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UM CENTÍMETRO A MAIS...OU...EU/ELA/NÓS (?)



					    
NÓS nos conhecemos na situação inusitada de LÚCIA MARIA pensar que EU era um amigo dela que desaparecera; demorou até que EU conseguisse provar que EU era EU, e não o OUTRO. Mesmo ELA com dúvidas, ficamos íntimos rapidinho. Como ELA às vezes faz pesquisa sócio-psicológica-etária-sexual- comportamental-filosófica e sei mais lá o quê, a fonte é entrar em redes sociais e conversar exercendo uma variante de idades (cidade não muda nunca, fidelíssima!) e ocupações. Personagens, que vêm do grego ‘persona’, máscara que os atores usavam no palco ao se metamorfosearem... nas outras pessoas. Sei as três salas preferidas que minha hoje amiga freqüenta pois justamente o anterior a conheceu numa destas, sumiu temporariamente, numa noite de domingo vazio EU surgi com o mesmo nick literário e, sem intenção real de enganar (não sou bruxo - não faço mágicas nem adivinho nada!), fui mesclado com um quase rival. Rival?! É. Rival, sim, sem dúvida alguma... Depois, tal e qual o general César, “vim, vi, venci”. Dois meses depois, ciumentíssimo ao retorno, exigindo primazia, bri guento e bisbilhoteiro, mais nove meses de e-mails com ELA e a “juíza” L. M. o expulsou do ringue ou do campo nada esportivo. Nocaute ou gol contra? Ontem (primavera, final de outubro!), enquanto esperava na tevê o seriado em estória da Bahia, ELA viu o nick de um cidadão, exatamente o apelido carinhoso que instituiu para mim pela nossa diferença de altura: 1.80 x 1.55. Foi certeira, achou que era EU testando “onde ELA andava” tarde da noite. Ou caçando outras??? (Assumo um forte instinto de macho: por certo “fui” homem da caverna quando a minha fêmea possuía cabelos até a cintura... Quem disse que EU a arrastava? Nunca me permitiu harém pois me trairia com o vizinho gigante solteirão carentinho da caverna ao lado ou me deceparia com uma pedra... lascada e pontiaguda. Na atualidade, as mulheres possuem faca serrilhada para “decepar” embutidos congelados.) Digitou para ELE o nome da minha cidade, que é uma palavra só, e ponto de interrogação. Sempre me diz que todo homem é transparente e toda mulher é grande atiradora de laços. Pode ser. Daí que o cidadão respondeu sem vacilos com uma única palavra: sim. Mais algum vago comentário dela e o fulano perguntou porque foi direta com o nome da cidade. Bruxa Wicca de verdade ou mentirosa casual, mais depressa criativa, ELA alegou “ter conhecido” dez dias antes OUTRO com este mesmo nick de rapaz alto e que era desta (minha e “deles”) cidade: conversaram dois domingos s eguidos e o talzinho marcara de novo nesta quarta-feira, mas falhou e ELE apareceu. Boa “explicação”, bem satisfatória. Se ESTE de ontem era de fato um novo amiguinho ou EU disfarçado, se ELA era naquele momento OUTRA pessoa, então acontecia um verdadeiro qüiproquó, máscaras teatrais da literatura clássica, mais comédia latina que tragédia grega, Júpiter e Zeus tomando várias faces na conquista das mulheres. (Assumo minha esporádica e sazonal triste fase de crise existencial e desesperada necessidade de auto- afirmação.) ELA citou a altura do amigo, 1.85 , “lá em cima” (sou gigante menor), perguntou a dele, 1.86, um centímetro a mais, ELA digitou que achou graça e ELE perguntou se este um centímetro faria diferença. Não! Conversaram bastante. Se ELE era EU na pele de gente mais moça e ELA era OUTRA idem, me iludiu (ELA diz que nunca se ilude). Se era EU disfarçado, acreditando conversar com uma nova pessoa, estava traindo minha amiga em seu próprio campo de pesquisas, como o marido traindo a mulher no leito conjugal. Burrice extrema - amante propositalmente deixaria vestígio. Somente com as pistas de “Sudeste-mar”, ELE “adivinhou” certinho a Cidade Maravilhosa onde ELA mora. Impressionante ou............. j-á-s-a-b-i-a? ELA, 18 anos, bairro do Flamengo, sem data de aniversário ou signo. Evitou propositalmente tais assuntos; sim, porque ama ser Geminiana e EU Ariano. ELE por vezes brabo como EU, mas se dizendo carinhoso (sou afetuoso, sim, mando cartõezinhos, flores e poemas). Custou a definir a idade (ELA pensando que era EU ganhando tempo em imitação como quando ELA ganha tempo comigo), por fim 26. Falaram de estudos: garota cursando ensino médio e rapaz o meu curso universitário, do qual ELA fez uma critica severa e ELE se defendeu de imediato, igual como minha amiga sempre criticou e EU sempre contra-argumentei. Perguntou se ELE gosta de literatura, ambos gostam (ambos gostamos). ELA sempre na dianteira de assuntos e perguntas, dando chance a ELE de repetir, papagaiar... Ah, “sugeriu” que o nick dele era o apelido com que colegas da faculdade o nomeavam - ué, ELE con-fir-mou. Estranhas “coincidências” em que ELA jamais acredita. Na sala, futebol na tevê - ELA disse não gostar de esporte nenhum, apresentou três possibilidades para ELE entre os times cariocas (caminho longo e malicioso para chegar a mim...), ELE negou, ELA “sabia” que ELE negaria, apresentou dois times que nitidamente sabe nenhum na minha preferência, ELE disse um terceiro: que era tricolor e citou o meu time paulista. Que coisa, hein?! Nick homônimo a apelido, cidade, faculdade, futebol... ELA deu o nome “verdadeiro”, MARIA LUÍSA, parecido com o nome “não verdadeiro” com que eu a conheci (deve ter sido proposital). Perguntou a primeira letra do nome dele, respondeu G (inicial de um dos sobrenomes reais da minha amiga, ELA achou falta minha de inspiração melhor): daí, ELA arriscou dois nomes masculinos e, na sorte dela, verdade do rapaz ou talvez por falta de imaginação mais ampla, ELE confirmou o segundo, por acaso nome de atual rei nórdico. ELA o perguntou casado ou ex, respondeu solteiro (EU fui casado), ELA propôs casamento em 2016, teriam 3 filhos (ELE protestou igualzinho como EU protestei quando ELA me disse 2); escreveu meio chorosa que ELE a mandaria calar-se na hora de estudar processos, que fosse para a rua dar banho de sol no bebê (acho que nunca escrevi isto). Perguntou se ELE tem moto, de que ELA não gosta: “Sim”. Bolas, o que ELA perguntasse ao acaso, de antemão já sentia a resposta. Esqueceu de perguntar se ELE gosta, como EU, de comida colorida, pizza, pudim de leite, chá e não ingere álcool. De repente, ELA foi à sala da casa dar uma espiada no seriado, demorou um pouco, subiram na tela muitas falas de internautas, bem mais adiante ELE perguntava ansioso: “Você está aí?” ELA respondeu: “Voltei.” Duas versões: 1 - ELE poderia ter saído da sala de bate-papo rapidinho, transformar- se magicamente no amigo de todo dia, digitar e-mail para a amiga, depois voltar - ELA ainda ausente do computador. 2 - ELE-personagem ao mesmo tempo em bate-papo e, na minha pessoa física, EU escrevendo para minha amiga e-mail de bronca (resmungo à toa) e boa noite. ELA deu chances o tempo todo para que ELE (ou EU?) escrevesse, praticamente conduzia o espetáculo, era só o rapaz confirmar. Profissão, perguntou duas vezes, ELE não respondeu (ai que fosse a minha!!!); então, ELA “sugeriu” para ELE um emprego de meio-expediente, sem especificar, e faculdade no outro horário. Acontece que ELE marcou para o dia seguinte um segundo bate-papo no meu horário de faculdade... noturna. ELA “sugeriu” e ELE confirmou que precisava (?) acordar cedo, a escola dela bem pertinho de casa. Despediram-se. ELA “voou” em e-mail. EU digitara um recadinho rápido, 23:01, pouquinho exaltado sem o exagero de louco-furioso, porque ELA citara um outro cidadão interessado em ler contos que EU escrevo - lera o conto CARÊNCIA MASCULINA, Parte I, descrito como personagem, ELA intermediária diplomática do recado, querendo saber quando publicarei a Parte II. Minha amiga teve a vaidade de imaginar que, EU um tanto irritado neste e-mail, ciumentinho, era porque a percebera na pele da garota de 18 anos em paquera com um de 26, mas não podia revelar minha “traição”. Aliás, traição mutua. (Tenho conto antigo sobre o mesmo tema: INFIÉIS UM COM O OUTRO, FIDELÍSSIMOS COMO CASAL). Como cantaram VINÍCIUS e JOBIM, “ELA é carioca........ só me vê a mim............” Posso acreditar que Penélope de fato existiu? (Hoje, quinta-feira, ELA perdeu o horário, noventa minutos depois perguntou aos freqüentadores assíduos da sala de bate-papo - ninguém viu o meu “clone”!) NOTAS DO AUTOR: JÚPITER - Deus romano do dia, pai do deus Marte, avô de Rômulo e Remo, lendários fundadores de Roma. ZEUS - Deus grego do céu e do trovão, conhecido por suas aventuras eróticas. Recomendo a leitura de O ANFITRIÃO: 1 - autor PLAUTO (dramaturgo romano); 2 - inspiração para WILLIAM SHAKESPEARE (dramaturgo inglês). F I M
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Comentários dos leitores

Se vocês mudam toda hora, quem trai quem, quando estão conversando um com outro, na pele de terceiros? Bom, ainda prefiro você, Gigante menorzinho, mas que cabe todo no meu coração. (Menos ciúme!) Parabéns pelas confusões nada confusas!

Postado por lucia maria em 10-08-2013

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