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ROUBADO...E ACHADO



					    
MÃE, três FILHAS casadas, três GENROS, sete NETOS ainda crianças e... três CARROS. Moravam todos no mesmo terreno, bem grande, em casas geminadas, duas a duas. Vigário geral, subúrbio carioca, rua perto da famosa Avenida Brasil. Um dos homens num dia de trabalho deixara o carro fechado num lugar qualquer, não importa, e meia hora depois, voltando ao local, o carro simplesmente... desaparecera, ou melhor, fora roubado. Registrou a ocorrência na delegacia e deu baixa do patrimônio no departamento de trânsito. Rotina protocolar e administrativa. Conformou-se e passou a andar de trem. Salve OGUM, o orixá do metal, das estradas e dos caminhos de ferro! Tempos depois, uma das moças e respectivo marido foram convidados para um almoço em casa de amigos. Cidadezinha próxima, na Baixada Fluminense, praticamente extensão do Rio de Janeiro. Botaram assuntos em dia. Lá pelas tantas, o bate-papo estava ficando monótono e o rapaz foi para a frente da casa. Do outro lado da calçada, também um almoço festivo, ELE olhou naquela direção e viu o que pareceu... o carro roubado. Sim, de longe, mesma cor e lataria com pequeno amassado. Lembrou-se: os homens pintavam as casas e uma lata de tinta verde caiu do alto da escada de armar... respingos permaneceram no carro. Verdade que o impossível acontece? Atravessou a rua, conferiu tudo certinho - mesma chapa alfanumérica, o amassado respingado, o vidro traseiro com plástico de SÃO JORGE, um sapatinho de bebê pendurado acima do volante. Voltou e comunicou à mulher que acabara de achar o carro... roubado. ELA foi lá e conferiu também. Telefonou: deu a grande notícia à irmã. Daí, os outros familiares chegaram para dar cobertura. Como fazer? Vários carros pertencentes ao pessoal da festa. O dono do “roubadinho” meteu a chave e “roubou” seu próprio carro, aflito, como se diz popularmente, ‘coração na mão’, mulher ao lado, e seguiram todos juntos em comitiva, agora três carros e os três casais, a caminho de casa. E se a polícia os seguisse? O que o rapaz diria? “Roubei o meu carro?” Alguém acreditaria? Tentaram instruções com um militar de patrulhinha, numa esquina qualquer, e este nem soube o que dizer, pela raridade ou ineditismo do fato. Os amigos nada sabiam sobre a família do outro lado da calçada que residia ali apenas há um mês. Ficaram de sobreaviso o resto do dia, observando o lado de lá da calçada... A festa rendeu horas. Tarde da noite, pouco a pouco os convidados foram saindo. Não escutaram os esperados gritos de “Cadê meu carro?” - “Roubaram o meu carro...” A estória não terminou aí. Amanheceu e ELE foi à delegacia para registrar novo boletim de ocorrência. Alegou ter achado o carro numa calçada perto de casa............. Pediram testemunha. Como assim? “Uma pessoa qualquer que tenha visto o senhor achar seu próprio carro.” Há o brasileiro trabalhador, o que alega estar procurando emprego e os que ficam anos e anos na porta de certas repartições públicas oferecendo o nome para assinar como testemunha de qualquer coisa. O proprietário do carro saiu da delegacia um tanto baratinado, não podia dizer que o parente vira o carro na porta de uma festa em outro município porque teria que dar o endereço... “Moço, moço, quer que EU assine? Não cobro muito caro, não. Meu nome é JORGE, sou devoto de SÃO JORGE e.......................” Não muito distante, o ruído de patas pesadas batendo no chão e um relincho de cavalo. Branco? Certamente da Capadócia. Agora a estória terminou. F I M
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Comentários dos leitores

Adorei. Ontem, achei 7 papéis importantes que haviam desaparecido. Eu já arrastara a cama, não vi nada, apareceram ontem no mesmíssimo lugar - em cada papel um 'sorriso', "me-achou-é?" (desde maio). Parabéns!

Postado por lucia maria em 20-10-2013

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