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DESTA VEZ FOI (de verdade?) FEBRE...



					    
Após tanto cansaço físico (horas extras na empresa que ELA chama de sanguessuga) e mental (faculdade - é fanática por livros: lamenta que haja “tantos feriados e fins de semana” sem as ‘minhas’ aulas), EU - exausto de verdade - não queria sair de casa... Uma vez por mês, badalar para lá e para cá em mil lojas no shopping, escutar novecentas e noventa e nove vezes a frase “obrigada-por-enquanto-estou-só-olhando” (EU não trabalharia jamais como atendente em loja feminina!), depois ELA compra duas coisas: uma camisola comprida (azul ou lilás) ou um conjunto sutiã-calcinha (lilás ou azul) na promoção e uma revista de moda e reportagens intelectualizadas, com mini perfuminho ou batom como brinde. Sempre assim! Nada se altera. Almoço lá mesmo, pratão bem cheio de propósito, trazer sobras para o jantar... e dois mini quindins. Há dois truques para falsificar febre. Em garoto, escutei falar um deles que a molecada faz quando não quer ir à escola, colocar um dente de alho descascado num local inconveniente (leitor, esqueça!), versão de calor e resultado positivo, não quero saber! O tradicional que aparece até na telinha é expor-se, gemente e já deitado, ao calor do abajur - método prático, certeiro! Aparentemente ELA não percebeu. Foi desagradável ter que me submeter a uma “doutora” improvisada que não aprecia a ciência, mas tem fartíssima coleção de recortes e listas digitadas em rigorosíssima ordem alfabética: CONTRA... - afecções do estômago e do fígado, bronquite, diarreia, dores musculares, febre, gripe e resfriado, picada de inseto etc. Ao início, compressa de água morna nas minhas pernas, depois moleton, cama e ELA me cobriu até os joelhos. Ah, tive que calçar meias (exigi as vermelhas, bem antigas e portanto amaciadas) - a contragosto, aceitei rodelas de batata na sola dos pés, rodelas de cebola na parte de cima. E os chás? Lista longuíssima de ervas, nomes que desconheço, deixou- me livre para optar entre as mais conhecidas (de quem?), mais populares: acônito, camomila, capim-limão, erva-cidreira, eucalipto, hortelã, pitanga, salsa, tinguaciba......... EU... “carentinho, doentinho, dodóizinho” (linguagem dela)... fiz as minhas exigências: música suave, baixa, ELA tem uma gravação de BRAHMS; um livro não muito grosso, ofereceu SAGAN, antigão, herança familiar; não se toma chá sem mastigar - pedi 3 torradas com geleia de morango ou (de acordo com as sugestões para chá, tudo combinatório) de hortelã ou de pitanga, no forninho elétrico. Senti uma moleza, bocejei, apaguei. Confessou horas depois que percebeu, sim, mas mentiras por mentiras, EU sem febre, de verdade, ELA não doutora, de verdade, um chazinho leve até faz bem, “menino grande inventa, o castigo é não sair da cama nem para assistir a um filme na televisão”. Na sala, ELA ‘recebeu’ ilustres visitantes: Lisa Lund, Rick Blaine e Victor Lazlo... em CASABLANCA. No quarto, fui ao encontro do deus grego Morfeu e perdi modernizada versão de ULISSES! ---------------------------------------------------------------------------- NOTAS DO AUTOR: VOCÊ GOSTA DE BRAHMS? - Publicado em 1959. De FRANÇOISE SAGAN, escritora francesa da geração do pós-guerra - contestações e transgressões de acordo com as desilusões existencialistas; mais tarde, em continuação à ideia, estilo nouvelle vague (nova onda) no cinema francês e na literatura. CASABLANCA - Filme norte-americano de 1942, episódio durante a II Guerra Mundial, ambientado em Marrocos. ULISSES - Herói grego da Guerra de Tróia que durou dez anos lutando e outros dez em aventuras com damas festivas, “tentando” voltar para a Ilha de Ítaca, onde o esperavam sua mulher PENÉLOPE e seu filho TELÊMACO. F I M
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Comentários dos leitores

Existem maridos que exigem carinho... e existem esposas cruéis que adivinham molecagens. No mínimo, seu personagem repousou e deve ter sonhado com as deusas gregas. Linda estória: parabéns!

Postado por lucia maria em 17-08-2013

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