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ESPIAÇÃO versus EXPIAÇÃO



					    
RUBEMAR ALVES Foi assim. Por acaso, descobri na Internet uma pessoa da qual EU não tinha notícia há muitos anos. Séria consulta a uma repartição pública, havia um recado geral e o horário naquele momento: “Volte daqui a 30 minutos.” Resolvi brincar, do fundo da memória me surgiu esta “indivídua”, digitei por acaso o nome dela e espantado com a surpresa a descobri num blog pessoal. Espiei o que ela e outras pessoas conversavam em aberto, antigos amigos da cidade luso-africana espalhados pelo mundo. (Fomos Brasil-Colônia, nunca tivemos colônia, amém!) Atual clube em Lisboa onde se reúnem anualmente. Notícias de quem emigrou para outros países. Sim, deixei recado, endereço eletrônico (pra quê tal idiotice, Mein Goten?) e meu telefone no Estado de São Paulo. Na manhã seguinte, ligou, cantarolei “Parabéns para mim...” (de dois em dois anos, algarismo final ímpar na... (ensurdeçam ou falem baixo) quarta dezena... tolo psiquismo consciente e vaidoso, EU odeio a data), era meu aniversário, ELA não lembrava mais, e contamos mutuamente novidades de longo tempo sem contato. Como esta fulana, branca, residira em Angola (minha correspondente epistolar na inquieta adolescência) e o tal blog inclui o nome da cidade africana, passei a receber também mensagens diretas da feliz população na ex- colônia portuguesa. Conseguiram me achar e divulgar. Facebook, Orkut, e- mail. Bom, pelo menos ninguém telefonou. Espiei notícias de política e reconstrução do país, principalmente. Boa sorte para ex-oprimidos, hoje até podendo ser livres universitários! Minhas doses de misantropia e alguma blindagem: não me interessei - sem a intenção de ofender alguém, conversar à toa com desconhecidos, não. Li e excluí recados muitas vezes. Ora, como um destes rapazes negros que me digitou tem parentes na Ásia onde houvera também colônia portuguesa, ele declarara isto quando espiei apenas curiosamente notícias ainda de Angola, passei agora a receber notícias deste outro continente, EU mais uma vez desinteressado - alheamento, indiferença. Um grupo disperso de asiáticos (não aceito chamar alguém de... amarelo) me descobriu, ou foi apenas um cruza-cruza de Internet, “o amigo do amigo do amigo não sei onde...”? Agora mais pessoas digitando para mim. Espiar, espiei, mas no mesmo desligamento ante desconhecidos. Bom, o lado agradável (finalmente!) é que da Oceania me enviaram virtuais colares de conchas e de flores, espiei danças maravilhosas, ‘saboreei’ frutas e peixes criados e aperfeiçoados pela Mãe (não tem Pai, não?) Natureza. Se concretos, palpáveis, reais, quantas salas e varandas ajardinadas EU encheria? “Fui” indiretamente parar na América - Norte, Central, Sul (bom, aqui EU já estava e foi onde o meu “tudo” começou). Repetiam para mim notícias já divulgadas na tevê e nos meus jornais de final de semana. Até nativos índios (os tais vermelhos?) me digitaram. Toda essa gente me digitou? Digitaram para mim? Puro engano. Presente do indicativo do verbo “(me) perturbar”... Eu não perturbo (ninguém), tu me perturbas (...) eles nos perturbam. Na telinha, mas aí acho que cochilei diante do computador após um dia de trabalho cansativo e pesadas aulas noturnas, uma “pinguinha” em balé gelado me acenando com as asinhas, espiei olhos e boca maquilados, tiara de ouro e pedra brilhantes, brinquinhos verticais, elegantíssimo smoking feminino: “OI, TIOZÃO!” (No outro extremo do globo terrestre, a ursa branca de colar de pérolas devia estar hibernando.) Pior que tudo, os lembretes sobre pessoas com quem não tenho a menor intimidade, nem conheço, de quem nunca ouvi falar: “CXRCIÕ faz aniversário dia tal.” (Já fiz há tempos.) “EÇHÁCYE casou semana passada.” (Assunto desinteressante.) “RECMUZTB escreveu um livro.” (E daí? Também sou escritor.) Fim da noite, lar doce lar. Tarefa já rotineira após 22 :30 “ad infinitum”: deletar, eliminar, excluir - há outros sinônimos? Ai, ai, ai. Estou expiando todos os meus 7 pecados capitais (e por piada, os do interior também), só pode ser. F I M
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Comentários dos leitores

Meu hoje galã maduro escrevia a lápis aos 7/8 anos, eu sei... e já seduziu a angolana. Agora, pinguim fêmea e ursa dizem: "Oi, tiozão!" Gabriela de Ilhéus e eu falamos "Moço bonito!" Adorei.

Postado por lucia maria em 24-05-2013

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