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NÃO, EU NEM REPAREI...



					    
Aprendi que o ser humano e os animais superiores só prestam atenção ao que vem de encontro aos seus interesses; se um objeto tem relação com uma necessidade do indivíduo, este o isola dos demais, rejeita, ignora os outros, e o percebe em particular. Aprendi também que a excitação se concentra em determinada área do córtex cerebral... Como fatores de atenção, teríamos: a intensidade das estimulações - sons muito agudos ou muito graves; a subitaneidade - alteração súbita do ambiente, como por exemplo um som agudo substituído por um grave, cor preta substituind o cor amarela; a novidade - algo desconhecido que nos é apresentado pela primeira vez; interesse súbito - o odor de uma comida ou um perfume ou saber nota da prova; interesse convencional - ver no atlas certa cidade para passar um feriadão. Anotei sem maiores preocupações e precauções. Repito sempre que EU não sou ciumento, apenas zelo que me pertence. Quando EU era garoto, construí um caleidoscópio - criei, era meu, só EU brincava. Egoísta? Vê-lo quebrado na mão de um intrometido? Festa no meu sindicato e ELA me exigiu sairmos da ‘quase’ clausura. Não entendi a razão, mas o convite pedia a todos os homens comparecerem em trajes azul marinho, admissível jeans. Saí todo arrumadinho, perfumado pelo sabonete. No clube, de repente, surgiu o mais recente companheiro de trabalho. Apenas três meses na empresa. Parecia uma “árvore”, palavra. Calça marrom, camisa de malha verde-água e uma jaqueta verde-garrafa. Não demorou muito, pegou o microfone e pôs-se a cantar canções românticas - mescla de sons agudos, frases em sons graves. O salão um tanto escurecido, a iluminação sobre ele fazia brilhar a tal jaqueta. O mulherio delirava. Se ele trouxe de casa ou não, surgiu um balde enorme cheio de rosas que o cretino beijava e atirava para ELAS......... Veio para nossa mesa, perfumadíssimo a sândalo, que ELA adora, beijou galante a mão da minha mulher, engoli em seco e ele puxou um assunto comprido sobre Campos do Jordão, uma das cidades prediletas dela. Praticamente me senti inexistente ou invisível. EU não podia ser por demais grosseiro, ao mesmo tempo a vontade era dar-lhe um soco. Muito descaramento. ELA não dança, nem sabe se sabe dançar. Aí, ELA ficou praticamente entre dois fogos - de pé, ele a chamando para dançar, ao mesmo tempo o “incrível marido valente”, como me chama às vezes, também de pé... Aprendi também que a fadiga pode ser muscular, auditiva, nervosa, mental etc. No caso da fadiga mental, acontece justamente da fixação da atenção por muito tempo sobre um mesmo conjunto de estímulos. Sim, eu também anotara. Lembrando as minhas anotações... Segurei-a pelo braço, forçado sorriso: “Você está muito cansada, querida!” No carro: “Mas que tipinho ordinário! Roupa contrária ao solicitado... Você reparou a rebeldia do pseudo galã?” “Não, eu nem reparei...” Em casa, meu castigo foi dormir no sofá, mas que tem espaço para duas pessoas... abraçadinhas. Não precisei chamar - veio espontânea, carinhosa. FONTE: Psicologia Educacional, cap. A atenção e a fadiga - Lannoy Dorin. F I M
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Comentários dos leitores

Você não é "nada" ciumento, hein? Mas é muito gostoso ser agarrada pelo braço e ouvir de um cansaço inexistente. Conto de autor sensível! Adorei.

Postado por lucia maria em 10-08-2013

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