Página inicial do portal Autores & Leitores
Quem  |  Autores  |  Leitores  |  Associados  |  Mural  |  Dúvidas  |  Contato  |     PUBLICAR    |
Entrar | Registrar
 Esqueci minha senha
Anúncio KD Inovações Tecnológicas

Área dos LEITORES

Colunistas

Autores Consagrados

Quadrinhos

Bibiotecas Virtuais

Livros

Novos autores

Downloads

Lançamentos

Ofertas

Informações

Autores & Leitores  >  Leitores >  Novos

Apresentação de trabalho publicado

Caro leitor,

Sinta-se à vontade para ler este trabalho e deixar seus comentários.

Bons Textos!




< Visite a Página Pessoal de ATHINGANOI >


ESPAGUETE VERMELHO...OU O QUÊ?



					    
RUBEMAR ALVES Filho, filha e sobrinha se revezavam em paparicar o pai e tio. Serviam até mesmo de intérprete entre os sons dele (não o idioma, porque se recusavam a aprender alemão) e os balconistas. Nunca faria compras sozinho? Com bons anos de Brasil, sempre na mesma cidade, mas ainda falava um alemão guturalíssimo, trocava palavras, misturava os dois idiomas e os comerciantes do bairro nem sempre o entendiam. Mil gestos, armazéns pequenos, menores quitandas, depósito de pão, acabavam consentindo que pegasse e pesasse a mercadoria. Mais prático. Evitava que embrulhassem outra coisa diferente, erro só observado em casa pela mulher. Certa vez estava sozinho e comprara apenas cem gramas de feijão branco (entenderam que era comida para um papagaio alérgico a girassol), porém um cacho gigantesco de bananas maduras (logo viraram compota de emergência!) e sessenta pães miúdos... numa época ainda sem freezer e não era dia de festa ou coletivo piquenique de sanduíches na praia ou no parque. Muito claro, cabelos e olhos castanhos, alto e não gordo, mas com risada semelhante à de Papai Noel - ho, ho, ho... No bolso da camisa, as moedas certas para o ônibus, evitando perda de tempo. Sabia lidar com o dinheiro, mas... e se desse uma nota um pouquinho maior e o trocador sugerisse a ELE sentar e receber o troco depois? Entenderia a sugestão? Trabalhava no porão de casa, fabricando certas peças que não dependiam de máquinas grandes. Precisou de repente ir ao centro da cidade e voltou, como diziam popularmente na época, com “sorriso de oito centímetros” ou “de orelha a orelha” (hipérbole). ELE encontrara uma salsicha vermelha alemã legítima, a ‘bratwurst’, elabor ada com carne de vitela e toucinho, geralmente vendida a metro, que não comia há mais de vinte anos. A mulher destinara espaguete para o jantar, a salsicha comprada não era tanta assim para duas receitas diferentes, incluindo o bolo salgado, ELA propôs ferver toda a salsicha e preparar apenas um molho com aquele sabor, dispensaria a carne moída e continuaria a comida com outros ingredientes. ELE concordou. Abriu lata de ervilha, vidro de cogumelo, caixinha de creme de leite, azeitonas............... Filho e filha, crescidos, estudavam numa escola pública onde certas matérias eram semestrais, grupos de alunos em rodízio, matrículas livres, independente do sexo do aluno. Técnicas agrícolas - como lidar com a terra, plantar, colher; e Educação para o Lar - pães e massas, bolos confeitados e vestuário. O menino criou pequena horta em casa; a menina passou a customizar calçados e roupas, isto é, modificar o que vem pronto da loja, alterar tênis e jeans, diminuir ou tirar mangas das camisetas, desenhar e pintar, “vidrilhar”, “lantejoular”... - existem essas palavras? A prima chegou como hóspede em férias e foram os três pegar cenouras recém-nascidas. No que mexeram na terra, começaram a aparecer minhocas nunca vistas antes - muito mais feias, compridíssimas, finas, num tom bastante rosado. O jovem hortelão ficou sozinho na tarefa porque as quase senhoritas fugiram numa fração de segundo. Chuveirada geral. Hora do jantar. O cheiro que vinha da cozinha dava água na boca. Mãe trouxe enorme pirex fumegante, cobertura de parmesão derretido ao forno e colocou na mesa. Entusiasmo geral, ELE ensinando as letras do nome da tal salsicha e ensaiaram a pronúncia correta, até bem fácil. Pior que tragédia grega! Dramaticidade no cenário da sala. Os fios do macarrão totalmente tingidos de cor-de-rosa. Quem disse que os jovenzinhos comeram? Não houve argumento que os fizesse mastigar (engolir também?!) as ‘minhocas’. Pai ainda veio com filosofia antiga, que em tempo de guerra ninguém recusava comer coisa alguma... “porque lá na Eurrropa”......... Não, nada disso. Brasil, não havia guerra alguma, o famoso pão com ovo frito cobre qualquer ausência de comida melhor. Aí, no dia seguinte........................ o grande bolo salgado foi devorado com muito prazer. E por sobremesa ‘kasertorte’ (torta de queijo) com calda de geléia de damasco. Aufwiedersehen, caro leitor! F I M
Copyright ATHINGANOI © 2013
Todos os direitos reservados.
Este trabalho já foi visitado 461 vezes.

ENVIE este trabalho para um(a) amigo(a). ESCREVA para ATHINGANOI.

Comentários dos leitores

Uma estorinha e tanto... De fato, após minhocas cor-de-rosa, espaguete da mesma cor? Boa cena familiar. Parabéns!

Postado por lucia maria em 18-05-2013

COMENTE ESTE TRABALHO, DIZENDO QUAL FOI A IMPRESSÃO QUE ELE LHE CAUSOU.





AJUDE-NOS a manter o bom nível deste portal!

Se você achou que este texto é ofensivo, imoral ou que fere
a nossa POLÍTICA DE USO, por favor, AVISE-NOS!




Autores & Leitores
  • Copyright A&L © 2005-2013
  • Todos os direitos reservados.