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Aprendi que a transferência de aprendizagem é progresso: melhora do exercício até mesmo de um órgão (um só pulmão ou rim trabalhando por dois) ou capacidade (serve culinária?) sobre outra capacidade ou órgão. Exemplo: aprender a resolver determinado problema (P1), daí a dias ser capaz de, com o material retido, resolver um outro (P2), em similar técnica e com elementos idênticos - logo, foi transferência positiva. Negativa se houver falha no desenvolvimento da técnica. Assunto tão antigo quanto a filosofia grega, PLATÃO já falara sobre isto no diálogo “República”. Bom, para essa transferência, fatores indiscutíveis seriam: 1-similaridade de conteúdo - exemplos: habilidades matemáticas aplicadas na física ou na química, e também certas semelhanças nas diferentes línguas latinas; 2-compreensão de princípios e generalização - aprender na escola sobre a luz solar, a decomposição da luz e entender melhor o arco-íris, ou seja, o ensino verbal do professor passou a experiência real da... “aluna”; 3-termos de técnica - na matemática, fórmula para problemas da vida diária, transferindo depois a teoria para as situações práticas. Anotei sem maiores preocupações e precauções. Ninguém vai a uma feira de livros sem comprar alguma coisa. Ah, e minha mulher adora gastar o meu dinheiro. “Perde” a bolsa na hora exata de sairmos de casa ou as notas maiores desapareceram sozinhas ou o cartão de débito pegou sol muito forte na areia (como? em que praia?) e está com defeito. Comprou variedades e ganhou como brinde dois livretos de culinária espanhola e francesa. Para ELA, o arco-íris é o mito de uma escada espiritual, elemento de ligação entre a terra e o céu. Negou luz, decomposição, teorias escolares: afirmou ter visto as cores refletidas no vidro da janela da cozinha... Sentiu-se abençoada. Começou com a “Península Ibérica” (ELA só fala assim...) - Espanha, mistura de antigos celtas, iberos, fenícios, gregos, cartagineses, romanos, bárbaros, árabes... e ciganos. História aprendeu muito bem. “Ah, terra do galã EL CID”, e suspira... Múltiplos sabores! País mediterrâneo, embutidos artesanais, peixes variados, frutos do mar, azeite e bons vinhos. O correto e ideal seria uma entrada com fatias de pão embebidas no azeite - não temos este hábito - sem pensar em quantitativos, misturou (transferência positivíssima!) manteiga mineira com azeitona preta, comemos em pão de milho indígena aquecido no forninho elétrico. “Dá no mesmo!” No prato, espalhou contadinhas sete fatias de presunto - adora 3 + 4: ELA come uma antes de dividir. Morri de medo que confundisse ‘jamón’ com jamelão... ou sabão. ELA sabia que tapas são petiscos entre refeições, quase sempre acompanhados de vinho ou cerveja (não tomo álcool!), grande variedade de ‘tira-gostos’ - presunto cru, frutos do mar empanados ou ao vinagrete, croquetes, ‘tortillas’, almôndegas, queijo regado com azeite, cogumelos recheados... - levei dias experimentando, ora com meu leite e café solúvel ora com suco de abacaxi. Consta que o nome ‘tapas’ originou-s e na Idade Média, quando nas estalagens cobriam (tapavam) os copos de bebida com fatias de embutidos ou queijo, para evitar as moscas... que passavam a pousar sobre estes. Comemos “Gaspacho andaluz”, com abobrinha no lugar de pepino, mas respeitou os ‘croutons’, pão torrado em cubinhos. Haveria perfeita “Tortilla de batata e cebola”, errou (transferência negativíssima!), não resistiu a juntar farinha de trigo aos ovos batidos, a massa ficou um tanto embrutecida, mais parecendo a empada da padaria aqui da esquina - errou de novo, assou em lugar de usar a frigideira na parte de cima do fogão. Houve, sim, “Berinjela recheada”, mas o peso (matemática e física) do cogumelo foi comprado superior ao peso da carne, a mistura acabou dando certo (química). Gostei do “Caldo galego” (com presunto, bacon e salame, porém feijão preto no lugar do branco) e principalmente do (ou da?) “Crema catalana”, mistura geladinha de leite, gemas, açúcar (“Mingau metido à besta”, esclareceu para mim), canela árabe e calda caramelada (em doces ELA nunca erra), acompanhados, em ensaio ou pré-estreia, de... biscoito champanhe. “Vive la France!” Abriu a segunda sessão, isto é, nova temporada estrangeira, com “Escargot à la bourguignonne”, mas não havia os moluscos em casa nem conchinhas de cerâmica. Ora, os tais, quando frescos, devem inicialmente ficar fechados num saco dez dias sem alimento, para esvaziarem o estômago, depois lavados em água limpa - muito demorado... Daí a facilidade de comprá- los pré-cozidos, congelados ou em conserva. Concha, escargot, mistura de manteiga e ervas, farinha de rosca por cima, forno 12 minutos, servir. Problema 1? Dei uma volta pela rua, absurdamente caros, fingi não ter encontrado. Assim, no domingo (transferência positiva ou negativa?) almoçamos “Camarão burguês” (?) assados em mini formas de... empada - ELA se exibiu, como sempre, “...crevettes” - não fui ao dicionário conferir. Ah, tinha sido transferência para Problema 2. Para outros dias programou “Salade niçoise”, como entrada, mas não incluiria corações de alcachofra nem aipo ou alfavaca (com incertezas e dúvidas sobre a real tradução, melhor eliminar...), depois “Magret de canard (pato magro?) au miel”, por sobremesa “Tarte Tatin”, ou seja, torta invertida de maçãs, que ELA afirma ter criado numa centenária encarnação anterior, ideia roubada pelas ‘demoiselles Tatin’ - não havia em casa esta fruta, colocou amoras (para JORGE MAUTNER, f eminino da palavra ‘amor’) - escondi o livro pois EU não pretendia jantar um... canário, muito menos ir parar numa sessão espírita. Mas como o Brasil também faz parte da ONU, fundada em 1945, meses após o fim da II Guerra Mundial, folhinha na parede da cozinha marcando este aniversário num 24 de outubro, voltamos ‘comemorativamente’ à deliciosa rotina nacionalíssima de feijão (com carne seca, lingüiça defumada e orelha...) - arroz - ovos - bife - batata frita. E também uma indispensável saladinha de alface, “...cor do LOURO JOSÉ”, disse ELA. Duas sobremesas: “Ovos moles de Aveiro” (Portugal) e muitas frutas, como os ciganos do mundo inteiro apreciam. --------------------------------------------------------------------------- FONTE: Psicologia educacional, cap. A transferência de aprendizagem - Lannoy Dorin. Coleção “Sabores do mundo”, 12 fascículos, em jornal O GLOBO - ‘Chef’ JOSÉ HUGO CELIDÔNIO. F I M
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Comentários dos leitores

Li de gargalhada. Eta, mulher doida que (se existe...) o enlouquece e você adora esta 'camisa de força'... O José Hugo é um dos meus ídolos. Parabéns!

Postado por lucia maria em 22-09-2013

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