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DRAGÃO, MINI DRAGÃO, JACARÉ, LAGARTIXONA...



					    
RUBEMAR ALVES Embora as descrições fossem atrapalhadas, o fato aconteceu de verdade sem que de imediato as autoridades soubessem explicar na certeza. Oficialmente, o bairro era Engenho Velho, aparecia este nome em documentos de cartório, rua nas proximidades de um largo, então todos diziam morar “na” praça da Bandeira. Outra vez o Rio de Janeiro se modernizando, mais um “bota-abaixo” das casas e prédios comerciais a caminho, agora para a abertura da avenida Presidente Vargas. A mulher acordou a hora de costume e viu um DRAGÃO no assoalho (madeira, na época) do quarto. Fechou, abriu os olhos novamente. Ora, o dragão idem: fechou, abriu os olhos novamente, como se piscasse para ela, e (teve esta sensação)... sorriu amistoso. Quarto de porta aberta, gritou, o bicho correu assustado e desapareceu. Atribuiu a estranha visão a um sonho mal encerrado e justificou o grito apenas porque o despertador enguiçara e o marido tinha sono pesado. O padeiro-ambulante morava na mesma rua, veio com o cesto e a mercadoria diária, contou que em casa, logo cedo, aparecera um MINI DRAGÃO na cozinha - somente a mulher dele, professora contadora de estórias, viu. “Não, não acreditei!” Com o passar das horas, os moradores se alvoroçaram com o JACARÉ, o LAGARTO, a LAGARTIXONA aparecendo em diversas casas. As mulheres viam, os homens negavam (machões!) e atribuíam as estórias a uma histeria feminina. Observaram que só estava acontecendo na calçada onde a numeração era par. Beata pensou em exorcismo - bobagem... O boato chegou ao local da obra e um engenheiro, até então incrédulo em todos os significados, veio investigar. Acontece que um dos tais répteis apareceu na rua e foi fotografado. Outro foi atropelado perto dali. Então era real mesmo. Nas casas, pediu a descrição exata do bicho. Entre dragão e lagartixona, tirando a diferença de tamanho por causa do medo e nomenclatura, sempre descrito em vários tons de cinza... Então era a mesma espécie de bicho. Pensou nas possibilidades. Mesmo ser ver as plantas de construções, todas da mesma época, percebeu encanamentos bastante largos. Bichos semelhantes passaram a ser vistos também no próprio local da obra, historicamente um pântano muuuito antigo, e teriam aparecido nas casas através do vaso sanitário, mesmo tampados; eram bichos fortes capazes de forç ar a tampa, sair, e esta cairia no mesmo lugar. Explicação lógica. Quanto a fugirem, talvez se escondessem num canto qualquer e depois corressem na direção dos quintais ou da rua... sem desmaterialização alguma. Caiu a venda de jornal: acabara o encanto. F I M
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Comentários dos leitores

Verdade porque é assunto de minhas antepassadas e o ouvinte logo criou uma estória. A rua ainda está lá... Só faltou um "iguana" (verde?) importado com mala de turista. Agradeço. Parabéns!

Postado por lucia maria em 03-07-2013

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