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INDELICADEZAS, DEPOIS SUTILEZAS: O JOGO DA DIPLOMACIA



					    
RUBEMAR ALVES Entre os dois, a diferença fatal de 13 anos. Não: sem numerologia contra ou a favor, sem superstição. Nada disso. Ela treze anos mais velha. Teria sido mãe precoce, mas não eram mãe e filho – namoravam-se. Como todo mundo namora. Muitas afinidades – filosofia de vida, ideologias, gostos artísticos, sexo, por aí afora. Mesmo nas afinidades, ELE colocava certas restrições que ELA contornava com a maior facilidade. Nunca atritos sérios, viol entos. Diferença drástica de temperamentos. Nascidos na mesma data. ELA menstruando, podendo procriar; ELE vendo a luz do mundo, perdendo o cordão umbilical. ELE, introvertido, enjoado para tudo e todos, cético, quase pessimista; ELA extrovertida, tipo que gosta de tudo e todos, muito falante, alegre, divertida. Conheceu familiares dele, simpatias mútuas, mas pairou interrogação no ar. Até ELE amadurecer mais pouco, ELA perto de quarenta anos ou mais, relógio biológico recusando a maternidade. ELE, razões pessoais, não pretendia casar nem ter filhos. Palpite todo mundo dá... ELA, por conta própria, começou a achar que tolhia nele a liberdade há dois anos e, embora com muito sofrimento para ambos, se separaram. Numa reunião de jovens, ELE conheceu OUTRA e houve um instante de grande atração física. Na atualidade, juntos em outros dois anos. ELA ama a liberdade - sair, viajar, sempre com irmãs ou primas. Aconselhei-o a deixar a gaiola aberta. --------------------------------------------------------------------------- Ora, estes mesmos familiares que tinham conhecido e simpatizado muito com a primeira, conheceram esta também. Convidaram o rapaz para um almoço e ELE perguntou se poderia levar um AMIGO, que todos já conheciam, e a nova NAMORADA. Ao fundo do telefonema, ELE escutou um sussurro de “Graças a Deus!” – poderia até não ser com ELE, reagir como?! Houve um contratempo e a solução prática foi encarregar o AMIGO de ir com ELA, ELE iria depois. Desagradável lembrar! ELA foi apresentada aos tais familiares e não FOI “otimamente” recebida nem “maltratada”: apresentação como que de total indiferença. O clima foi ficando cada vez mais pesado. E o rapaz nada de chegar para o almoço. Na cara, começaram a comparar como a antiga estaria se comportando ali – alegre, falando assuntos ora cultos ora divertidos, dando risadas... essa, retraída, insegura. Uma das tias trocou propositalmente o nome, e chamou-a pelo nome da mais velha. O AMIGO, até então contemporizando, equilibrando as situações, sentiu-se quase perdido. Concentrou o pensamento, inspirou-se e deu uma bruta gargalhada. Imediatamente olharam todos na direção dele... Não deu tempo a que perguntassem coisa alguma ou perderia o rumo do texto ainda sendo inventado na hora. “É que de repente EU lembrei de uma namorada que EU tive. Nada a ver com ninguém aqui, nada, nada, nem sei como e porque lembrei disto agora, assim, sem lógica e de repente. Desculpem, certo?” Despertara a curiosidade geral. Um homenzarrão em gargalhada trovejante. São Pedro mandando raios para a Terra ao meio-dia de um céu totalmente azul. Pediram a estória que ELE desenvolveu como quem puxa a interminável linha de um novelo recém-aberto. Fez gestos, coreografou rápidos passos de dança, bebeu água imaginária, coçou-se, assoprou vela de aniversário, imitou voz feminina, imitou um sogro inexistente, arranjou um qüiproquó de complicada resolução......... Riu, todos riram junto, chorou, penalizaram-se. Ou seja, quebrou a tensão desagradável, a garota secou automaticamente as lágrimas a caminho, riu também... acreditando na estória, como todos acreditaram. Taí, daria um excelente contista! F I M
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Comentários dos leitores

Esse acompanhante por certo era Geminiano porque já me vi em situações assim esquisitas e equívocas de ter que improvisar textos e fazer "teatrinho" na hora - adoro fazer rir... Parabéns, Senhor Zangadão Ariano!

Postado por lucia maria em 06-07-2013

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