. Momento de ansiedade, angústia, fim do ciclo, gotinhas de depressão... e muita lágrima. (Diz que EU, num golpe agressivo, a fiz se sentir centenária antes da hora - aliás, bicentenária, pois é toda dupla). Afinal, ELA é mulher e como toda gente não nasceu sorrindo. Adoeceu - não acreditei pois a um vag o indício de melhora imediatamente me apresentou uma reclamação, faltando apenas prometer palmadas no meu traseiro - não mandei flores, como se vê na tela do cinema. Entre um remédio e outro, um repouso e outro (apenas dormia mais cedo), eterna dinâmica cerebral, me digitou páginas e mais páginas, espécie de terapia ocupacional. Meu lado “doutor” não é a Medicina, com ramos de Psicanálise ou de Nutrição - esgotou várias barras de chocolate! Como escreveu Drummond, “E agora, José?” Vinícius foi muito mais cruel: “...que seja infinito enquanto dure.” A vida, a felicidade, a paz interior da minha AMIGA nas minhas mãos. Rsrsrsrsrsrsrs................. Sete é número cabalístico. Conto de fadas ou vida real? Devo dar-lhe simbólicas palmadas fortes de macho Gigante, enviar uma orquídea lilás e cancelar o inusitado divórcio? Ó, Ratinha, Corujinha, Coelhinha... F I M
Copyright ATHINGANOI © 2013
Todos os direitos reservados.
Este trabalho já foi visitado 423 vezes.

ENVIE este trabalho para um(a) amigo(a). ESCREVA para ATHINGANOI.

Comentários dos leitores

Quando um anjo cai na nossa vida, é colocar simbolicamente numa gaiola inivisível e não deixar voar para longe nunca mais. E marcar encontro na próxima reencarnação. Parabéns por tudo.

Postado por lucia maria em 04-05-2013

COMENTE ESTE TRABALHO, DIZENDO QUAL FOI A IMPRESSÃO QUE ELE LHE CAUSOU.





AJUDE-NOS a manter o bom nível deste portal!

Se você achou que este texto é ofensivo, imoral ou que fere
a nossa POLÍTICA DE USO, por favor, AVISE-NOS!




Autores & Leitores
  • Copyright A&L © 2005-2013
  • Todos os direitos reservados.