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OVO...DE COLOMBO OU NÃO?!



					    
RUBEMAR ALVES OVO - Cientificamente, “excelente fonte de colina (excelente para as funções cerebrais); potencial emagrecedor; rico em vitaminas D e B12 (na clara), A e E, ferro e selênio (na gema); incluído em dietas de caloria (tem apenas 80); diminuidor de ansiedade (menos fome para as refeições após café da manhã)”. A MULHER ainda não mal intencionada leu isto na revista feminina com ilustrações, dispensou-as, digitou o resumo e guardou. Pesquisou e achou o ovo como “tradição milenar , anterior mesmo ao Cristianismo, porque o ovo é fertilidade e representa a vida e, assim, ovos eram trocados entre amigos e parentes no Equinócio da primavera (21 de março) em que deixavam para trás o frio do inverno e reflorescia a natureza. Simbolicamente ovos eram até enterrados em locais de futura colheita. Depois esta cultura pagã foi integrada na Semana Santa, representando a ressurreição de Jesus Cristo”. (Não, não e não... Ovo de galinha somente com a casca pintada? Coisa sem graça. Mas num tempo antigo por certo não haveria chocolate na Europa, compras pela Internet etc. etc. etc.) ELA não pode imaginar um mundo sem laranja (suco geladinho!), ovo (e o pudim de gema?) e... chocolate. Aí, resolveu unir o útil ao agradável. Saiu à tarde, era ainda sexta-feira, friozinho do início de junho, e comprou com o cartão de débito o material necessário. No domingo, super café da manhã. Café, leite puro, chocolate quente, pão fatiado e torradas, queijos, presunto da beirada branca, duas fatias de carne assada ao vinho tinto, um potinho com picles, geleia de morango, sucos de laranja pura e de abacaxi com hortelã, pudim de clássica receita portuguesa (onze gemas e um ovo inteiro), dois bombons no feitio de coração, bolo de laranja, calda numa vasilhinha à parte... /ELA congela quaisquer sobras, caro leitor. Embrulha em plástico - faz etiqueta com nome e data. Na verdade, um único dia de muito “trabalho” e logo em seguida muitos d ias de enorme preguiça. ELE sabe e ri, o que a deixa louca-furiosa numa fração de segundo, aí o beija no alto da cabeça, se estiver sentado. Ou na altura do peito sem usar a escada./ ELA percebeu que ainda faltava alguma coisa, mas assim de imediato a ideia não veio. O MARIDO cretino, só o chamando assim, entrou na cozinha bocejando, robe acetinado azul-marinho, sentou-se, olhou como que indiferente a mesa arrumada em lauto banquete matinal, não comentou, não elogiou, bocejou novamente, e apenas emitiu duas idiotices. Bom, porque se houvesse uma terceira, divórcio na certa!!! Esticou a grande mão masculina bem perto dela, a direita, abriu os dedos, com a mão esquerda apontou um deles e falou sua própria sentença condenatória: “Um. É seu aniversário hoje?” (ELE nunca esquece, tinha sido poucos dias an tes, mas gosta de brincar com o que ELA chama “o dia mais importante do mês de maio!!!” - apontou outro dedo.) “Dois. Esqueceu de fritar dois ovos para MIM?!” Este ‘mim’ em voz bem alta, num quase grito. ELA decepcionada e infeliz? Nunca! Lembrou-se de duas estórias de outra pessoa da familia, bem mais velha. Sempre escutou falar: “Quem sai aos seus, não degenera.” 1 - A prima, quase gêmea porque nascida depois com poucas horas de diferença, a provocou três vezes, número limite na paciência dela; pegou uma tangerina maduríssima, quase estragada (bendito acaso!), simulou um escorregão, esmagou no alto da cabeça da outra que teve que sofrer calada. Impossível contar à tia o que fizera e dissera antes. 2 - Sem querer, foi por acaso (bendito acaso!) que sentou em cima da merenda escolar, esmagou pão e goiabada, o menino do banco de trás puxou-lhe o cabelo, “eu-te-amo...” - zás-trás (ainda não era o tempo do vapt-vupt), esfregou o doce vermelho na cara dele, a turma toda às gargalhadas, teve que sofrer calado. Impossível contar à professora o que fizera e disseram antes. Repetir a façanha. Mas como? Dizer ao Gigante para baixar a cabeça porque ELA pretendia......... Impossível uma reclamação pela terceira vez?! Sim, porque ali na casa de apenas dois moradores ELE não teria a quem se queixar... Para ELA o impossível do ‘fazer’ não existe. Ah, que bom, o Gigante Cigano estava sentado! Pegou dois ovos na geladeira, chegou perto dele (que na noite de quinta-feira lhe dera 30 reais para r evista feminina, flores e bombons), beijou-o no rosto, pronunciou ECCE HOMO (ELE adora latinidades - ELA usou a expressão dita por Pôncio Pilatos), simulou escorregar, certinho, e quebrou os dois ovos na cabeça dele, não era coroa de espinhos nem sangue, mas escorreu tudo pelo rosto. A casca de um ovo caiu ao chão, o outro ficou equilibradinho sobre o cabelo dele. Ovo (de Colombo?) em pé deve ser isto. Bom, foram juntos para o chuveiro e a uma oferecidinha “Madalena” quem resiste? ELA vingada e imediatamente absolvida sem tribunal - juiz não ofendido atribuiu a um mero acidente doméstico. F I M
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Comentários dos leitores

Com um banquete desses e o cara ainda pede dois ovos fritos?! Belo castigo e ainda foi pouco.......... Eu o faria engolir a frigideira. Três estórias numa só. Amei. Você é brilhante. Parabéns!

Postado por lucia maria em 16-06-2013

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