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ESCRITORES & PESQUISAS



					    
Grande observador da sociedade carioca do seu tempo, MACHADO DE ASSIS apresentava sempre ao público a intensa vida social que personagens levavam e por certo ELE e CAROLINA também - no mínimo confeitarias e restaurantes, também saraus e teatros. Boemia é um termo pesado, EU diria apenas que sabiam gozar a vida. Na Confeitaria Castelões, às quatro da tarde, ELE absorvia três ou quatro mães-bentas (minha AMIGA as faz muito bem!) e ecleticamente um pastel de carne com açúcar, fusão de lanche, jantar e sobremesa. Mas existe também o “comer com os olho e ELE absorvia os fatos ao redor - um chapéu feminino, um galanteio, um cochicho, um tabefe, um encontro amoroso nada secreto, sozinho ou numa reunião de charuteiros à caça de assunto, fossem escritores ou editores: há fotos. Nasciam aí as estórias que nos emocionam até hoje - podemos até comparar dois eternos enigmas: pálido sorriso de MONA LISA (mulher, mesmo?) e fidelidade / infidelidade da “nossa amiga íntima” CAPITU: personagens nascendo na PESQUISA machadiana. Errado? Não. Certo. Minha AMIGA carioca me representou numa feira literária. Um dos temas tratados era “INSPIRAÇÃO”. Voltou com muitos depoimentos memorizados e, eterna e suma oportunista, disse que palestrou também: “ONDE ACABA O VERDADEIRO E COMEÇA A FANTASIA?” ESCRITORA clássica, paulistana, romances, contos e crônicas em antologias, em livros escolares, confessou ter sido insegura quando iniciante: internacionalizada e premiada ao longo dos anos. Inspirou-se, escreveu um livro, novo livro, outro livro. (Mais tarde, obra adaptada - excelente estória muito antes de atores / atrizes globais - para telenovela de grande sucesso.) Achava não ser assim tão conhecida de rosto (era!) e visitava livrarias, perguntava às pessoas se ‘já-tinham-ouvido-falar-na-escritora-X’, se já tinham lido alguma obra, se poderia acontecer na vida real, se gostaram etc. etc. etc. Página em branco. Já foi manuscrita e datilografada. Hoje, na telinha, Word a se preencher com palavras e......... Onde encontrar inspiração? Resposta metafórica: “nas ruas”. EU diria apenas que a inspiração está na vida, no coração do ser humano. Não se precisa obrigatoriamente sair de casa e procurar “nas ruas” uma boa estória. Lembrar o que já se viveu, aumentar, digitar... Pois minha oferecidinha PESQUISADORA descobriu e absorveu, dentro de seu próprio quarto, não uma simples fonte, mas uma grande cachoeira. Ao contrário de ouvir estórias, ELA as lança e fica na paquera das devoluções em tempo real. Como é versátil, EU não sei até hoje se ELA daria uma excelente advogada (a qualquer hora defende fracos e ‘espremidos’), uma socióloga (vocação nenhuma para presidência), antropóloga (talvez pesquisasse, a favor, poliandria) ou política (revolucionaria aplaudida de pé o campo dos direitos humanos). Inventa as mais absurdas situações nas cinco agitadas salas de bate-papo que frequenta. Se encontra jovem bem jovem onde não deveria estar, não censura, não tenta afastar, apenas esclarece e adianta que é “um caminho sem volta”. Fazem perguntas que ELA responde com a naturalidade que as mães em geral deveriam ter - franqueza, jogo limpo de esclarecimento. Em outro contexto, fala de violência, inclusive sexual, contra indefesos ou impúberes, há quem se horrorize, moralista, e pergunte se o monstro foi preso - E LA responde que “era parente” e sumiu, talvez para outro Estado, ou que: “Pessoa de renome?! Ninguém daria atenção, ninguém acreditaria na queixa...” Sim, vítima ainda levaria a suprema culpa de ter provocado o fulano a cometer o crime. Há quem lamente, recomende ajuda de psicólogo, ELA agradece, não ficou trauma algum eternizado, “trauma-do-pobre-é-não-ter-comida”, assunto antigo, “já tem dez anos”... Outros percebem a fantasia e levam na brincadeira sem explicitar descrédito e minha AMIGA responde no mesmo tom, dialogando, EU diria que são apenas “bobagens” - não sabem os nomes, as cidades, jamais se encontrarão ao vivo. E logo a linguagem e as atitudes fictícias se modernizam até em excesso, dependendo do internauta ser amoral ou imoral. Nem sempre concordo, mas ELA compara ao comércio: vender o que o freguês deseja comprar, não interessam os costumes da pessoa lojista. Vender cristal, usar na intimidade o copo vazio de geleia, ou vice-versa nas lojas mais populares. É, pode ser, talvez, quem sabe? Existem os momentos loucos de aderir à pornografia, ELA escreve ao encontro exatamente do que internauta quer ler, seja feminino ou masculino. “O que você está vestindo?” ELA adora mitos e lendas, diz estar “fantasiada” de EVA. Imediatamente surgem propostas e pedidos da exposição erótica de partes dos corpos, ELA não interessada em ver nem mostrar. Nesse instante, começa a polêmica ambígua - “Você é homem ou mulher?” Minha AMIGA lançou a semente, mas não fica a espera do crescimento da planta - retira-se. Claro que agora o outro não mais a imagina uma mulher de verdade. Há inclusive protestos em aberto quando a ‘outra’ de fato se mostra e aparecem “documentos” de homem; então alguém adverte o grupo: “ELA na verdade é ELE...” - este logo se retira, golpe frustrado. É o que um revoltado, julgando ter comido gato por lebre, fez: ameaçou espalhar pelo universo da Internet todos os (mil?) nicks que ELA (para ele, “um ELE”?) usa, o fulano chama “perfil”, como sendo “enganadora”. Reação dela - riu de gargalhada. No caso, ELE enganou a si próprio - não se limitou a uma tagarelice informal; tipo do homem talvez violento, perto do assassino, do aqui-agora-eu-não-aceito-recusa. Vejam, se a relação homossexual não interessa, bastaria ignorar, sem violência. Por que discutir ou brigar? Discriminações todas deveriam ter acabado a nível universal em 1945 - vergonhosamente ainda existem. Tudo começou a descoberto com o “Fiat lux” porque na escuridão ninguém enxergava coisa alguma - seria a negativa através da hipocrisia, sentar em cima, negar o comprido rabo do macaco: folclore literário e musical. Há momentos sérios, raros, em que os abandonadinhos procuram o amor, ainda que distante. Amor cortês antigo? Valorização da mulher? Linguagem tênue, familiar, quase doce, isenta de bobajadas - falam de trabalho, diplomas ou estudos a meio, família, casa, carência afetiva. Alguns, faixa etária adiantada, confessam virgindade, pedem ajuda, e dá para sentir autêntico desespero, sonho de uma vida normal - minha AMIGA sugere, orienta, aconselha. Fazer o quê? ELA descobre incríveis solidões, seja a nível hetero ou homossexual, minha AMIGA sem preconceito algum, sem hipocrisia nenhuma: o ser humano tem direito a escolhas, muitas vezes taxadas de desvios e não respeitadas. Triste é escolher viver de si para si mesmo, isto é, sozinho no mundo, mesmo quando cercado pela multidão. F I M
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Comentários dos leitores

Se de verdade esta sua amiga existe ou é alterego, 'ela' é o meu, o seu, o nosso travesseiro-conselheiro. "A máxima!" Grandes fontes para inspiração... Grandes exemplos de bate-esperteza! Parabéns!

Postado por lucia maria em 15-11-2013

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