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A VIDENTE



					    
Sábado, dia 10, ano 2012. Em linguagem clínica, ELA não acordou “em pleno gozo das faculdades mentais”. (Se você, leitor, pedir um estado médico para trabalho, é o que ELE irá escrever – “bom estado físico e pleno gozo.........”) Mas neste dia ELA por três vezes acordou meio abilolada. Explicação é que dormira ao som de atabaques, tambores e pandeiros. Quase meio de agosto e o clube local ensaiava um desfile folclórico, escolar, para... o Dia do Soldado. Nessa mistura de ritmos, ELA sonhou. Era África. Quênia, costa leste do continente. Identificou muito bem o país pelas savanas imensas abrigando leões, elefantes, hipopótamos, zebras e flamingos (pesquisara na véspera para um jornal mural religioso que faz todo mês há três anos). Som de atabaques tribais – ver ELA não viu, somente ouviu. Mas aí viu, só que a figura masculina nítida ainda não era ELE. Um masai, aquele tipo gigante negro que desperta a curiosidade do planeta, atleta de São Silvestre em dezembro na cidade de São Paulo - agitava uma bandeirinha de clube de futebol, branca-preta-vermelha... falando inglês com sotaque shakesperiano de Stratford-on-Avon......, misturado ao português da América do Sul – “I am sãopaulino convicto forever. Morumbi. Gol! Champion!” O rosto do homem se transformou rapidamente no rosto dele e ELA acordou espantada. Quatro horas ainda. Cedíssimo. Leite morno com açúcar, não. Meio copo de vinho de palma, fortíssimo, cama outra vez. Dormiu hipnoticamente. Era Bahia. Salvador. Largo do Pelourinho. Conhecia muito bem através da telinha da tevê e de fotos (data do centenário do amado Jorge Amado, marido e eterno cúmplice, no amor e no intelecto, de Zélia Gattai, a ítalo-paulista abaianada que passou a usar longos abadás em Salvador e até em Paris). Som de tambores, talvez do Olodum – ver, ELA não viu, somente ouviu. Mas aí viu, só que a figura masculina nítida ainda não era ELE. Misturou as imagens de um maravilhoso ator e a dele... porque o primeiro, nitidamente nordestino, fizera Lampião e depois um escritor de orixás, oju obá (oju/olhos, obá/rei), “olhos do rei XANGÔ”, em TENDA DOS MILAGRES, e ELE é escritor de verdade. O rosto do homem se metamorfoseou rapidamente no rosto dele e ELA acordou espantada. Seis horas ainda. Cedo. Leite morno com açúcar, não. Meio copo de licor de cacau, não muito forte, cama outra vez. Dormiu magicamente. Era Rio de Janeiro. Nascera ali, conhecia de cabo a rabo, como se diz. Vários símbolos, fusão e confusão de bairros: Corcovado, Pão de Açúcar, praia de Copacabana, Sambódromo, Galeão, Maracanã, Igreja da Penha e outros, como aparecem mesclados nas telenovelas. Som de pandeiro... carnaval? - ver, ELA não viu, somente ouviu. Mas aí, viu, e nessa terceira vez a figura masculina nítida finalmente era ELE! O rosto, o corpo. Vestia-se naquele traje caracterizado pela mídia (reportagens com fotos antigas), teatro, cinema... - ainda na atualidade, o imaginário popular: calça branca, em branco e vermelho “uma camisa listrada”, como Noel Rosa cantara no passado. Roupa de malandro? ELE, u m trabalhador de serviço pesado, líder, chefe de equipe?! Andar meio gingado, fora da atual pressa das ruas. Nem ao menos Lapa, o mítico bairro da “malandragem” carioca. Era uma loja indefinida, ELA não distinguiu quais mercadorias, dentro de shopping moderno, farta iluminação a neon - não sabia com exatidão o bairro. Mudou de repente e era calça jeans azul clara, camisa pólo em verde-água, andar firme de macho sem fantasia. Avançou nele e beijou muito. Ao contrário, agora o rosto dele desapareceu e era um manequim de loja, escultura máxima com o rosto do MARCELO ANTHONY - ELA disfarçou, não sei se hipnotizou, se fez mágica sobre as pessoas (curioso é que tem lábia e todos sempre acreditam piamente no que ELA diz ou escreve, sem a menoríssima dúvida ou contestação!) e se justificou fã excessiva. Todos sorriram e ELA ainda ganhou uma camiseta G-adulto, colorida, propaganda da loja, com a figura colorida de seu ídolo em tenra idade, a ave mais famosa do mundo dos quadrinhos e desenhos animados, PATO DONALD (de Walt Disney, 1938), no clássico traje azul de marinheiro, e QUÁ QU Á QUÁ (rindo dela?) em letras vermelhas, cor predileta dele. (A camisa ELA tem na vida real por isso talvez é que tenha entrado no sonho.) ELA acordou espantada. Oito horas, finalmente. Copo inteiro de chocolate quente com... adoçante, sim, porém já havia amanhecido – tempo de digitar textos ficcionais: aulas de literatura para inteligentérrimo aluno paulista ao computador! F I M
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Comentários dos leitores

Visões ou sonhos malucos pode-se ter toda hora, mas sonhar com um ELE especial é maravilhoso... África, Bahia, Rio - bela geografia. Posso falar "I am carioca and flamenguista"? Parabéns!

Postado por lucia maria em 08-09-2013

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