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O CHEFE E A SECRETÁRIA



					    
EU aceitei esta moça como secretária porque ELA própria, ainda candidata ao cargo, me convenceu de que chefe e secretária sempre acabam juntos na cama. Minha esposa me proibia secretária. EU fingia aceitar e obedecer porque tive por três anos um eficientíssimo auxiliar masculino, porém ganhou bolsa de estudos na Espanha e da noite para o dia viajou... Tenho esposa, a secretária tem marido. Infinitos certificados, aperfeiçoamentos, anterior prática em escritórios no tempo de solteira. Instituí limites – trajes (jamais vestida inteiramente de vermelho, nunca decote ousado mostrando soutien de rendinha preta, ou aparecesse para trabalhar de jeans apertadíssimo), calçados (não altas sandálias de tirinhas finas douradas, ‘mil’ pedrinhas coloridas e brilhantes, como porta-estandarte no carnaval), bijuterias (nenhum brinco étnico de peninhas ou correntinhas até o ombro)... E não caminhasse com rebolado provocativo porque seria demitida na hora. Coitada! Treinou por dias (não vi: me contou depois) diante de um espelho. Discrição acima de tudo. Dei como antecipado presente de aniversário (que futuro patrão faria isto?) um relógio de pulso: redondo, pequeno, couro escuro – para não se atrasar na chegada, não se perder em olhar vitrines no espaço do almoço, não fugir nem 5 minutos antes do horário de saída. Não gostou, disse que o falso agrado era na verdade um “controlador de tempo”. Já nos conhecíamos há uns dez anos, calei-a com um beijo molhado, nossa primeira intimidade sensual e desrespeitosa como chefe e secretária. Ah, e exigi absoluto formalismo - “senhor”, “senhora”... Afinal, escritório é escritório, o que é que há? E expliquei que a clientela masculina às vezes é abusada, que resistisse a cantadas (e nunca me contasse) – só podia assédio sexual do chefe. Ao chefe, nunca resistir. E não resistiu mesmo. Almoçou certa vez (consenti – rapaz me parecia um tanto pateta...) com um cliente miserável que a levou a um restaurante vagabundo, mesa coletiva, comida péssima – no que o engraçadinho tentou lhe alisar a coxa, espetou a mão dele com o garfo, levantou-se e saiu. Aprovei plenamente. Cliente depois apareceu com a mão inchada e disse ter sido arranhado por uma leoa. Signo da esposa e da secretária – Leão. Brabíssimas! Estudei técnicas de conquista. Pedi para digitar um trabalho, que imprimisse e viesse me mostrar em meia hora. Veio em vinte minutos, puxei-lhe a mão nada respeitosamente, alisei, elogiei como primeiro trabalho, sugeri a ELA pensar onde comemorarmos... após o expediente. Tímida ou muito esperta, sugeriu um sorvete de casquinha – na hora, UM lambeu o sorvete do OUTRO, sabores diferentes, ELA fez com que parte do seu próprio sorvete caísse por dentro da blusa e me sugeriu limpar com perfumado lenço de pano. Claro que discretamente EU toquei os biquinhos dela, mas ainda não éramos amantes. Na primeira ida a um motel, combinamos de véspera, deixei um bilhete na geladeira avisando minha mulher que EU chegaria bem mais tarde, ELA não avisou o marido. Já na segunda pulada de cerca, ELA deixou bilhete em cima do travesseiro , e (somente pensei) EU não falaria nada com minha mulher, simplesmente chegaria bem tarde, e pronto! Macho é macho! A primeira cantada partiu dela própria. Disse que se o chefe não chama a secretária para o sexo, ELA acaba cedendo às cantadas do porteiro do prédio (1.86, mais alto que EU), do ascensorista (nordestino baixo, porém espadaúdo, e com fama virilíssima de três mulheres e dez filhos), dos clientes masculinos sedutores (tem um com cara e lábia de cigano: violinista no teatro municipal de nossa cidade) e até de duas moças que até já ousaram convidar para uma ‘festinha’ íntima, um ‘nu artístico’ a três, regado a champanhe... Mandei que ELA escolhesse o motel. Sabidinha. “Ah, chefinho, reservei por telefone com hidromassagem... É na praia, bem longe aqui do centro...” Dirigi quilômetros e gastei uma nota preta. Valeu a pena pois deitei com moça recatada, em minutos foi sexo de um deus grego lascivo e uma bacante sensualíssima. Ainda na estrada, falamos sobre nossos cônjuges. Minha mulher doida por uma rua, querendo se livrar de panelas e panos de limpeza, querendo trabalhar fora; alertei sobre as cantadas, mas teimou, foi à revelia, e se deita com o chefe, em certas “estranhas” horas extras, não tenho como saber... E ELA contou sobre o marido apaixonado, ciumento, possessivo, que nunca negou fogo, só por muita insistência a aceitou trabalhando fora, não por necessidade, mas para estar longe de faxina e fogão; nem de longe imagina que as “estranhas” horas extras, começando agora, podem não ser diante de um computador... Parei num recuo e já nos agarramos ali mesmo. Apenas como ensaio. Excitadíssimos. Levantei a saia, acariciei coxas, mão no meio das pernas, UM no OUTRO... ELA abriu a blusa, desabotoou o sutiã (de rendinha vermelha!),suguei um lado, fiquei um tanto nervoso, minha estreia fora da cama conjugal, me imaginei antecipando no carro, fracassando no quarto, preferi esperar. Um botão (bem feminino – madrepérola!) pulou da blusa dela no chão do carro. Bo m, se minha mulher achasse, minha resposta era que ELA deveria ser mais amante que esposa... aí EU não convidaria a secretária para o motel. Motel desconhecido... Depois, sexo é aquilo que todo mundo já sabe. Beijar, lamber, sugar, carícias mutuas nos lugares certos, camisinha (ruim, mas necessária), penetração, gozo... repetição por entusiasmo e melhoria. Falei obscenidades, palavras bem vulgares – secretária-amante a- do-rou! Chuveiro bem quente juntos. Nesta primeira vez, foi interessante. ELA com muita pressa de chegar em casa e EU precisando trocar dinheiro para o jornal da manhã seguinte. Larguei-a numa esquina e corri cinco lugares diferentes... Em casa, minha mulher já dormitava, resmungou que demorei, antecipou-se em negar sexo (nem cheguei a falar coisa alguma), pois estava “muito cansada de...” - não conseguiu completar a frase, dormiu. Passaram-se dias. Na segunda vez, ELA ficou de novo na mesma esquina, parei rapidamente num botequim para cafezinho, surpreendi minha mulher ainda em trajes de rua pois trabalhara “além do horário”, foi o que me disse: EU também trabalhara, nada perguntei. Passaram-se dias. Terceira vez, motel repetido. Ah, incidente muito desagradável na vida de um homem de quarenta e poucos anos... Um carro bateu na minha traseira, mais adiante guarda me multou, na portaria do motel exigiram desta vez as carteiras de identidade, porteiro sorriu, viu semelhança de nossos sobrenomes e ironizou: “Vocês dois, hein?” Pelo interfone do quarto, ELA, sempre mandona, pediu licor de amarula, senti súbita dor no estômago e... fracassei! Minha amante me disse horrores, saímos para discutir numa pracinha um tanto escura, ELA recuou do meu beijo; neste dia, aventura acabada.... Casa toda escura, minha mulher ainda não chegara. Apareceu depois com cara de choro,tivera um desentendimento com o chefe, ELA o xingara de “homem menor”. Coitado! – é alto, 1.80... Sugeriu chuveiro bem quente para NÓS dois juntos, cheia de péssimas intenções, que estava “sedenta”, foi ainda um ensaio, muitas preliminares, dei conta depois na horizontal... e como dei conta! Fracasso com a amante, sucesso com a esposa. Estranho, não? Só dormimos de fato ao início da madrugada, pela manhã um pouco atrasados para o trabalho. Homem se arruma com mais rapidez. Peguei o carro, fui trabalhar, esposa ainda ficou no banho. Secretária chegou de metrô. Desculpas pelo atraso. Dormira além da hora, marido e ELA não se economizaram naquela noite. EU fracassara, mas o marido, ó, foi um grande amante na “sede de sexo” que ELA sentia... EU me senti envergonhado; ao mesmo tempo traído e invejoso... Permaneci mudo. Ia dizer o quê? E assim tem sido desde que trabalhamos juntos. A sensação do erotismo são as fugas após expediente – o chefe casado e a secretária idem. Ao retorno da vadiagem, ELA fica na esquina, jamais entramos lado a lado na mesma casa em que moramos juntos. O bom é que “ELAS” têm TPM no mesmo dia e menstruam como se fossem siamesas. Não traio uma com outra, isoladamente – as médicas e as monstras da minha vida, num só corpo. Diferença de comportamento sexual é que a esposa ‘aprendeu’ muito com a amante. Agora ELA quer no chão da cozinha, ao chuveiro, em pé...... com variações não experimentadas antes, no tempo em que EU ainda não tinha uma secretária gostosa.. Quer, no termo mais delicado, que a chame de vagabunda – a-do-ra o combinado ‘rebaixamento’! Bom, na verdade somos chefe e secretária no escritório, amantes no motel, casados UM com o OUTRO na (antiga sem gracice da) nossa casa. Se UMA delas engravidar, serei pai em dobro? F I M
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Comentários dos leitores

Não me pareceu conto de estreia nesse estilo. A esposa-secretária é leonina, você escreveu, mas com jeito (ascendente?) de geminiana dupla, esperta e enroladora. Parabéns!

Postado por lucia maria em 30-11-2013

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