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CARTA ENIGMÁTICA



					    
Não exatamente uma *carta enigmática no sentido tradicional, aquela publicada em revista recreativa ou livro escolar. Pior ainda! Aprendi a brincadeira com “certa” adorável e sincera AMIGA distante após receber dela uma “certa” mensagem e pouco (em verdade, coisa alguma!) entender. Respondi assim um tanto aleatoriamente, desconfiadíssimo... “VOCê nunca dá ponto sem nó.” Riu muito de mim e ensinou o que aprendera com a avó que por sua vez aprendera com........... ........ Escolher de cinco a sete palavras básicas ao acaso, no dicionário, uma para cada parágrafo, e escrever um texto sem o menor sentido, sem nexo algum - deixará o destinatário enlouquecido, se achando um perfeito idiota. Vai ver, DOMITILA já escrevia assim para seu amado?! Ou CLEÓPATRA desenhava os famosos hieróglifos? EVA por certo devia esculpir símbolos paradisíacos na casca da maçã... Minha nada AMIGA, uma “incerta” próxima, dizia me adorar, elogiava meu intelecto, se desmanchava em loas, ao mesmo tempo em que me colocava (tentava colocar!) muito aquém da sua ‘pseudo-Inteligência’ - é possível que assimilasse picadinhos de textos via Internet e me desafiava com assuntos desconexos, sim, porque se intitulava ‘doutora por conta própria’ em células-tronco, Truffaut, civilização maia, Bacon, filosofia pré-socrática, colonização africana, Freud, programação neurodinâmica, Sartre, mitologias variadas, Descartes, cantata/clave/interlúdio, Woody Allen, nova culinária ... paulista... etc. etc. etc. Ufa! Usava (erroneamente) expressões em inglês e francês em qualquer lugar onde estivéssemos - cinema, lanchonete, papelaria. As pessoas riam, ELA simulava chorar, depois ria em coro. Ousava me testar em alemão... EU percebia o total desconhecimento, porém aquela presença física perfumada ora a sândalo ora a jasmim me tentava e EU ia, como se diz popularmente, deixando passar até ver como ficaria. ELA falava ou inventava um assunto novo ou desconhecido, EU logo me aterrorizando a cada início de frase: “VOCÊ sabia?” Não - EU não sabia (nem ELA) e curtia a m inha cara de bobo deslumbrado. Mulher culta é uma coisa, mulher exibida é outra. Lembrei de “certa” AMIGA fiel a quem inadvertidamente destratei ao primeiro contato numa noite de domingo - não é assim ‘tratei mal’, apenas quase a ignorei......... Pois é! Comecei a me sentir, igual como ELA se sentiu naquela nossa apresentação, agora em roubada (se EU pedisse, jamais concederia) “licença poética”: um-ratão-seco-e-esmagado-na-rua. passei a chamá-la Ratinha, carinho sempre, quando se descreveu fisicamente, ELA me apelidou de Gigante. ELA me ensina os mais variados truques e brincadeiras sadias. Alega sempre que aprendera com a avó que por sua vez aprendera com..................... Anotei cinco vocábulos básicos desacertados, exatamente os que minha adorável AMIGA digitara para mim, depois saí desfolhando o dicionário, páginas a esmo, cada hora uma frase mais esdrúxula e descombinada. Misturei tudo, embaralhei e nada disse. Por mais que alguém pense e repense, não conseguirá traduzir um caos literário; finalmente chegou ao fim o que intitulei em grave ironia uma ‘carta de amor’ (?), com exagerado e colorido ponto de interrogação na cor vermelha: - - - - - “MINHA CARA: Aceite esta MINHA CARTA DE AMOR (?). Antagônico! Não, nada a ver com anta, embora muitas vezes eu me sinta ora ‘Tapirus terrestris’ ora como um ser megalítico. Mas, enfim, nem fingido, falso, finório nem pilastra angular de edifício fouveiro matriarcal. Animus! Antagônico? Sim, pela incompatibilidade em que me encontro diariamente., ora cangalha que me aprisiona ora comunhão caótica que me liberta. Fiz café e o vapor quente me anestesiou. Lentear será meu dogma a partir de hoje através das gelosias de minha própria alma. Frechal, frechal, frechal... Curriculum vitae. Antagônico... Ó Órion, nos céus, que me oriente! Sou impulsivo, sim, assumo, do tipo que cede aos impulsos de momento; ao mesmo tempo em que me grulho, calo-me em despolarizante timidez. Justiceiro, sulfatizo a vida; revérbero, encanto-me com a irroração frenética do êxtase. Dura Lex sed Lex. Do seu AMIGO, com elevado esmero e fornida consideração, Atenciosamente, aufwiedersehen, sayonara----- - - - - - Não assinei a carta e entreguei em mãos. Só me faltaram lágrimas de crocodilo ou de colírio teatral. Tentei lembrar - já li tais “discursos” piadísticos em algumas obras consagradas da literatura brasileira. O resultado é que a fulana leu, releu, treleu, mãos trêmulas, não entendeu lhufas, emudeceu............... ‘defenestrou-se’ em definitivo da minha vida. Versão é que se uniu a um deputado federal e agora escreve os discursos “dele”. Não ensinei nada!!! CARTA ENIGMÁTICA - Tipo de jogo textual que usa palavras e desenhos ou figuras para o leitor identificar e ler a mensagem. Exemplo: “Onde está o meu (imagem de um lápis)?” F I M
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Comentários dos leitores

"Nunca se desfenestre da minha vida!" Não importa a quem falei / falo / falarei. Brincadeira muito antiga - fiz uma sotaque com sotaque inventado, traje fantasia de portuguesa, mais divertido ainda. Parabéns!

Postado por lucia maria em 20-10-2013

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