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CARÊNCIA MASCULINA III-BATE- PAPO ILUSÓRIO



					    
Levaram horas conversando, ou melhor, em bate-papo ao computador. Rio de Janeiro: AMBOS. ELE, militar da ‘farda verde’, divorciado – ELA perguntou, ELE respondeu de imediato: filhos de 9 e 7 anos (não falou se menino, menina), morando com a mãe em Minas Gerais e os visita a cada quinze dias. A exato meio caminho de 40 anos: 35. Educado, sensato, entrou no nick de LEANDRA MARIA e sugeriu conversarem. Pareceu um homem triste, não um agora feliz “solteirinho”, leve e solto como um pássaro. Estava mais para abandonado preocupado e inseguro. Muito comum atualmente no Brasil o pai numa cidade e a mãe com os filhos em outra ou mesmo num Estado bem longe... – tempo de plagiarmos a “sobrinhada de Tio Sam”, porque naquele país do Hemisfério Norte isto é comum há décadas! Lá, nação de muitos Estados totalmente diferenciados e culturas contrastantes, talvez no casamento de filho ou filha o pai apareça (vemos nas estórias hollywoodianas), contando vantagens de riqueza ou decadente maltrapilho ‘esticando a mão’ para o ônibus de regresso. E aqui geralmente é o homem divorciado, talvez na sua desesperada necessidade de auto-afirmação, quem procura nova companhia nas salas de bate-papo – as mulheres são mais discretas, seguras: companheiros do trabalho ou reencontro com amigos do tempo de escola. ELA, Faculdade Letras – federal, não faz por menos. Distraiu-se, não definiu o exato dos 12 cursos oferecidos pela UFRJ. Deve ser Português-Literaturas em Língua Portuguesa, tradição familiar: avó, mãe e tia. Nunca deixa de citá-las, bem como pai e irmão dois anos mais velho. Garantia de ‘arzinho’ familiar: ninguém pensar que ELA é solta no mundo. Novinha, 19 anos. Distraiu-se de novo, dessa vez não disse que é geminana, de 30 de maio, dia de Santa Joana D’Arc. “Capitão!” ELE se espantou com muitas exclamações: “Capitão!!!!!!!!! Como sabe?” ELA explicou ser brincadeira. Chama assim ‘todo mundo da farda verde, até soldado recém-nascido’ e escreveu (teria inventado?) parte de musiquinha aprendida no jardim de infância: “Capitão lambão tem cara de melão, não solta balão........ Esqueci o resto.” ELE riu. “Onde é seu quartel? Quando nos encontrarmos, terei que bater continência?” ELE riu novamente. “O que faz um soldadinho de chumbo verde no seu posto?” Fixação ou mania dela que, apesar de menina, herdara do avô exatos 36 soldadinhos de chumbo, 24 prateados e 12 coloridos, brinquedo talvez sob influência da II Guerra Mundial. E também vibrava pelo balé O QUEBRA NOZES (Tchaikovsky, 1892). “Tenho muitas responsabilidades...” Para ELA, responsabilidade era estudar muitíssimo e principalmente em casa tomar conta da despensa familiar, sempre em dia com reservas e novas compras. Trabalhão olhar os vasilhames de plástico transparente e fazer lista para o supermercado! Não podia faltar leite condensado nem chocolate para o brigadeiro semanal. ELE “sonhou” e a imaginou casada, um bebezinho no colo, outro no ventre, nas compras semanais do açougue, da peixaria e da feira-livre. (ELE acampando com a soldadesca no mato.) Bom, chamaria um táxi. Riram juntos. Teoricamente, ELE se encantou com a menina muito culta, brilhante em assuntos variadíssimos, opinativa, certeira, e se enamorou à distância. Conversaram muito! Cinema, teatro, chopinho. Namorada ideal. ELA prometeu continuar outra noite – mesma sala, mesmos nicks. Confiar em promessa feminina?! ELA não desligou brutalmente. Avisou que estava com sono, uma e meia da madrugada... e fechou o computador. Tentativa de retorno dias depois. Ainda muita conversação em suspense. Esqueceu o nick usado por ELE e a duras penas tentava reencontrar. Sabia o nome do moço, inicial letra A, mas apenas localizou xarás que logo se precipitavam em palavras pornográficas e imediatas propostas indecorosas. Impossível no poste o cartaz em preto e branco WANTED DEAD OR ALIVE (Procura-se morto ou vivo, como no faroeste clássico), sem fotografia. Só se colocasse o nome, as letras em verde-garrafa... Ou verde-oliva? Ah, tanto faz... Temporariamente ELA desistiu de procurar. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Um dia, haverá um novo amor de verdade na vida do “homem do Grajaú”. Também impossível EU revelar pesquisa sócio-etária e me declarar um ESCRITOR de meia idade, correndo várias salas de bate-papo, variando a linguagem, ora com nome feminino, ora masculino, dissecando seres humanos , analisando almas, na verdade procurando inspiração para meus CONTOS, as minhas NARRATIVAS psicológicas... F I M
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Comentários dos leitores

Nossa, você vai fundo e analisa a alma das pessoas nos mínimos detalhes. Li em algum lugar: "alma desnuda". Bonita placa na porta do seu consultório de bate-papo útil/inútil. Parabéns!

Postado por lucia maria em 25-11-2013

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