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QUE JANTAR..."ZINHO!"...



					    
ELA trabalhava no escritório de uma empresa estrangeira cujo presidente no Brasil era vice-presidente ou diretor de esportes ou sei-lá-o-quê (mas cargo importante!) num afamado clube de futebol do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, um patrono financeiro. Ora, houve eleição para a presidência do super clube e então o mundo comercial simplesmente parou. Espalhou-se a notícia de que urnas ficariam expostas em vários locais do centro da cidade e bairros de destaque. Os funcionários se dividiram em grupos - as moças preparando cartas para todos os associados e os homens na tarefa de distribuir correspondência e panfletos, depois recolher os votos. Muita gente! Bom, o vencedor foi um advogado, carioca, incompletos 47 anos, já há muito tempo entrosado com o clube, nenhuma surpresa. Em agradecimento, ele ofereceu um banquete (?!) a todos que colaboraram em sua campanha. Na data marcada, o escritório funcionou apenas até meio-dia e houve recomendação para muito esmero nos trajes. Mulheres foram para cabeleireiros e manicures. ELA inaugurou um traje chamativo: casacão acompanhando o comprimento da saia de pregas, tecido de lã cor-de-abóbora, camisetinha de seda branca, flor no cabelo, sapato fechado de salto médio, meias clássicas em nylon dourado. As mulheres estavam arrumadíssimas, homens um pouco menos. O clube com duas sedes, chamadas “Velha”, esta junto ao campo de esportes, e a “Nova”, perto do mar. O jantar foi na segunda. Pontualidade. Tapete vermelho da calçada até o início de um salão, com sofás, poltronas e mesinhas. Jogadores lado a lado nos degraus da entrada, à esquerda, à direita, rigorosamente vestidos, casaco preto elegantíssimo e emblema do clube no local do bolso, visitantes entrando praticamente em fila. Aí, espalharam-se pelo salão e em poucos minutos alguém anunciou o coquetel. Os próprios jogador es trouxeram as bandejas, em clima intimista, amistoso. Copos grandes e cristalinos com refrigerante gelado de cola, rodelas finas de limão, pedras de gelo, biscoitinhos salgados, aquele tipo miúdo, menos que três por três centímetros, sem recheio algum. Alguém sussurrou “de-se-du-ca-da-men-te” que parecia lanche de aluninho de jardim de infância. Uma garrafa de uísque (escocês!) para todo mundo, acabou depressinha, poucos beberam, não houve reprise. Tagarelices úteis e inúteis. Tocaram o hino do clube, todos de pé, em grande seriedade. Discurso de agradecimento. Hora do jantar. Mesa compridíssima, toalha vermelha. Os mesmos “garçons” improvisados e desajeitados - eram somente bons de bola. Carrinhos, pratos pequenos distribuídos com folhas inteiras de alface, três azeitonas pretas e rodelas de tomate, um dos jogadores pulverizando sal, outro pingando azeite e vinagre. De repente, carrinhos vazios, eles pararam... Todos, mesclados nas cadeironas convivas e jogadores, comeram a entrada. Carrinhos se dirigiram à cozinha, voltaram com muitos vasilhames pirex do tamanho de uma xícara, arroz amarelo, talvez com gema e creme de leite, os próprios comensais despejaram nos pratos, e ficaram esperando mais alguma coisa. Veio! Um bife pequeno, “bem passado”, como s e diz... Carrinhos vazios, “garçons” encostados numa parede, mãos para trás, entendeu-se que era comer-ou-largar. Olhares trocados, sorrisos sem graça, mastigação lenta não canina nem leonina. Lá pelas tantas, quando as últimas pessoas estavam nas penúltimas garfadinhas, os “garçons” se mexeram e foram para a cozinha. Maionese? Empadão de queijo mascarpone, gorgonzola ou cottage? Suflê de camarão, cação ou siri? Nada disso. Conjecturas falsas, erradas, enganosas, enganadas, enganadoras. So-bre-me-sa. Outra vez os pratos menores, agora em lotação esgotada, isto é, gorda, larga, comprida, além da dimensão do prato. Fationa de torta gelada de confeitaria - aquele pedaço de pão-de-ló cortado horizontalmente em três camadas baixinhas, que modo que era um recheio amarelo (de novo?) e outro branco, sabores não muito definidos, de longe em longe alguém recebia um farelo de abacaxi, dependendo da sorte do comensal (conferiram depois). Por cima, colher de creme de leite, batido e adoçado. Desmontaram a mesa do pseudo-banquete, salão para danças, jogadores galantes e péssimos dançarinos, pisando as mulheres desajeitadamente. O baile durou mais tempo que a refeição inteira. F I M
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Comentários dos leitores

Estória atual de um fato antigo em que uma senhorita da minha família, essa da roupa cor-de-abóbora, foi depois catar lanche na geladeira de casa... Advogado de verdade: meio brasuca, meio árabe. Parabéns!

Postado por lucia maria em 23-11-2013

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