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QUALIDADES OU DEFEITOS



					    
Conheço um PAR que, separadamente, UM sem saber o que o OUTRO me falou, disseram de si próprios, o homem cabeça erguida, a mulher um tanto chorosa, “Sou alienígena, invisível”... e por minha conta acrescentei “desajustado/desajustada”. Não entre ELES e sim entre ELES e o mundo - ambiente, pessoas - que os cerca. Pesquisei: 1 - “ET”, filme, 1982, amizade pura e inocente, unindo: alienígena em ambiente inadequado ao cair na Terra & menino, ele mesmo desambientado em família, ‘o-filho-do-meio’... ET, indefinição macho/fêmea ou generalização ‘isto-não-é-importante-definir’? Não se trata de discutir se pode existir amizade real, concreta, palpável, entre homem e mulher (ou entre dois homens, duas mulheres...) e sim afinidades e identidades, sem esquisitices, extravagâncias, ações anti-convencionais - bom é gostar das mesmas coisas, ter hábitos bastante parecidos e as mesmas reações diante das notícias ou dos fatos da vida. (E estes DOIS se “desentendem” em clima de eterna *cordialidade 365 vezes por ano, como é que pode?!) Alienígenas em relação a terceiros, submetidos a incompreensão e inaceitabilidade de quem os rodeia ante o que em particular os entusiasma - contos e crônicas que ELE escreve e ELA corrige (na verdade, palpiteira que às vezes acrescenta algo: nunca tira), louça centenária de porcelana e cartilhas em língua japonesa que ELA herdou familiarmente e guarda com muito carinho. Para ELE, dizem na cara que é perda de tempo, escreve coisas engraçadinhas, nunca ordinárias, mas que jamais lhe encherão o bolso - o fulano interessado no prazer visceral da escrita, não em cédulas fúteis. Para ELA, sugerem vender num antiquário e rasgar os livros antigos. ELA tem um carinho enorme, sempre, e acha que ELE é o máximo nos textos engraçados ou filosóficos, aceita sem medo guerras pelo AMIGO se alguém fizer o menoríssimo comentário depreciativo. ELE é um tipo fechado, caladão, pouco assunto, adora fingir “gotas” de depressão e tragicidade grega, mas (EU acho que...) não desaprova (será?) nem bules-xícaras-pires do século XIX nem os livretos de coloridas gravuras nipônicas. Não sei se ELE a defenderia numa situação polêmica ou opiniática. AMBOS são cultos, multiculturais, adoram palavras acima do uso comum... Nisto, UM é o espelho ou fotocópia do OUTRO - adoram ensinar! Ao redor de AMBOS, triste realidade: somente quem odeia... ‘aprender’. Incrível, fogem dela (homens) e dele (mulheres) e vem logo uma quase agressiva ofensa, ‘você-é-muito-inteligente-me-confunde-perturba-e-ofusca’... Meus AMIGOS, o tal PARZINHO, até se colocam algumas vezes na pele dos outros, mas o contrário não acontece nunca - e empatia é idealmente inteligência emocional: sentir o que o outro sente, olhar através dos olhos dos outros. 2 - Invisibilidade, segundo a ciência contemporânea, é possível. Sir John Pendry, do Imperial College de Londres, e o time de cientistas trans-Atlantic estão trabalhando em conjunto para desenvolver um “manto” real de **invisibilidade que funcionará como no cinema de mágica ou ficção científica... O tal escudo será feito de metamateriais que não absorvem nem refratam a luz, mas fazem o redirecionamento. Parece mesmo que ELE e ELA são invisíveis. Triste ser entusiasta apaixonado por alguma coisa (estilistas de moda, chefes de cozinha, músicos, artistas em geral, cientistas) em meio a indiferentes e desinteressados. Foi o que alguém disse há pouco tempo sobre as produções literárias dele: “Não leio o que não me interessa. Tem algo sobre futebol ou biografia censurada?” Certas pessoas não enxergam e-mails deles ou publicidade exposta em rede social: “Leiam no site literário X.........” Não leem contos-crônicas-poemas-artigos! Fazem de conta que os recados sumiram, evaporaram como líquido fervente (do leite, ainda restaria a nata no fundo do tacho), ou melhor, sublimaram como naftalina (mas este cheiro ainda permanece por minutos no ar). O ideal seria interação entre pessoas diferentes - ser curioso sobre o que o outro produz; plateias variadas, um único aplauso ou vaia para o mesmo espetáculo; praticar união, partilhar emoções. De repente, lembrei de cartum folclórico. Lobisomem grandalhão assobiando tranquilo e se aproximando como amigo de um menininho e uma menininha, nada assustados - dialogam: “Lá vem o chato do lobisomem!” “Vamos dar um susto nele?” Subverter a situação, fazer de conta que não estão vendo nele o mito da agressividade. Cadê os amigos na rede social que não enxergam publicidade das criações literárias, no simbólico assobio feliz? É isso - ELE e ELA, para os outros, são DOIS chatos. 3 - “Os desajustados”, filme dramático norte-americano de 1960/61 - ELA, personagem de Marilyn Monroe, mulher sensível se divorciando; ELE, personagem de Clark Gable, cowboy frio que passou a vida caçando cavalos selvagens para alimentar cães, o que a horroriza, e pegando mulheres divorciadas. Delicadeza versus brutalidade. (Último filme de ambos.) Entre alguns desacordos, nasce uma paixão entre os dois. O desajuste é a conclusão final: elemento alheio e invisível para todos está em falta de encaixe - sobrando, não na medida certa nem faltando. Ar em excesso (qualidade) estoura o balão de gás (consequência). Um nascituro normal (ainda bem que soube esperar sadios 9 meses) não cabe numa caixa de sapatos (grandioso do futuro já nasce grande!). Após uma feijoada, melancia por sobremesa causará indigestão. ELES X mundo - nenhum desajustamento social grave, em absoluto, desequilíbrio psíquico, apenas decepção com amigos e familiares, desrespeito, desamor, distanciamento afetivo, só isso... Sou leitor fidelíssimo do trabalho deles. Como EU poderia não ler aquilo que EU mesmo escrevo? E se EU não implicar com ELA, minha fidelíssima escudeira, vou brigar com quem? - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - NOTAS DO AUTOR: *Teoria/conceito do “homem cordial (...) forma de sociabilidade brasileira, mais afeita aos contatos informais e à negação das esferas públicas de convívio” - em “Raízes do Brasil”, primeiro livro de SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA, crítico, historiador e sociólogo paulista, um dos maiores intelectuais brasileiros do século XX. **Pesquisem maiores e melhores explicações (?) científicas - site comotudofunciona - A descoberta do manto da invisibilidade. F I M
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Comentários dos leitores

De fato, é decepcionante ser super esforçada, e ganhar medalha de alienígena, invisível e desajustada... mas adoro meu chefinho e só devo satisfação a mim mesma e a ele. Parabéns!

Postado por lucia maria em 03-11-2013

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