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ANGU ou POLENTA MOLE: CARIOCAS versus PAULISTAS



					    
Casal carioca, filha adolescente, recebeu em casa dois casais, hóspedes de São Paulo - capital. Se descendentes de Anhanguera ou Caramuru, não sei. (Sou descendente de um Alves-português, conquistador, não nas Índias, creio que das índias, ahn!...) Para recepcioná-los dignamente, organizaram uma festa junina, muita gente, sítio com 200 convidados, talvez. A mãe da moça carioca foi ajudar de véspera, brincou ser medalhuda ‘chef’ (de fato, usa sempre um cordão ao pescoço com medalha enorme de... Nossa Senhora de Fátima) e criou um cardápio variado, quente para a noite fria: mocotó com grão-de-bico, rabada com agrião, minifeijoada (simbólica: feijão preto e tristemente menos que os 7 salgados tradicionais, porém como novidade torresmo passado no moedor manual) ... e o clássico angu à baiana (desconhecido... na Bahia). Muitos doces e bebidas também. Quando os paulistanos chegaram, a dona da casa e a mãe os deixaram à vontade, inclusive para comerem o que já estava pronto, grande quantidade, não faria falta na hora da festa. Entregaram 4 pratos, ensinaram gaveta dos talheres na cozinha e mostraram panelas num fogão de lenha, improvisado num alpendre. Só escutavam assim: “Polenta mole, polenta mole... que delícia!” Hóspedes comeram e repetiram, sempre os mesmos comentários. A ‘chef’ observou imexíveis as panelas com as carnes cozidas e refogadas à parte: o molho do angu - pedaços não microscópicos, reconhecibilíssimos, diferentes tipos de carne fresca, bofe, coração, fígado, língua, garganta, orelha, tripa (bucho), linguiça, azeitona verde... “Vocês não tiraram nada daqui?” Não, não tiraram. Não conheciam... Pensavam que era apenas isto, a “polenta da mama...” - e comentaram entre eles, encucados: “Como é que os bandeirantes conseguiam levar assim mole nas viagens longas?!” Estavam acostumados apenas a pedaços quadrados de farinha de milho, massa dura em tabuleiro, às vezes juntando couve picada fininha refogada, e fritos - mistura casual de cozinha italiana com as cores verde-amarelo. Diferença é que no Rio de Janeiro a farinha é mais fina, ponto na panela como um mingau, prato, carnes por cima. Risadas gerais. “Agora, sim!” Mulher interessada pede logo a receita. Breve, inovação nos restaurantes do Bixiga... F I M
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Comentários dos leitores

De fato, o sangue dos Alves é terrível!!! A comida RJ / SP tem muita diferença, sim, tanto é que a chamada feijoada paulista tem menos salgados. Este fato aconteceu mesmo? Parabéns!

Postado por lucia maria em 15-09-2013

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