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COM AÇÚCAR E COM AFETO "MEU REI"!



					    
RUBEMAR ALVES Não é noite de karaokê, caro leitor, nada disso. Mesmo porque, ELA jamais botou a mão num microfone. Sem perceber, ações condizentes com a canção do CBH, seu compositor predileto. O cara não fica em casa a não ser ao final da noite, quando já é hora de dormir. Não se cansa. Acorda pouco além de cinco e meia de segunda a sexta, coitado, e vai trabalhar no que ELA chama “empresa sanguessuga”... O horário exato de saída nunca revelou e a mulher jamais conseguiu descobrir - quatro e meia? cinco? Sim, é o salário que os sustenta, não há como escapar, mas desconfia que certas ‘horas extras’ são falsas - não que ELE tenha outra mulher, absolutamente, é apenas um desejo súbito de evasão, de liberdade, mesmo que seja rápida e ilusória. Sábado? Ah, tem inglês, tem alemão (javanês, não - seria demais!), tem oratória, tem LIBRAS, tem que ensaiar música sertaneja. Domingo? A paz no lar, finalmente. Doce predileto dele? Houve certa fase de bolo gelado com recheio de abacaxi e creme de leite, mas então ELE ainda não a conhecia, almoçava diariamente com uma companheira de trabalho e a sobremesa era sempre esta. Contava rindo - que a moça declarou estar apaixonada, o carentinho paquerador em suspense, definiu-se pelo bolo, rapaz ofendido a partir daí. Ser trocado por... um pedaço de bolo, ELE que se julgava um verdadeiro doce tentador... A mulher lhe surgiu com receitas de muitas gemas e ELE se rendeu às doçarias mineira e portuguesa, populares em todo o Brasil sem dúvida alguma. Quindim, baba-de-moça, pudim de doze gemas e um ovo inteiro, folhados com recheio de nozes. ELA aprendeu com a mãe uma receita amorosa infalível - dar-lhe na boca as colheradas da doçura... Dá certo? Pois sim. ELE vem da usinagem onde já usou o chuveiro bem quente; existe um bar em cada esquina, guarda o carro na garagem de casa, beijo rápido na mulher e rua novamente. Mesmo que seja uma fuga rápida. Não ingere álcool, mas senta bem tranquilo, refrigerante, amendoim torrado ou azeitonas sem caroço ou pedaços diminutos de queijo. Surge logo quem puxe assunto, conversam futebol, alegrias e tristezas de um sãopaulino ‘doente’. As moças passam num rebolado provocativo. E como olha! Olhar não atrai nem traz pedaço, que pena... (Qual pedaço?) Escurece. Mais um copo. Se tiver aula nesta noite, às vezes o terno mais bonito já está a espera no carro: caminho reto para a faculdade. Não tendo, ou o pano verde e as bolas coloridas da sinuca ou um ADONIRAN BARBOSA bem batucado na diminuta caixinha de fósforo, outro usa o garfo na garrafa de vidro, novos copos, contam e recontam (mentirosas) conquistas, soltam palavrões masculinos, muita risada... De repente, ELE conscientiza: a coitada talvez ‘sofrendo’ em casa. Improvisa teatralmente (não estudou artes cênicas) um ar de cansaço e incompreensão. Acena em despedida: “Amanhã novamente.” Vai embora, passo firme de macho. ELA improvisa um ar piedoso (estudou artes cênicas), como se fosse “uma mulher de Atenas” (ave, CHICO!), esquenta o prato dele no forninho elétrico, beija o retrato (não o original com cheiro do cigarro e da cerveja dos outros) e abre os braços para ELE. Felicidade é passar no vestibular e ter quem o espere tarde da noite.......... sempre com açúcar e com afeto. F I M
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Comentários dos leitores

Amo o Chico, meu poeta - carioca e geminiano. Importante: duas grandes qualidades. Bom retrato da mulher, coitada (coitada?!) que não tem um botequim feminino para se espalhar. Estória muito real! Gostei.

Postado por lucia maria em 26-05-2013

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