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INVEJA É UMA...M...M...MINHOCA ESTREBUCHANTE



					    
ELA é professora e seguiu todos os caminhos para esse objetivo. Inscrição para o vestibular de Letras, faculdade federal, provas que incluíram autores brasileiros, portugueses e... Caio Júlio César em suas andanças pela Gália. De Bello Gallico. Ano de 50 a.C., recordações do general sobre descobertas e conquistas romanas... Texto de sete linhas fora da memória (ou inesquecibilíssimo?) de quem, candidato com cara de ter visto imaginariamente o próprio Nero irado, suou e penou na tradução: “Tertium est genus eorum qui uri................” Foi só o susto inicial - depois ELA amou fervorosa as aulas de língua e cultura latinas. Aprovação média, 100º lugar em 150 vagas para o curso escolhido, excelente classificação para quem estava fora de escola há vários anos. Não assim aluna brilhantíssima, 70 vezes o conceito A ao longo do curso todo, em 70 créditos semestrais, não se vai exagerar, mas brilhou bastante, entre muitos A e muitos B. Estudava, rompia madrugadas cercada de livros e sempre repetia para si própria “veni, vidi, vici” (cônsul romano César de novo?! - aqui é sobre uma batalha vitoriosa no norte da Turquia) - vim, vi, venci. Aprovada para magistério municipal e estadual - manhãs e noites ocupadas, folga geral às quartas-feiras. Conseguiu a ajuda de dois rapazes para a faxina da casa, amigos (?) de um primo, nos dias de folga na escola, incluindo sábado. (Nunca se escutou que tenham tido algum emprego formal.) A “farra” era boa: fazia tudo para agradá-los com super café da manhã, queijos e bolo, almoço farto, cerveja ou vinho (o que estivesse na geladeira, eles queriam), lanche da tarde e ainda carregavam pacote gordo, além do pagamento. Com o passar do tempo, foram exagerando na intimidade. Choramingo sem flauta, pandeiro ou violão. “Estou-precisando-tanto...” - era a frase que um deles mais usava. E ambos passaram em coro a pedir o que viam, o que adivinhavam porque nem sempre viam: algodão, barbante, cotonete, detergente, elástico, faca, giz, hidratante, ímã, jornal, lápis, mercúrio, naftalina, óleo, parafuso, querosene, régua, sabonete, tabuleiro, bucha, vela, xampuzinho (amostra grátis dentro de cara revista mensal), zepelinzinho (prêmio escolar na infância)........... Nosso alfabeto não tem 50 letras, é pena. O mais abusado soube que ELA doara máquina fotográfica novinha para amiga da escola e praticamente tomou satisfação: “Invente que se arrependeu, peça de volta e dê para mim...” E repetiu a frase odiosa, predileta na boca do outro: “Estou-prec...” (Pedir de volta?! Muita baixeza. ELA nunca faria isto nem a seu próprio favor.) “Isto aqui ainda é muito importante para você?” - e de leve insinuavam pedir louça rara do século XIX (para venderem?) ou dicionário comprado há apenas dois anos (usariam onde?) ou camisa de malha unissex (não usavam a cor preta, mas pediam) ou tênis de tamanho feminino - “...para nossa amiga, tadinha, tão pobrinha...” Coisas importantíssimas ou recentes ELA negava. Os dois trocavam olhares televisivos e musicais, traduzíveis tipo “vale-a pena-ver-e-começar-de-novo”........... Um deles imitava o plim-plim da tevê; o outro, por acaso baiano como a cantora, cantarolava em quase desafio... Justamente o segundo, abusadão tagarela, se dizia contador (de lorotas?), parava ante a estante de madeira, 4 prateleiras enormes - gramáticas, livros didáticos, muitos paradidáticos, literatura geral, revistas culturais... ah, e coleção de corujinhas e sapinhos. Anos e anos as mesmas frases: “Muita coisa... Já leu tudo isso? E quando não quiser mais? Guardou os cadernos da faculdade?” ELA não respondia. Aí, esse mesmo passou a ter improvisada “vocação” para ser também professor. Ah, e exatamente de Português-Literatura, ELA especialista (sempre duvidou deste rompante de ideias)! O imbecil passou a se dizer aprovado em 2º lugar num vestibular público, versões variadas, ora nem fez a matrícula ora cursou e em quinze dias (alternava com um mês, dois meses) desistiu. (A professora pensou: “Existe trancar matrícula, garantindo retorno - “por que” o imbecil não fez?”) Não tinha o dinheiro para o ônibus. Sonho mesmo era uma renomada faculdade católica em bairro grã-fino da elite social, ir todo dia para a cantina comer-misto-quente-e-tomar-um-suco. Ué, estudar quando? E numa gritaria escandalosa: “Porque levar sanduíche de casa é pagar mico.” Intimamente ELA recordou empregos anteriores à faculdade, sempre caprichada comida caseira num pirex retangular, inclusive na faculdade federal, três anos bolsista auxiliando meio-expediente matinal na biblioteca, de segunda a sexta. (Faculdade federal e ainda recebia um ordenadinho...) Riu por dentro, dizer o quê na cara de um idiota? O primo dela passou no vestibular para História, aí a “vocação” do fulano já pulou para esta novidade. “Não! Um mero professorzinho, não, eu quero ser um historiador... que é muito acima (deu uma risada um tanto histérica)”. ELA, no caso, seria professorazinha? Puxa, sentia-se valorosa. Tendo sido amiga de um grande historiador (tadinho, morreu ainda moço, virou placa de rua!), ficou indignada e confirmou no falador a inveja bastante antiga. Acrescentou: “Meu amigo falava qua- tro idiomas.” Primeiro o talzinho arregalou os olhos, tossiu e disse que ‘modernamente’ qualquer pessoa em um ano se torna fluente (?) em qualquer língua. Inventou e espalhou estórias sobre este primo, ELA apurou os fatos reais com a vítima da maledicência, calúnias grosseiras. O fulano apareceu em casa dela, pensou que estaria reabilitado de questões anteriores, os assuntos retornaram iguais, bobagens e mais bobagens, despeito desmedido. Parecia um alucinado - “Estão gritando...” - e ele interrompia a desagradável conversa, espiava pela janela da sala, ninguém gritando no gramado, voltava. ELA reclamou com o fofoqueiro as maledicências contra o primo. Ele imediatamente correu até o novo universitário e “recomendou” que a levassem ao médico pois ELA agora dera para “inventar umas mentiras e”............... O primo é de paz, acredita nela, porém é tranquilo, não a defende nunca - é guerreira e braba, dispensa causídicos, enfrenta o mundo, se defende sozinha. Houve uma festa no terreno das residências, três construções, e ELA não queria participar. Chegava da casa de uma amiga, movimento de muita gente e o cretino sorriu na direção. A professora mandou que se afastasse. Desafiou, chegou bem pertinho, veio com a pergunta cretina: “O que foi que eu fiz? Eu não fiz nada...” Chegou mais perto ainda e do nada ele próprio começou a gritar. Que ELA inventou coisas que ele ‘não’ disse, era mentirosa, estudou num barraco miserável (faculdade e m prédio pré-montado), nunca mostrara diploma a ninguém (para um tarado puxar da sua mão e rasgar?), devia ser falso (com dois empregos públicos?), tinha uma “continha” bancária (por acaso ele imaginava prefeito e governador dando ordenado em mãos?), tudo neste nível baixo de linguagem invejosa, marginal. Adjetivos pesados, impublicáveis, censurados. O rapaz de fato parecia uma... (letra M!!!)... Minhoca estrebuchante. Magrela desengonçado e se remexia todo, como num ataque epilético. O invejoso emagrece de ver a gordura alheia. Urrava alucinado. Disse um monte de asneiras. Mostrou carências, fraquezas e frustrações. Quando ELA perdeu de toda a paciência (estava até muito diplomática nessa noite), não olhou na direção das pessoas, impossível visitantes não estarem vendo e escutando, pouco importava ter ou não ter plateia, mandou-o para o inferno duas vezes e ele revidou com baixíssimo e gritadíssimo calão, palavrões menos decentes que em dia de futebol zero x zero, escândalo apoteótico, e pronunciou aquela frase de entrega, quando o invejoso já usou todos os recursos e está no auge do desespero: “Eu não me troco por você.” Ah, trocaria, sim, se tal existisse, problema insolúvel até para a física quântica. Divertiu-se com a histeria do bobão. Antes invejada que coitada. Triste eles viverem da caridade alheia, eternamente recusando empregos que ambos classificam inferiores. Cúmplices. Um, calado, introvertendo o olho-grande nítido. Outro, atrevido, arregalando os olhos e soltando a língua. Ironia da vida: “ser” contador (?) e limpar vaso sanitário da casa das pessoas.............. Daí em diante, ELA pesquisou sobre os 25 sintomas de Alzheimer, isto na hipótese mais “sadia” de que ele não estivesse bêbado ou drogado. Afinal, a inveja é o merecimento que a inferioridade tributa ao mérito. F I M
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Comentários dos leitores

Ucha é caixa de guardar alimentos secos (dedo apressado,sem pensar). Suas estórias são reais, refletem a vida e essa gente me causou repulsa pois odeio invejosos. "Ah, se todos fossem iguais a você!" Parabéns!

Postado por lucia maria em 23-11-2013

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