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RUBEMAR ALVES Um tanto forçada, mas cabe aqui à expressão latina “O tempora, o mores”, em cada tempo um costume, pode ser. ELA não era tão pequena e aprendia fácil. Nasceu num bairro e mudou para outro, agora bem mais perto do centro da cidade, a caminho de fazer 5 anos. Antes, na residência anterior, talvez fosse também assim. Na manhã de 25 de dezembro, a garotada - meninos e meninas de idades diferentes - sentava na porta de casa com os brinquedos ao redor, para exibir aos amigos. Sentados, calados, quase nem se mexiam, mas era o momento de ‘aparecer’ - exibiam bolas (às vezes papel socado dentro da meia velha da vovó, dinheiro sempre curto), peteca, pião, soldadinhos de chumbo (não a caixa com uma dúzia, “Vá juntando devagar...” - comprados avulsos era mais barato), panelinhas e forminhas ou mini jogo de jarra de vidro e seis copinhos, livros de história (a palavra ‘estória’ se popularizou muito depois), bolas de gude, vassoura e rodo pequenos (mãe mal intencionada...), bonecas de pano ou celulóide (algumas vezes a mesma boneca velha que apenas tomara um banho, penteara os cabelos de linha ou lã e ganhara um vestido novo de retalhos coloridíssimos com sobra de rendinha : “Ué, este ano Papai Noel só pôde trazer o vestidinho...”), carrinhos de madeira ou lata (plástico menos popular ainda), moveizinhos pintados ou envernizados (pai jeitoso fazia ‘milagres’ com a caixeta de goiabada), joguinhos de papelão e dados (mais caro!), de raro em raro um bicho de pelúcia.................. etc. etc. etc. Raríssimo alguém ganhar bicicleta no Natal. Não havia ainda o crediário facilitador. (E mesmo: para brinquedo???!!!) Na atualidade, os meninos grandes, trabalhadores, compram seus próprios brinquedos - tipos diversos de sofisticados celulares, filmadoras, tevê de bolso (pode ser de bolsa?) ou para o carro, aparelhos variados da mais avançada tecnologia... etc. etc. etc. Como exibir o que possui? ELE pensou, pensou, pensou. Às 14:36, comunicou a ELA que iria dormir um pouco. Sim, agora ainda estava NO quarto e digitou um curto e-mail para a amiga carioca, enviado às 19:02: “Não estou nem em casa. Mensagem através do meu tablet, mas a bateria está acabando. Boa noite.” Numa noite de sábado, ELE quis se exibir... e mais nada. “Mostrara” o brinquedinho! 1-Super vaidoso e exibido galã. Não provou não estar em casa nem estar num clube ou motel acompanhado de agradável figura feminina (ELE atrai muitas - Gigante Cigano? - não se fixa em nenhuma). 2-Apenas contou sobre o brinquedo que em verdade a amiga não viu. 3-Só que nem sempre ela acredita... Consequência braba: ELA sabe o que é tablet, mas sentiu o desejo súbito de devorar inteirinho um tabletE de chocolate e na geladeira, de gulodice imediata, exatamente como na quase distante noite de domingo em que se conheceram (uva, bolo e vinho!), apenas pequeno cacho de uvas verdes (aí, já é outra estória grega...), uma única fatia magra de bolo seco e um copo de moscatel; ah, achou lá atrás um potinho de coalhada (mineira legítima?) e 7 amoras maduras... “Serve isso mesmo!” Coincidiu com a tradução-piada que alguém fez: “Olha o tempo da amora...” E houve também quem declarasse amora como sinônimo de amor... Acontece que ELE escreve trabalhos para sites literários. ELA faz a revisão e controla a lista de títulos: publicados e ainda não publicados - acompanha movimentos de leituras. Descobre tudo, mesmo não sendo bruxa Wicca. O charmosão distraiu-se. Digitou páginas e mais páginas. Publicou um CONTO enorme às 19:39, uma CRÔNICA às 20:14 e um POEMA às 20:45... (Alienadinho, como sempre, ELE esqueceu que Internet ‘dedura’ tudo e todos, modernamente.) ELA o admira muito e, por diplomacia Geminiana, contorna todas as, nunca prejudicais e graves, mentirinhas, estórias dele. Pesquisou. Não localizou em latim “mentira tem perna curta”. ------------------------------------------------------------------------- NOTAS DO AUTOR: CÍCERO (cônsul de Roma, advogado, escritor e reconhecido orador), ano 63 a. C., num célebre discurso contra CATILINA (político derrotado que preparava um golpe contra o Senado romano), deplorando a perfídia e a corrupção de sua época: “Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? O tempora, o mores!” (Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Ó tempo, Ó costumes!) RONALDO SIMÕES COELHO, mineiro de São João del Rei, 80 anos, psiquiatra, poeta, contador de estórias, inclusive infantis, sério tradutor de latim, piadista-otimista - “Olha o tempo da amora!” Origem do provérbio - Paris, final do século XIX, HENRI DE TOULOUSE- LAUTREC, pintor francês, famoso pelas estórias que contava nos bairros parisienses de Pigalle, entre uma litografia e outra: mentia tão bem quanto pintava cartazes de shows. Defeito físico eram as pernas curtas. F I M
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Comentários dos leitores

Ih, você errou! Para o Jorge Mautner "amora" não é sinônimo de "amor" e sim feminino. Falta de atenção: não viu o -a final? Conheço bem essa estória familiar de exibir presentes, mesmo pobres. Obrigada. Parabéns!

Postado por lucia maria em 22-06-2013

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