Página inicial do portal Autores & Leitores
Quem  |  Autores  |  Leitores  |  Associados  |  Mural  |  Dúvidas  |  Contato  |     PUBLICAR    |
Entrar | Registrar
 Esqueci minha senha
Anúncio BAC

Área dos LEITORES

Colunistas

Autores Consagrados

Quadrinhos

Bibiotecas Virtuais

Livros

Novos autores

Downloads

Lançamentos

Ofertas

Informações

Autores & Leitores  >  Leitores >  Novos

Apresentação de trabalho publicado

Caro leitor,

Sinta-se à vontade para ler este trabalho e deixar seus comentários.

Bons Textos!




< Visite a Página Pessoal de ATHINGANOI >


GÊMEA" 10 ANOS MAIS NOVA



					    
RUBEMAR ALVES PRIMAS. A ‘mais velha’ (filha única) nasceu às 16:20 de uma terça- feira, 30 de maio de 19......... A ‘mais nova’ (terceira de quatro irmãos) às 2:10 da madrugada, já na quarta-feira. Quanto a isto, “quase” GÊMEAS. Amigas e harmoniosas até 23 ou 24 anos de idade. Bom, cada vez menos amigas, cada vez mais desarmônicas, perto da graduação zero. Tempo mais antigo, crediário bobo até mesmo para coisas baratas dependia de fiador, não existiam cartões fáceis de débito ou crédito. Filosofia era não ter certas coisas em paralelo a não ter dívidas. A casa da PRIMEIRA era mais pobre, zona norte, subúrbio leopoldinense perto da (hoje faladíssima) Avenida Brasil, durante uns bons anos ainda com geladeira não elétrica, de barra de gelo recebida do botequim às 7 da manhã, pagamento todo sábado, ao início da noite uma vizinha (no tempo dos bons vizinhos, ofereceu!) dava forma de alumínio com um ‘gelão’ redondo. Ah, e nada de televisão ou vitrola, nome da época! Rádio elétrico e depois unzinho de pilha. Sem complexo, sem trauma, não podia era faltar o jornal dos domingos e das quintas-feiras, onde minha AMIGA, sócia do Clube das Leitoras, publicava assiduamente receitas culinárias, ensinamentos úteis, desenhos de bolos artísticos etc. Nem “percebiam” não ter isto ou aquilo, se comparando a amigos ou parentes... Importante nunca faltar comida. Primos mais velhos já casados, todos residindo próximos, ali mesmo na Ilha do Governador. A casa da OUTRA foi melhorando, se enfeitando, ‘perto de quase’ sofisticando. Tempo mais antigo, pré-pré-pré celular. Bilhetinhos via correio? A primeira mandava, a segunda nunca respondeu, acabou desistindo. Intervalo cronológico - duas décadas e mais um bocadinho. A PRIMEIRA teve empregos variados antes de ser professora. Na escola, em meio a tagarelice útil-inútil, alguém advertiu para levar carteira de trabalho a uma agência qualquer do INSS para contagem de tempo de serviço: futura (ainda longínqua) aposentadoria. Estava a segundos de ser atendida, quando surgiu um bêbado mal cheiroso, chapéu de palha amassado, roupa em frangalhos, também carteira na mão, toda molhada e em consequência manchada, para a referida contagem. A funcionária pediu licença e achou melhor “despachar” dali o pobre coitado incomodativo: “Atenderei o senhor prioritariamente...” Ah, e sorriu para ELE - por certo vocação para assistente social... ou mesmo freira não realizada?! Tudo na vida tem sua hora marcada, o ser humano, eterno insatisfeito, é que costuma reclamar o tempo todo. E a moeda tem duas estampas. Nada acontece por acaso. Encontros, desencontros e reencontros? Talvez. Para se distrair, minha AMIGA olhou para o lado. Um rapaz com uma certidão de nascimento e a eterna Geminiana bisbilhoteira leu. Viu nome da criança, filiação, nomes dos avós (não: bisavós não constam). Choque! Pa- ren-te-des-cen-den-te. Pegou o rapaz pelo braço e o levou até a mãe, num banco de espera. A senhora olhou, conhecera há muitos anos um rosto igualzinho. Entendeu rápido. Pela idade do atual, neto de fulano, sim, este sendo bisavô da recém-nascida... Clones? Diferença apenas na cor dos olhos. Rapaz um tanto avoado, alienado, bela figura, por certo mulherengo, gesto de adeusinho para toda moça desconhecida, à janela dos ônibus que passavam. Estórias rápidas e descompromissadas de ‘quem-foi- quem, quem-é-quem, onde-anda-quem’, ELA tomou coragem e perguntou pela “quase” GÊMEA. Sobrinho deu notícia: “Está noiva... 35 anos...” (Era só em conta rápida lembrar e calcular a tia três anos mais nova que a mãe dele.) Como possível, se minha AMIGA fizera 45? Botequim da esquina, empadinha de queijo, guaraná, brindaram “O mundo é pequeno...” - diplomaticamente (signo versátil ou mil adaptações?), embora não merecendo ‘discreção etária’, ELA preferiu não desmentir a OUTRA. F I M
Copyright ATHINGANOI © 2013
Todos os direitos reservados.
Este trabalho já foi visitado 324 vezes.

ENVIE este trabalho para um(a) amigo(a). ESCREVA para ATHINGANOI.

Comentários dos leitores

O conto mostra nitidamente duas Geminianas - a sua amiga (que escrevia em jornal e cartinhas) e a outra. Diferentes, hein? Aprendi desde cedo que num grupo de 5 dedos um é bem diferente do outro. Paraéns!

Postado por lucia maria em 24-07-2013

COMENTE ESTE TRABALHO, DIZENDO QUAL FOI A IMPRESSÃO QUE ELE LHE CAUSOU.





AJUDE-NOS a manter o bom nível deste portal!

Se você achou que este texto é ofensivo, imoral ou que fere
a nossa POLÍTICA DE USO, por favor, AVISE-NOS!




Autores & Leitores
  • Copyright A&L © 2005-2013
  • Todos os direitos reservados.